Caros, o prazo de inscrição de trabalhos para o 6º. Colóquio Internacional Marx e Engels foi prorrogado para o dia 15 de julho.
Maiores informações, acessem o sítio: http://www.ifch.unicamp.br/cemarx/coloquio_marx_engels.html ou tomem nota das informações logo abaixo.
6º COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX E ENGELS
Inscrição no 6º Colóquio Marx e Engels (clique aqui.)
INFORMAÇÕES GERAIS
O Colóquio Internacional Marx e Engels acolhe, fundamentalmente, dois tipos de comunicações: as que tomem a teoria marxista como objeto de pesquisa, seja para analisar essa teoria, criticá-la ou desenvolvê-la, e as que utilizem o aparato conceitual do marxismo em pesquisas empíricas ou teóricas que se enquadrem nos Grupos Temáticos desse evento.
Os pesquisadores interessados em inscrever seus trabalhos deverão indicar em qual Grupo Temático eles se inserem. Eventualmente, a Comissão Organizadora do VI Colóquio Internacional Marx e Engels poderá remanejar a distribuição das propostas de um grupo para outro.
Os Grupos Temáticos do V Colóquio são os seguintes:
GT 1 - A obra teórica de Marx Exame crítico das obras de Marx e de Engels. As polêmicas suscitadas pela obra teórica de Marx e Engels.
GT 2 – Os marxismos
Exame crítico das obras dos clássicos do marxismo dos séculos XIX e XX. As correntes do pensamento marxista e suas transformações. A obra teórica dos marxistas brasileiros e latino-americanos. A questão da renovação e atualização do marxismo.
GT 3 - Marxismo e ciências humanas
Exame da presença do marxismo na economia, na sociologia, na ciência política, na antropologia, na história, na área de relações internacionais, na geografia, no serviço social e no direito. Exame da
crítica marxista das ciências humanas e das contribuições das ciências humanas para o desenvolvimento do marxismo. Polêmicas teóricas e desenvolvimentos conceituais do marxismo nessas áreas de conhecimento. A presença do marxismo na universidade brasileira e latino-americana.
GT 4 - Economia e política no capitalismo contemporâneo
Enfoque marxista das transformações econômicas, políticas e sociais do capitalismo no final do século XX e início do século XXI. Novos padrões de acumulação de capital, nova fase do imperialismo, transformações do Estado e da democracia capitalista. A situação dos países dominantes e dos países dependentes. Brasil e América Latina.
GT 5 - Relações de classe no capitalismo contemporâneo
Enfoque marxista das transformações ocorridas na estrutura de classes. Trabalhadores, classe operária, “nova classe operária” e “classe média”. A pequena burguesia. O campesinato no capitalismo atual. O debate sobre o declínio da polarização de classes no final do século XX e início do século XXI. As classes trabalhadoras e os movimentos sociais e populares. A nova configuração da burguesia. As classes sociais no Brasil e na América Latina. O conceito marxista de classe social e de luta de classes face ao capitalismo contemporâneo.
GT 6 - Educação, capitalismo e socialismo
As relações do sistema educacional com o capitalismo da perspectiva marxista: formação da força de trabalho; educação e classes sociais; ideologia e processo educacional; política educacional. Análise marxista da educação no Brasil e na América Latina. Os aparelhos culturais do capitalismo (universidades, centros de pesquisa). Os centros culturais criados pelo movimento socialista. Análise das experiências educacionais realizadas nas sociedades surgidas das
revoluções socialistas do século XX. A teoria marxista e a educação.
GT 7 - Cultura, capitalismo e socialismo
Capitalismo e produção cultural: as novas tendências; as artes plásticas, a literatura e a indústria cultural. Análise marxista da cultura no Brasil e na América Latina. Cultura e socialismo: os movimentos culturais nas sociedades surgidas das revoluções do século XX. O marxismo e a produção cultural.
GT 8 - Socialismo no século XXI
Análise marxista das revoluções do século XX. A herança comunista e socialista dos séculos XIX e XX e o socialismo do século XXI. Marxismo e socialismo. A questão da renovação do socialismo. Teoria da transição ao socialismo. Trabalhadores e transição socialista. Trunfos e obstáculos para a reconstrução do movimento socialista no século XXI.
GT 9 – Trabalho e produção no capitalismo contemporâneo
Teoria social, trabalho e produção. As concepções teóricas sobre o universo produtivo. Processos de produção: processo de valorização e processo de trabalho. Controle e gestão do processo de trabalho. Luta de classes na produção. Precarização das condições de trabalho e emprego e requalificação da força de trabalho. Teorias sobre a afirmação e recusa da centralidade do trabalho. As novas formas de exploração do trabalho: trabalho imaterial, trabalho informal, precário e informacional.
INSCRIÇÃO DE TRABALHOS
A inscrição de trabalhos poderá ser feita no site a partir do final do mês de março até 15 de julho de 2009. O pesquisador deverá preencher a ficha de inscrição na página do Cemarx (http://www.ifch. unicamp.br/ formulario_ cemarx/instrucoe s.php). Além disso, deverá enviar duas cópias impressas de seu trabalho para o Cemarx, juntamente com uma cópia da ficha de inscrição. Atenção! O autor deverá indicar na parte externa do envelope e de modo visível:
a) o Grupo Temático (GT) para o qual está enviando sua comunicação ou proposta de mesa coordenada;
b) o seu endereço postal completo e o seu endereço eletrônico.
MODALIDADES DE INSCRIÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
1. Comunicações
O texto da comunicação deverá conter entre quinze e vinte e quatro mil caracteres (contando espaço e notas), perfazendo um máximo de dez páginas, em times new roman 12. As propostas de trabalho que ultrapassarem esse limite não serão consideradas. Do texto, deverão constar: nome do evento, o título do trabalho, o nome do(s) autor(es) e a sua(s) condição(ões) (professor, pós-graduando ou pesquisador independente) , GT a que se destina. O texto do trabalho deve definir claramente o tema que será examinado, a metodologia utilizada na pesquisa e apresentar as suas teses e argumentos e explicitar o debate (teórico, historiográfico ou político) no qual o trabalho se insere.
Importante! Os textos devem seguir as normas de citação (clique no
link).
2. Mesas coordenadas
Uma mesa coordenada é composta de um conjunto de ao menos quatro comunicações inscritas no âmbito de um GT. Um número reduzido de mesas coordenadas serão aceitas, privilegiando nesta modalidade de inscrição propostas encaminhadas por grupos, núcleos ou centros de pesquisa, bem como associações científicas e culturais. As comunicações dos participantes da mesa, formatadas de acordo com o item anterior, deverão ser enviadas conjuntamente, acompanhadas de uma breve justificativa da mesa. Cabe à instituição proponente obter os recursos necessários à participação dos componentes da mesa.
3. Pôsteres
O VI Colóquio Internacional Marx e Engels está aberto à participação de estudantes de graduação, que poderão apresentar trabalhos de pesquisa de iniciação científica ou de conclusão de curso cujos temas se enquadrem em um dos Grupos Temáticos do colóquio.
O resumo do trabalho deverá conter de três a cinco mil caracteres (contando espaço e notas) em times new roman 12. Do texto deverão constar o título do trabalho, o nome do autor e o curso de graduação no qual ele está matriculado. O texto deve apresentar o tema da pesquisa e as suas principais idéias e informações. As instruções para a confecção do pôster serão publicadas na página eletrônica do Cemarx.
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS
As inscrições encerram-se no dia 15 de julho. Os trabalhos aceitos serão divulgados na página do Cemarx, conforme o cronograma abaixo:
15 de agosto: comunicações e pôsteres.
Os resultados serão divulgados quatro meses antes do início do evento para que todos tenham tempo de solicitar financiamento às agências de fomento e universidades, uma vez que o Cemarx não pode financiar os participantes do evento.
PROGRAMAÇÃO GERAL
Dia 3 de novembro (terça-feira)
14h às 18h: Sessão plenária I
19h: Reunião dos grupos de trabalho
Dia 4 de novembro (quarta-feira)
9h às 12h: Sessão plenária II
12h às 14h: Painéis
14h às 18h: Mesas coordenadas
18h30: Lançamento de livros
19h: Reunião da revista Crítica Marxista
Dia 5 de novembro (quinta-feira)
9h às 12h: Sessão plenária III
12h às 14h: Painéis
14h às 18h: Reunião dos grupos de trabalho
18h30: Lançamento de livros
19h: Reunião da revista Outubro
Dia 6 de novembro (sexta-feira)
9h às 12h: Reunião dos grupos de trabalho
12h às 14h: Painéis
14h às 18h: Sessão plenária IV
19h: Jantar de encerramento
ENDEREÇOS E CONTATOS
Inscrições:
Centro de Estudos Marxistas (Cemarx), IFCH-Unicamp
Caixa Postal 6110 CEP 13083-970 - Campinas, SP - Brasil
(5519) 3521-1639/ www.ifch.unicamp. br/cemarx/ cemarx@unicamp. br
Informações (a partir de 01 de agosto de 2009):
Secretaria de Eventos do IFCH-Unicamp (5519) 3521-1601 / seceven@unicamp. br
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15 de jul. de 2009
19 de jun. de 2009
[MACS] Notícias da USP
Car@S,
quem escreve aqui é a Renata, da USP.
Escrevo, na maioria, para os contatos que peguei no ERECS.
Também encaminho esse email para algumas outras pessoas.
Segue anexo a carta da ADUSP sobre os ultimos acontecimentos da Universidade.
Coloco aqui no corpo do texto a nota da gestão do Centro acadêmico de Ciências Sociais, da qual faço parte.
Domingo, 14 de Junho de 2009
Nota de repúdio da gestão do CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
A atual gestão do CeUPES, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, vem por meio desta nota manifestar a toda a sociedade seu repúdio à inaceitável atitude - de extrema intransigência e truculência - que tomou a reitoria da Universidade de São Paulo na tarde de nove de junho de 2009. Em meio a uma manifestação pública e pacífica, estudantes, funcionários e docentes foram fortemente agredidos pelas tropas da Polícia Militar.
Contrário ao que tem sido veiculado, as manifestações das três categorias que compõem a comunidade universitária tem razões e objetivos claros: defender a educação pública e de qualidade a todos. Nossa maior bandeira é ampliar a participação popular nesta Universidade, que ainda hoje é destinada a poucos. Nossa luta é por mais vagas, principalmente à população pobre que excluiu de seus sonhos a chance de propiciar aos seus filhos e filhas uma educação de qualidade e transformadora.
Entendemos que a Universidade deve ser, por excelência, o ambiente estimulador de discussões críticas, receptiva à circulação de idéias e projetos para a sociedade. A USP comemora seus 75 anos neste ano. Seguirá sendo respaldada pela sociedade, que a reconhece como uma das maiores instituições públicas de ensino e pesquisa em nosso país. Porém, no último período, a reitoria mostrou não estar disposta a reconhecer ou reivindicar a Universidade como um espaço democrático de formulação de pensamento. Ainda que tenhamos buscado insistentemente o diálogo, a reitoria absteve-se do debate político com o movimento da universidade e preferiu – de maneira inédita – convocar a Força Tática da Polícia Militar para agredir os manifestantes. Todas as manifestações, como a de hoje, foram referendadas nos fóruns das categorias e, portanto, devem ser tratadas ao menos com respeito pelas autoridades universitárias. Realizamos - estudantes, docentes e funcionários - atividades públicas que procuram trazer novos participantes para as decisões coletivas, esclarecendo nossas pautas e reivindicações a toda população. A reitoria, de maneira diversa, optou por garantir, através de forças armadas, a supremacia de sua visão política.
Por muitas vezes, estudantes, funcionários e professores levantaram suas bandeiras e caminharam juntos em defesa da educação, conseguindo nessa trajetória grandes vitórias. Entretanto, nunca antes, dentro de uma universidade, estudantes, funcionários e professores foram obrigados a correr de bombas, policiais e todo o aparato que a reitoria invocou nesse nove de junho fatídico que manchará a história da Universidade de São Paulo. Ao permitir que a Polícia interviesse nas atividades da Universidade, a reitora abriu espaço para que os agentes policiais perdessem o controle sobre a situação. Indiscriminadamente, foram disparadas bombas de efeito moral, balas de borracha, sobre funcionários, estudantes e professores de várias unidades. Não só aos que já haviam aderido à paralisação inicialmente, mas também àqueles que, ao ter contato com a situação, saíram de suas salas para se somarem à manifestação. Ao contrário do que expõe a mídia, a agregação não foi um ataque aos manifestantes, mas sim um ataque a toda comunidade universitária. A USP, perplexa, não assistiu a um confronto entre policiais e manifestantes, mas sim um ataque frontal e descabido das forças policiais aos defensores da Educação Pública.
Nós, da gestão Canto Geral do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, repudiamos com veemência a opção desta reitoria. Não cederemos a essa onda de violência sem propósitos e reafirmamos nosso compromisso com uma Universidade aberta ao diálogo. Defendemos e continuaremos a defender a liberdade de organização, a autonomia da Universidade e a garantia de que ela passe a ser, de fato, um lugar onde se produza conhecimento crítico.
Fora Suely Vilela! Diretas para reitor já!
CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
Gestão "Canto Geral"
segue também, aqui no corpo de mensagem, a nota do comando de greve da Filosofia:
PM ataca professores, estudantes e funcionários
No dia 09/06, terça-feira, deu-se uma manifestação dos professores, estudantes e funcionários das três estaduais paulistas – USP, UNESP e Unicamp (programada e divulgada massivamente desde a semana passada) em frente ao portão um da USP, com o intuito de expressar a indignação, por grande parte da comunidade uspiana, diante da presença de dezenas de policiais militares da força tática e tropa de choque no campus que têm reprimido a greve dos funcionários, docentes e estudantes. Entre outras coisas, o ato utilizou flores como forma de se manifestar a favor do diálogo e contra a força bruta. Por volta das cinco horas, a maior parte dos manifetantes já retornava em direção à universidade para a realização de uma assembléia estudantil, no entanto houve uma agitação entre policiais e manifestantes e, a partir daí, a ação policial foi desproporcional: o contingente de policiais aumentou com a chegada de dezenas de viaturas, junto com a utilização de bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e agressão com cacetetes. Além disso, a força policial seguiu encurralando os manifestantes em direção a reitoria. mantendo o ataque violento. Depois, o ataque prosseguiu até a FFLCH, onde os estudantes, acuados, buscaram abrigo, onde ocorria uma assembleia da ADUSP (associação dos docentes da USP). A ação policial continuou a utilizar bombas de gás lacrimogênio, o que forçou os manifestante e os professores em assembléia a abandonar o pédio.
Os estudantes se reuniram em assembléia, que decidiu por fazer vigília em frente a história, e uma comissão foi formada para negociar com a polícia, a princípio não houve negociação, mas depois de horas da permência da tropa de choque parada próximo a reitoria, a comissão onseguiu negociar a retirada da PM.
Dois líderes sindicais e um estudante foram presos, manifestantes foram feridos. Não podemos nos calar diante destes fatos gravíssimos. Uma reposta imediata frente a tal ato de violência desmedida faz-se necessária, visto que este episódio é inédito na Cidade Universitária.
Assim, convocamos todos para construir a greve na filosofia nesta semana, e nos colocarmos contra a intervenção militar no campus e a política autoritária da reitoria que chama a PM para itermediar negociações.
Atenciosamente,
CAF.
Peço moções de repúdio de c.a.s, d.a.s, dce s ou organizações.
segue também o link do blog do movimento dos blusa amarela, movimento que estamos organizando - alguns estudantes da USP - pela derrubada da reitora Suely Vilela.
http://blusasamarelas.blogspot.com/
Como última coisa, mando o link de um vídeo que já mencionei para alguns/algumas de vocês.
www.youtube.com/uspemgreve
Hoje teremos assembléia geral de estudantes, envio mais informes depois.
Saudações de luta !
Rena.
FORA SUELY !
FORA PM DO CAMPUS !
quem escreve aqui é a Renata, da USP.
Escrevo, na maioria, para os contatos que peguei no ERECS.
Também encaminho esse email para algumas outras pessoas.
Segue anexo a carta da ADUSP sobre os ultimos acontecimentos da Universidade.
Coloco aqui no corpo do texto a nota da gestão do Centro acadêmico de Ciências Sociais, da qual faço parte.
Domingo, 14 de Junho de 2009
Nota de repúdio da gestão do CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
A atual gestão do CeUPES, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, vem por meio desta nota manifestar a toda a sociedade seu repúdio à inaceitável atitude - de extrema intransigência e truculência - que tomou a reitoria da Universidade de São Paulo na tarde de nove de junho de 2009. Em meio a uma manifestação pública e pacífica, estudantes, funcionários e docentes foram fortemente agredidos pelas tropas da Polícia Militar.
Contrário ao que tem sido veiculado, as manifestações das três categorias que compõem a comunidade universitária tem razões e objetivos claros: defender a educação pública e de qualidade a todos. Nossa maior bandeira é ampliar a participação popular nesta Universidade, que ainda hoje é destinada a poucos. Nossa luta é por mais vagas, principalmente à população pobre que excluiu de seus sonhos a chance de propiciar aos seus filhos e filhas uma educação de qualidade e transformadora.
Entendemos que a Universidade deve ser, por excelência, o ambiente estimulador de discussões críticas, receptiva à circulação de idéias e projetos para a sociedade. A USP comemora seus 75 anos neste ano. Seguirá sendo respaldada pela sociedade, que a reconhece como uma das maiores instituições públicas de ensino e pesquisa em nosso país. Porém, no último período, a reitoria mostrou não estar disposta a reconhecer ou reivindicar a Universidade como um espaço democrático de formulação de pensamento. Ainda que tenhamos buscado insistentemente o diálogo, a reitoria absteve-se do debate político com o movimento da universidade e preferiu – de maneira inédita – convocar a Força Tática da Polícia Militar para agredir os manifestantes. Todas as manifestações, como a de hoje, foram referendadas nos fóruns das categorias e, portanto, devem ser tratadas ao menos com respeito pelas autoridades universitárias. Realizamos - estudantes, docentes e funcionários - atividades públicas que procuram trazer novos participantes para as decisões coletivas, esclarecendo nossas pautas e reivindicações a toda população. A reitoria, de maneira diversa, optou por garantir, através de forças armadas, a supremacia de sua visão política.
Por muitas vezes, estudantes, funcionários e professores levantaram suas bandeiras e caminharam juntos em defesa da educação, conseguindo nessa trajetória grandes vitórias. Entretanto, nunca antes, dentro de uma universidade, estudantes, funcionários e professores foram obrigados a correr de bombas, policiais e todo o aparato que a reitoria invocou nesse nove de junho fatídico que manchará a história da Universidade de São Paulo. Ao permitir que a Polícia interviesse nas atividades da Universidade, a reitora abriu espaço para que os agentes policiais perdessem o controle sobre a situação. Indiscriminadamente, foram disparadas bombas de efeito moral, balas de borracha, sobre funcionários, estudantes e professores de várias unidades. Não só aos que já haviam aderido à paralisação inicialmente, mas também àqueles que, ao ter contato com a situação, saíram de suas salas para se somarem à manifestação. Ao contrário do que expõe a mídia, a agregação não foi um ataque aos manifestantes, mas sim um ataque a toda comunidade universitária. A USP, perplexa, não assistiu a um confronto entre policiais e manifestantes, mas sim um ataque frontal e descabido das forças policiais aos defensores da Educação Pública.
Nós, da gestão Canto Geral do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, repudiamos com veemência a opção desta reitoria. Não cederemos a essa onda de violência sem propósitos e reafirmamos nosso compromisso com uma Universidade aberta ao diálogo. Defendemos e continuaremos a defender a liberdade de organização, a autonomia da Universidade e a garantia de que ela passe a ser, de fato, um lugar onde se produza conhecimento crítico.
Fora Suely Vilela! Diretas para reitor já!
CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
Gestão "Canto Geral"
segue também, aqui no corpo de mensagem, a nota do comando de greve da Filosofia:
PM ataca professores, estudantes e funcionários
No dia 09/06, terça-feira, deu-se uma manifestação dos professores, estudantes e funcionários das três estaduais paulistas – USP, UNESP e Unicamp (programada e divulgada massivamente desde a semana passada) em frente ao portão um da USP, com o intuito de expressar a indignação, por grande parte da comunidade uspiana, diante da presença de dezenas de policiais militares da força tática e tropa de choque no campus que têm reprimido a greve dos funcionários, docentes e estudantes. Entre outras coisas, o ato utilizou flores como forma de se manifestar a favor do diálogo e contra a força bruta. Por volta das cinco horas, a maior parte dos manifetantes já retornava em direção à universidade para a realização de uma assembléia estudantil, no entanto houve uma agitação entre policiais e manifestantes e, a partir daí, a ação policial foi desproporcional: o contingente de policiais aumentou com a chegada de dezenas de viaturas, junto com a utilização de bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e agressão com cacetetes. Além disso, a força policial seguiu encurralando os manifestantes em direção a reitoria. mantendo o ataque violento. Depois, o ataque prosseguiu até a FFLCH, onde os estudantes, acuados, buscaram abrigo, onde ocorria uma assembleia da ADUSP (associação dos docentes da USP). A ação policial continuou a utilizar bombas de gás lacrimogênio, o que forçou os manifestante e os professores em assembléia a abandonar o pédio.
Os estudantes se reuniram em assembléia, que decidiu por fazer vigília em frente a história, e uma comissão foi formada para negociar com a polícia, a princípio não houve negociação, mas depois de horas da permência da tropa de choque parada próximo a reitoria, a comissão onseguiu negociar a retirada da PM.
Dois líderes sindicais e um estudante foram presos, manifestantes foram feridos. Não podemos nos calar diante destes fatos gravíssimos. Uma reposta imediata frente a tal ato de violência desmedida faz-se necessária, visto que este episódio é inédito na Cidade Universitária.
Assim, convocamos todos para construir a greve na filosofia nesta semana, e nos colocarmos contra a intervenção militar no campus e a política autoritária da reitoria que chama a PM para itermediar negociações.
Atenciosamente,
CAF.
Peço moções de repúdio de c.a.s, d.a.s, dce s ou organizações.
segue também o link do blog do movimento dos blusa amarela, movimento que estamos organizando - alguns estudantes da USP - pela derrubada da reitora Suely Vilela.
http://blusasamarelas.blogspot.com/
Como última coisa, mando o link de um vídeo que já mencionei para alguns/algumas de vocês.
www.youtube.com/uspemgreve
Hoje teremos assembléia geral de estudantes, envio mais informes depois.
Saudações de luta !
Rena.
FORA SUELY !
FORA PM DO CAMPUS !
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