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19 de jun. de 2009

[MACS] Notícias da USP

Car@S,
quem escreve aqui é a Renata, da USP.
Escrevo, na maioria, para os contatos que peguei no ERECS.
Também encaminho esse email para algumas outras pessoas.

Segue anexo a carta da ADUSP sobre os ultimos acontecimentos da Universidade.

Coloco aqui no corpo do texto a nota da gestão do Centro acadêmico de Ciências Sociais, da qual faço parte.

Domingo, 14 de Junho de 2009
Nota de repúdio da gestão do CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
A atual gestão do CeUPES, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, vem por meio desta nota manifestar a toda a sociedade seu repúdio à inaceitável atitude - de extrema intransigência e truculência - que tomou a reitoria da Universidade de São Paulo na tarde de nove de junho de 2009. Em meio a uma manifestação pública e pacífica, estudantes, funcionários e docentes foram fortemente agredidos pelas tropas da Polícia Militar.
Contrário ao que tem sido veiculado, as manifestações das três categorias que compõem a comunidade universitária tem razões e objetivos claros: defender a educação pública e de qualidade a todos. Nossa maior bandeira é ampliar a participação popular nesta Universidade, que ainda hoje é destinada a poucos. Nossa luta é por mais vagas, principalmente à população pobre que excluiu de seus sonhos a chance de propiciar aos seus filhos e filhas uma educação de qualidade e transformadora.
Entendemos que a Universidade deve ser, por excelência, o ambiente estimulador de discussões críticas, receptiva à circulação de idéias e projetos para a sociedade. A USP comemora seus 75 anos neste ano. Seguirá sendo respaldada pela sociedade, que a reconhece como uma das maiores instituições públicas de ensino e pesquisa em nosso país. Porém, no último período, a reitoria mostrou não estar disposta a reconhecer ou reivindicar a Universidade como um espaço democrático de formulação de pensamento. Ainda que tenhamos buscado insistentemente o diálogo, a reitoria absteve-se do debate político com o movimento da universidade e preferiu – de maneira inédita – convocar a Força Tática da Polícia Militar para agredir os manifestantes. Todas as manifestações, como a de hoje, foram referendadas nos fóruns das categorias e, portanto, devem ser tratadas ao menos com respeito pelas autoridades universitárias. Realizamos - estudantes, docentes e funcionários - atividades públicas que procuram trazer novos participantes para as decisões coletivas, esclarecendo nossas pautas e reivindicações a toda população. A reitoria, de maneira diversa, optou por garantir, através de forças armadas, a supremacia de sua visão política.
Por muitas vezes, estudantes, funcionários e professores levantaram suas bandeiras e caminharam juntos em defesa da educação, conseguindo nessa trajetória grandes vitórias. Entretanto, nunca antes, dentro de uma universidade, estudantes, funcionários e professores foram obrigados a correr de bombas, policiais e todo o aparato que a reitoria invocou nesse nove de junho fatídico que manchará a história da Universidade de São Paulo. Ao permitir que a Polícia interviesse nas atividades da Universidade, a reitora abriu espaço para que os agentes policiais perdessem o controle sobre a situação. Indiscriminadamente, foram disparadas bombas de efeito moral, balas de borracha, sobre funcionários, estudantes e professores de várias unidades. Não só aos que já haviam aderido à paralisação inicialmente, mas também àqueles que, ao ter contato com a situação, saíram de suas salas para se somarem à manifestação. Ao contrário do que expõe a mídia, a agregação não foi um ataque aos manifestantes, mas sim um ataque a toda comunidade universitária. A USP, perplexa, não assistiu a um confronto entre policiais e manifestantes, mas sim um ataque frontal e descabido das forças policiais aos defensores da Educação Pública.
Nós, da gestão Canto Geral do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, repudiamos com veemência a opção desta reitoria. Não cederemos a essa onda de violência sem propósitos e reafirmamos nosso compromisso com uma Universidade aberta ao diálogo. Defendemos e continuaremos a defender a liberdade de organização, a autonomia da Universidade e a garantia de que ela passe a ser, de fato, um lugar onde se produza conhecimento crítico.
Fora Suely Vilela! Diretas para reitor já!
CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
Gestão "Canto Geral"


segue também, aqui no corpo de mensagem, a nota do comando de greve da Filosofia:

PM ataca professores, estudantes e funcionários
No dia 09/06, terça-feira, deu-se uma manifestação dos professores, estudantes e funcionários das três estaduais paulistas – USP, UNESP e Unicamp (programada e divulgada massivamente desde a semana passada) em frente ao portão um da USP, com o intuito de expressar a indignação, por grande parte da comunidade uspiana, diante da presença de dezenas de policiais militares da força tática e tropa de choque no campus que têm reprimido a greve dos funcionários, docentes e estudantes. Entre outras coisas, o ato utilizou flores como forma de se manifestar a favor do diálogo e contra a força bruta. Por volta das cinco horas, a maior parte dos manifetantes já retornava em direção à universidade para a realização de uma assembléia estudantil, no entanto houve uma agitação entre policiais e manifestantes e, a partir daí, a ação policial foi desproporcional: o contingente de policiais aumentou com a chegada de dezenas de viaturas, junto com a utilização de bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e agressão com cacetetes. Além disso, a força policial seguiu encurralando os manifestantes em direção a reitoria. mantendo o ataque violento. Depois, o ataque prosseguiu até a FFLCH, onde os estudantes, acuados, buscaram abrigo, onde ocorria uma assembleia da ADUSP (associação dos docentes da USP). A ação policial continuou a utilizar bombas de gás lacrimogênio, o que forçou os manifestante e os professores em assembléia a abandonar o pédio.
Os estudantes se reuniram em assembléia, que decidiu por fazer vigília em frente a história, e uma comissão foi formada para negociar com a polícia, a princípio não houve negociação, mas depois de horas da permência da tropa de choque parada próximo a reitoria, a comissão onseguiu negociar a retirada da PM.
Dois líderes sindicais e um estudante foram presos, manifestantes foram feridos. Não podemos nos calar diante destes fatos gravíssimos. Uma reposta imediata frente a tal ato de violência desmedida faz-se necessária, visto que este episódio é inédito na Cidade Universitária.
Assim, convocamos todos para construir a greve na filosofia nesta semana, e nos colocarmos contra a intervenção militar no campus e a política autoritária da reitoria que chama a PM para itermediar negociações.
Atenciosamente,
CAF.


Peço moções de repúdio de c.a.s, d.a.s, dce s ou organizações.

segue também o link do blog do movimento dos blusa amarela, movimento que estamos organizando - alguns estudantes da USP - pela derrubada da reitora Suely Vilela.
http://blusasamarelas.blogspot.com/

Como última coisa, mando o link de um vídeo que já mencionei para alguns/algumas de vocês.
www.youtube.com/uspemgreve

Hoje teremos assembléia geral de estudantes, envio mais informes depois.

Saudações de luta !

Rena.
FORA SUELY !
FORA PM DO CAMPUS !

14 de jun. de 2009

[MACS] Nota de Repúdio da Gestão do CEUPES

Domingo, 14 de Junho de 2009
Nota de repúdio da gestão do CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
A atual gestão do CeUPES, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, vem por meio desta nota manifestar a toda a sociedade seu repúdio à inaceitável atitude - de extrema intransigência e truculência - que tomou a reitoria da Universidade de São Paulo na tarde de nove de junho de 2009. Em meio a uma manifestação pública e pacífica, estudantes, funcionários e docentes foram fortemente agredidos pelas tropas da Polícia Militar.
Contrário ao que tem sido veiculado, as manifestações das três categorias que compõem a comunidade universitária tem razões e objetivos claros: defender a educação pública e de qualidade a todos. Nossa maior bandeira é ampliar a participação popular nesta Universidade, que ainda hoje é destinada a poucos. Nossa luta é por mais vagas, principalmente à população pobre que excluiu de seus sonhos a chance de propiciar aos seus filhos e filhas uma educação de qualidade e transformadora.
Entendemos que a Universidade deve ser, por excelência, o ambiente estimulador de discussões críticas, receptiva à circulação de idéias e projetos para a sociedade. A USP comemora seus 75 anos neste ano. Seguirá sendo respaldada pela sociedade, que a reconhece como uma das maiores instituições públicas de ensino e pesquisa em nosso país. Porém, no último período, a reitoria mostrou não estar disposta a reconhecer ou reivindicar a Universidade como um espaço democrático de formulação de pensamento. Ainda que tenhamos buscado insistentemente o diálogo, a reitoria absteve-se do debate político com o movimento da universidade e preferiu – de maneira inédita – convocar a Força Tática da Polícia Militar para agredir os manifestantes. Todas as manifestações, como a de hoje, foram referendadas nos fóruns das categorias e, portanto, devem ser tratadas ao menos com respeito pelas autoridades universitárias. Realizamos - estudantes, docentes e funcionários - atividades públicas que procuram trazer novos participantes para as decisões coletivas, esclarecendo nossas pautas e reivindicações a toda população. A reitoria, de maneira diversa, optou por garantir, através de forças armadas, a supremacia de sua visão política.
Por muitas vezes, estudantes, funcionários e professores levantaram suas bandeiras e caminharam juntos em defesa da educação, conseguindo nessa trajetória grandes vitórias. Entretanto, nunca antes, dentro de uma universidade, estudantes, funcionários e professores foram obrigados a correr de bombas, policiais e todo o aparato que a reitoria invocou nesse nove de junho fatídico que manchará a história da Universidade de São Paulo. Ao permitir que a Polícia interviesse nas atividades da Universidade, a reitora abriu espaço para que os agentes policiais perdessem o controle sobre a situação. Indiscriminadamente, foram disparadas bombas de efeito moral, balas de borracha, sobre funcionários, estudantes e professores de várias unidades. Não só aos que já haviam aderido à paralisação inicialmente, mas também àqueles que, ao ter contato com a situação, saíram de suas salas para se somarem à manifestação. Ao contrário do que expõe a mídia, a agregação não foi um ataque aos manifestantes, mas sim um ataque a toda comunidade universitária. A USP, perplexa, não assistiu a um confronto entre policiais e manifestantes, mas sim um ataque frontal e descabido das forças policiais aos defensores da Educação Pública.
Nós, da gestão Canto Geral do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP, repudiamos com veemência a opção desta reitoria. Não cederemos a essa onda de violência sem propósitos e reafirmamos nosso compromisso com uma Universidade aberta ao diálogo. Defendemos e continuaremos a defender a liberdade de organização, a autonomia da Universidade e a garantia de que ela passe a ser, de fato, um lugar onde se produza conhecimento crítico.
Fora Suely Vilela! Diretas para reitor já!
CeUPES - Centro Acadêmico de Ciências Sociais da USP
Gestão "Canto Geral"

12 de mai. de 2008

[MACS] IV Semana de Ciências Sociais – 40 anos de 1968 (USP)

São Paulo,SP - 1968, o ano que (quase) mudou o mundo
14/05/2008
16:30h
Prédio de Ciências Sociais, sala 14
Av. Professor Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária-USP
Heloísa Fernandes
Paulo Arantes
Theotonio dos Santos

LANÇAMENTO
Margem Esquerda nº 11
O poder das barricadas, de Tariq Ali

A atividade faz parte da IV Semana de Ciências Sociais da USP, de 12 a 16 de maio.
Veja abaixo a programação completa



Programação da IV Semana de Ciências Sociais – 40 anos de 1968

Local: Prédio de Ciências Sociais, sala 14
Universidade de São Paulo (USP)
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária

Segunda-feira (12/5)

* das 14h às 16h
Abertura – Depoimentos
Bernardino Ribeiro de Figueiredo
presidente do Centro Acadêmico de Filosofia (1968)
Fulvia Molina
estudante da Maria Antonia em 1968
João Quartim de Moraes
fundador da Vanguarda Popular Revolucionária (1968)
João Ribeiro
presidente do Centro Acadêmico de Filosofia (1966)
Leonel Itaussu de Almeida Mello
presidente do DCE-USP (1968-1969)
Rafael de Falco Netto
presidente do DCE-Livre da USP (1968) e da UEE-SP (1969)

* das 16h30 às 18h30
Contexto histórico do Brasil
Alexandre Fortes
Francisco de Oliveira
Maria Aparecida de Aquino

* das 19h30 às 21h30
Contexto histórico mundial
Leonel Itaussu de Almeida Mello
Robert Sean Purdy
Ruy Braga

Terça-feira (13/5)

* das 14h às 16h
“Terceiro Mundo” e Revolução
Bernardo Ricupero
Luiz Bernardo Pericás
Sebastião C. Velasco e Cruz

* das 16h30 às 18h30
Juventude: ator político e social
Helena Abramo
José Guilherme C. Magnani
Regina Magalhães de Souza

* das 19h30 às 21h30
Contracultura e indústria cultural
Henrique Carneiro
Marcelo Ridenti
Paulo Menezes
Vladimir Safatle

Quarta-feira (14/5)

* das 14h às 16h
Reforma universitária no Brasil e na América Latina
Gabriel Cohn
Maria Ligia Coelho Prado

* das 16h30 às 18h30
1968, o ano que (quase) mudou o mundo
+ lançamento da revista Margem Esquerda, n. 11 (Boitempo)
+ lançamento do livro O poder das barricadas, de Tariq Ali (Boitempo)

Heloísa Fernandes
Paulo Arantes
Theotonio dos Santos

* das 19h30 às 21h30
Movimentos sociais
Alípio Freire
Maria Célia Paoli

Quinta-feira (15/5)

* das 14h às 16h
Revolução sexual
Eva Alterman Blay
Heloisa Buarque de Almeida
Isadora Lins Franca

* das 16h30 às 18h30
Emergência do movimento negro nos EUA e no Brasil
João Baptista Borges Pereira
Teresinha Bernardo

* das 19h30 às 21h30
Estudos urbanos e conflito social
Eduardo Marques
Fraya Frehse
Heitor Frúgoli

Sexta-feira (16/5)

* das 14h às 16h
Direitos humanos
Ana Lúcia Pastore
Dalmo de Abreu Dallari
Rossana Rocha Reis

* das 16h30 às 18h30
1968: debate da nova esquerda / velha esquerda
Álvaro Bianchi
Gildo Marçal Brandão
Ricardo Musse

* das 19h30 às 21h30
Encerramento – Legados de 1968
Franklin Leopoldo e Silva

* a partir das 22h
Festa de encerramento

MOSTRA DE FILMES
Local: Prédio de Ciências Sociais, sala 8
Organização: Paulo Menezes

dia 12 – Prá frente Brasil (1983) – Roberto Farias

dia 13 – A sociedade do espetáculo (1973) – Guy Debord

dia 14 – Universidade em crise (1966) – Renato Tapajós
15 filhos (1996) – Maria Oliveira e Marta Nehring
Barra 68 – sem perder a ternura (2000) – Vladimir Carvalho

dia 15 – 77 - Grupo de Estudos Cultura e Política nos anos 70 (Unesp)

dia 16 – Ação entre amigos (1998) – Beto Brant

EXPOSIÇÃO
1968: presente!
Artista plástica: Fulvia Molina
Local: saguão do Prédio de Ciências Sociais

Contato e informações
Camila Rocha (Ceupes) – (11) 7546-6614
secs2008@googlegroups.com

Crédito da imagem de capa: Antonio Manuel
(Margem Esquerda – Ensaios Marxistas, n. 11)

4 de mai. de 2007

[Ocupação] Estudantes Ocupam a Reitoria da USP

*ESTUDANTES OCUPAM A REITORIA DA USP!*
Divulguem para todos os estudantes, entidades, sindicais que puderem!
Seguem as pautas de reivindicação estudantil (as prioritárias e a completa), bem como os contatos com os estudantes ocupados.
HOJE haverá uma reunião de NEGOCIAÇÃO com o Vice Reitor, Franco Lajolo, marcada para às 10h da manhã. Depois os estudantes decidirão em Assembléia a continuidade da Ocupação.
______________________________ ___________

*Blog da Ocupação:*
*http://ocupacaousp.blog.terra.com.br/*
______________________________
______
REIVINDICAÇÕES POLÍTICAS *PRIORITÁRIAS* dos estudantes da USP:
1. A Reitoria deverá se posicionar publicamente perante os decretos do governador José Serra.
2. As necessidades de moradia estudantil devem ser atendidas de acordo com a pauta de reivindicação (especificada adiante)
3. A Universidade deverá retomar os processos de contratação de professores, vedados pelo Decreto do Governador.
4. Deverá ser iniciada a reforma da infra-estrutura da FFLCH, IME e Fofito.
5. Realização de um Conselho Universitário aberto tendo os decretos como pauta.
_________________________________________
*350 estudantes da USP ocupam reitoria por melhoria da Universidade* *Reitoria não compareceu à audiência pública e alunos querem apresentar pauta de reivindicações *

Cerca de 350 estudantes da USP ocuparam às 17h do dia 3 de maio o gabinete da reitoria da universidade, reivindicando a revogação dos decretos 51.460, 51.461, 51.471, 51.636 e 51.660 do governador José Serra, que interferem na autonomia das universidades públicas. Entre as reivindicações estão: contratação de professores, melhoria da infra-estrutura da universidade e ampliação das vagas na moradia estudantil (este documento traz a íntegra das reivindicações).
Os estudantes haviam convidado a reitora Suely Vilela para discutir os decretos e a autonomia em audiência pública, abertamente. No entanto, ela avisou que não compareceria e a reitoria confirmou presença de um representante. Na data marcada (16h do dia 3) ele não compareceu. Os estudantes decidiram caminhar à reitoria para apresentar ao vice-reitor sua pauta de reivindicações. A segurança do prédio tentou impedir a entrada
dos estudantes, que decidiram ocupar o prédio para se fazer ouvir após meses de tentativa.
Os estudantes apresentarm ao vice-reitor, Franco Lajolo, a seguinte pauta de reivindicações:
*Nós estudantes da USP, reunidos em plenária no dia 03 de maio de 2007 na Reitoria da Universidade de São Paulo, explicitamos nossas reivindicações:
*

1. Nos posicionamos contra os seguidos vetos do Governo de São Paulo (gestão Alckmin/Lembo e mantida pelo governo Serra) referentes ao aumento de verbas para a Educação Pública, os quais foram aprovados pela Assembléia Legislativa. Que a LDO de 2007 reponha os aumentos vetados pelo Executivo.

1. Lutamos pela revogação de todos os decretos impostos neste ano pelo Governador José Serra acerca da Educação no Estado (como os de n.º 51.460, 51.461, 51.471, 51.636, 51.660), os quais representam um forte retrocesso para a universidade pública, na medida em que atacam explicitamente sua autonomia, não só de gestão financeira, mas naquilo que é sua função máxima: o ensino e a pesquisa autônomos, livres de interesses mercadológicos e meramente instrumentais. Tais decretos institucionalizam a
separação do tripé ensino, pesquisa e extensão, e dividem ainda mais a articulação no interior da educação pública, priorizando cursos e pesquisas de cunho operacional, ou seja, orientadas explicitamente por uma lógica mercantil. Separam a Fapesp e o Centro Paula Souza (Fatecs e Etes) das Universidades - antes submetidas à Secretaria de Ciência e Tecnologia, agora seccionadas em Secretaria do Ensino Superior e Secretaria do Desenvolvimento. E suspendem a contratação de funcionários e professores, abrindo espaço para o acirramento do processo de terceirização e precarização do trabalho.

1. Exigimos também a democratização da Universidade: o Conselho Universitário aberto à participação de estudantes, funcionários e professores, com direito à voz e voto. Além da discussão de eleições diretas para reitor.

1. Uma audiência pública com a reitoria onde sejam discutidos os decretos acima citados e seja expressa publicamente sua posição frente a eles. Tal posição deve ser expressa em jornais e mídias de grande alcance, posto que dizem respeito diretamente à sociedade brasileira.

1. Contratação imediata de professores e funcionários, de acordo com as demandas a serem levantadas pela própria comunidade USP, através de comissões mistas locais (de professores, funcionários e estudantes), de acordo com cada situação específica. E efetivação imediata daqueles contratados em regimes de trabalho precários e/ou terceirizados.

1. Liberação automática das vagas dos professores que se aposentam ou se desligam da Universidade.

1. Arquivamento do processo de modificação das regras de cancelamento de matrícula dos estudantes da USP, encaminhado pelo Conselho de Graduação para o Conselho Universitário.

1. Contratação de professores para atender às novas demandas advindas do processo de implementação de disciplinas de licenciatura, regulamentadas pelo MEC em 2001, nos cursos da Universidade, em especial na Faculdade de Letras.

1. Reconstrução e manutenção dos prédios da FFLCH, IME, FOFITO e demais faculdades que apresentem tais necessidades.

1. Formulação, em conjunto com os estudantes, de um projeto de longo prazo para a moradia estudantil em todos os *campi* da USP, os quais devem definir desde a estrutura física das moradias até a autonomia dos moradores sobre os espaços que utilizam. Nos casos de Ribeirão Preto e São Carlos: solução imediata referente à falta de vagas, através da construção de novas moradias, e não apenas em formas paliativas, como o Auxílio Moradia. Especificamente para o campus Butantã exigimos: a construção imediata de três novos blocos de moradia, totalizando 594 vagas, bem como a reforma dos blocos já existentes. Além disso, que seja garantida moradia decente para todos os estudantes alojados no CEPEUSP e no CRUSP.

1. Que os estudantes e funcionários tenham acesso assegurado aos Planos de Meta de todos os cursos e departamentos da USP.

1. Que nenhuma punição – sindicâncias ou demais processos administrativos e repressivos – seja tomada contra os alunos com relação à ocupação da Reitoria, a qual se deu devido à ausência do representante legal da Reitoria na audiência pública convocada pelos estudantes no Anfiteatro de Geografia e pelo impedimento da entrada dos estudantes na Reitoria para a entrega de sua pauta de reivindicação, neste presente dia. E que todas as sindicâncias e demais processos administrativos levantados contra estudantes sejam retirados.

1. Nós estudantes nos posicionamos pela luta contra as medidas repressivas no interior das universidades, em particular a USP: portanto, exigimos a autonomia total dos espaços ocupados e geridos pelos estudantes, a total liberdade de manifestação política (panfletagem, colagem de cartazes etc) e cultural (festas, festivais etc), e pela retirada da polícia do interior do campus.