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28 de mar. de 2010

[Textos] Revista do ANDES-SN abordando o trabalho docente nas IES

REVISTA UNIVERSIDADE E SOCIEDADE da ANDES-SN.
ANO XIX, Número 45. Janeiro 2010.
Tendo como centralidade da análise o trabalho docente nas Instituições de Ensino Superior.

É possivel fazer o download da revista no seguinte link: http://www.andes.org.br/2010/revistas/Universidade%20e%20Sociedade/US45.pdf
 
 
Editorial
 
Aqueles de nós que vivenciamos o cotidiano de nossas universidades públicas, neste ano de 2009, provavelmente, não nos surpreenderemos com o conteúdo dos quatro primeiros artigos deste número de nossa Revista. Afinal, stress, sentimento de não-pertença ou, por outro lado, a alienação docente, em busca, exatamente, do reconhecimento dentro das atuais regras do jogo, e a qualquer custo, são fenômenos cada vez mais recorrentes nas salas e nos corredores da academia. É neste contexto que o desvelamento destes fenômenos e a reflexão quanto às suas causas se tornam importantes, como tarefa típica dos pesquisadores, que todos somos.
A tomada de consciência é o primeiro passo para a ação, bem o sabemos. E a sensação de “normalidade” – “é assim mesmo”; “não tem jeito” –, que o cotidiano inspira, como bem nos alerta um dos artigos que vem em seqüência, é o primeiro dos muitos obstáculos a ser transposto. Outro artigo desperta nossa atenção para o fato de que o “consenso”, que vem tomando conta da sociedade – novamente, “estamos no único caminho possível” – pode ter inspiração em recomendações e intervenções de um grupo de pessoas não tão numeroso, se bem que extremamente influente. A história é boa conselheira e deveria ser levada em devida conta, como nos ensinam pelo menos dois outros artigos que se debruçam sobre o verdadeiro compromisso com as transformações radicais: é preciso ampliar a parcela da intelectualidade que se assume como classe, na defesa dos interesses sociais da imensa maioria dos habitantes deste planeta - explorada e espoliada em seus direitos mais fundamentais.
De forma contundente, outros quatro artigos nos alertam sobre o quanto o atual caminho tomado pelas reformas na Educação Superior já nos afastou dos verdadeiros objetivos. Embora focando a pós-graduação em uma área específica, quem não reconhece, num dos artigos, os traços fundamentais das mazelas que assolam praticamente todas as áreas? Qual é a instituição que ainda se sente à vontade com o rumo que o Ensino à Distância está tomando? Como não enxergar os estragos do REUNI, e de outras expansões sem o devido financiamento, nas universidades públicas? Como não ficar indignado com os verdadeiros propósitos do dito “mestrado profissional”?
Promover a reflexão sobre estas temáticas continua sendo a opção do nosso Sindicato, o ANDES-SN, e a revista Universidade & Sociedade, em particular o presente número, é um dos instrumentos para tal propósito. Propósito este tão mais importante quanto mais forças, não tão ocultas assim, tentam calar sua ação, para que o caminho no rumo de um ensino público massificado, sem qualidade, voltado para os interesses privados, e não para os interesses da população em geral, seja aplainado. A contraposição firme é tão mais necessária nesta época, em que a crise, ao contrário do anunciado, muito provavelmente ainda não se encerrou.
Na seção “Debates Contemporâneos” temos, pois, mais um artigo que, de forma muito didática, nos desvenda mais alguns aspectos da presente crise, ao tempo em que, na mesma seção, outro texto nos mostra a face oculta do cooperativismo, como uma das maneiras de precarização do trabalho, mecanismo também empregado pelo setor mercantil da Educação Superior, conforme denunciado em número recente desta nossa U&S.
Por fim, mais um “Dossiê” contundente, desta vez denunciando a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), que, ao não ser retirada com o fim do governo provisório, continua agindo como força de pressão a favor de interesses privados, contrários aos da maioria do povo haitiano.

Os Editores

9 de mar. de 2010

[Textos] Dilema no ME Universitário: a Contra Reforma Universitária garantida pela cooptação

Dilema no ME Universitário: a Contra Reforma Universitária garantida pela cooptação.
                O ciclo do que se prometia enquanto um governo “democrático-popular” está por se findar. Após 7 anos de um governo que compreendeu e tocou a educação enquanto mais uma mercadoria a ser explorada pelos monopólios internacionais, os estragos na organização do Movimento Universitário são enormes. O ciclo da “cooptação explícita” do movimento criou sindicato paralelo (PROIFES), financiou escancaradamente a entidade que promoveu o “não-movimento” dos estudantes, e ainda soube como ninguém criar as falácias mais eficazes na aprovação das medidas da Contra-Reforma Universitária.
                Nos últimos dois anos, presenciamos as seguintes falácias que impuseram algumas derrotas na organização do ME Universitário:
                 O REUNI que prometeu expansão e reorganização, hoje patina e demonstra claramente para que veio: reestruturar os “Escolões de Ensino”, fragmentando ainda mais o conhecimento. E como demonstrado na UFSC, se foi adicionado a verba de 25 milhões do REUNI no orçamento de 2009, o mesmo ainda persistiu um déficit de 6 milhões com relação a 2008. Ou seja, retirada de verbas.
                Com relação à privatização, o salvo conduto dado as Fundações “Ditas” de Apoio após os escândalos de corrupção de 2008, fez com que as reitorias e o governo compreendessem que é hora de aprofundar as Parcerias Público-Privadas. Principalmente nas IFES que são “Centro de Excelência” (é as distinções já se demonstram na prática), os Parques Tecnológicos estão sendo opções de “vitrines” das facilidades encontradas pelo desenvolvimento tecnológico ali desenvolvido, a ser apropriado pela “iniciativa privada do setor produtivo”.
                No Novo ENEM a postura excludente do vestibular não desaparece, os que puderem pagar por cursos preparatórios seguirão em melhores condições de ingressar na universidade. A mobilidade acadêmica, alardeada como um grande benefício cria centros de excelência de ensino e pesquisa freqüentados pelos que tirarem as melhores notas. Isso resulta na precariedade das demais IES, que através do caráter punitivo do SINAES – Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior – recebe menos verbas por seu desempenho considerado inferior e na ruptura do tripé ensino-pesquisa-extensão, necessário à intervenção crítica na sociedade.
Debate sobre a Entidade nacional persiste: é hora de superar o discurso da forma e começar a disputar o conteúdo.
                O movimento estudantil de 2009 repetiu mais uma vez a sua principal discussão para a retomada DA REORGANIZAÇÃO DO ME: UNE ou outra entidade?  Para sermos bem sintéticos: a Frente de Oposição de Esquerda (FOE), em um CONUNE cada vez mais esvaziado e aparelhado pelas organizações governistas, garantiu os seus dois diretores de sempre. Por outro lado, os companheiros do PSTU lançaram mais um congresso de organização de uma nova entidade, criando a Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL).
                Compreendemos que em tempos de busca de Reorganização do ME, as iniciativas são importantes (e a participação de tais espaços), mas que sem o debate central do projeto político do movimento universitário na direção de uma universidade que fortaleça os movimentos sociais e populares e na resolução de seus problemas mais sentidos, não avançaremos nem um pouco na essência de nossa luta organizada. Neste CONUNE construímos, juntamente com as juventudes comunistas (UJC e Juventude Libre), uma frente de Luta pela Universidade Popular.
                Neste sentido compreendemos que para construir uma “Educação que vá para além do Capital” temos de fortalecer desde já a constituição de grupos de pesquisa combativos dentro das universidades, que disputem de fato, as pesquisas, extensões e o ensino, para uma lógica emancipatória, e para as causas populares. Temos que unificar as categorias da comunidade universitária, e os movimentos sociais organizados na direção da interlocução e disputa real do povo, dos conhecimentos e tecnologias de nossa sociedade.  Para tanto, sem democracia interna não há como essas vozes serem ouvidas.
                É tempo de continuarmos tencionando por mais (ou por) direitos estudantis que garantam de fato a permanência dos estudantes nas IES. Pela contratação de técnicos e professores, e contra todas as medidas que buscam fragmentar e avançar no tecnicismo, enquanto concepção hegemônica da universidade.   
                A constituição de uma Universidade Popular se dá ainda nesta sociedade hegemonizada pelo capital. Pois como diz o filósofo Marxista húngaro, István Mészáros*: “Necessitamos então, urgentemente, de uma atividade de contra-internalização, coerente e sustentada, que não se esgote na negação – não importando o quão necessário isso seja como uma fase nesse empreendimento – e que defina seus objetivos fundamentais, como a criação de uma alternativa abrangente concretamente sustentável ao que já existe”.  Lutar pela Universidade Popular é edificar o socialismo!
* MÉSZÁROS, István. Educação para além do Capital. Boitempo, 2008, pg. 56
Fonte: Jornal da Juventude Comunista Avançando - Março/Abril de 2010

Link: http://www.cclcp.org/uploads/JAanoIInII.pdf

18 de jun. de 2009

[CALCS] Relatoria Reunião CALCS 18/06/09 (Extraordinária)

Ata da reunião do CALCS, do 18 de junho, às 13h, com a seguinte proposta de pauta:
 
Presentes: Laura, Elis, Boni, Gabi Augusta, Tiago, Heron, Carol, Victor, Elis, Léo, Vinícius.

Informes:
 
Pauta:
 
1-  Retorno da participação:
  - CNE
  - ERECS
2- Representação estudantil nos órgãos colegiados
3- Finalizar material para receber textos para o jornal
4- Reuni e ENEM
5- ENECS

1- ERECS: Boni trouxe discussão ocorrida no ERECS sobre o próximo ENECS, que será realizado em Agosto em João Pessoa. Pergunta se o CALCS dará apoio para ida ao evento, se pedirá ônibus e falou das condições criticadas pelas escolas envolvidas com a construção dos encontros. O ENECS sempre acontece nas férias de julho, mas a escola sede desse ano decidiu mudar a data por conta própria e boicotou reuniões que serviriam para organizar o encontro. Sugere que o CALCS escreva uma carta de crítica à escola sede por esses motivos.
Falou também que ano que vem o ERECS ocorrerá na UEL e que uma das principais discussões será a Sociologia no Ensino Médio. O grupo de e-mails para discutir o encontro agora é aberto para organizar o evento ao longo do ano. Primeira reunião virtual ocorrerá dia 28 de junho, às 19h entre as escolas que participaram do encontro esse ano.
A idéia é que aconteça uma reunião de avaliação do ERECS desse ano em nosso curso.
Esse ano o CONECS ocorrerá entre 15 e 19 de julho, na UnB. Mesma data e local do CONUNE. Proposta de discutir esses eventos. Ponto que fica para próxima reunião.

1-CNE: Laura fez uma retrospectiva e um balanço do evento. Diz que o positivo foi ter interagido e discutido com estudantes de vários lugares do Brasil. Os nossos delegados farão suas considerações por escrito.
Fez um resumo dos consensos e falou dos pontos discordantes e polêmicos: as discussões sobre a finalidade de uma nova entidade e criação de espaço permanente de discussão entre os estudantes em âmbito nacional. Entre as críticas a de que as discussões não foram sobre romper ou não com a UNE, mas passaram direto para aceitar ou não a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes Livre), nova entidade criada no evento.

Elis deu informe da festa em comemoração aos 5 anos da primeira revolta da catraca no dia 19 de junho e do mini-curso entre os dias 26 de junho e 3 de julho no sindicato dos bancários de Florianópolis.
Boni informou da “Festa da quadrilha”, também no dia 19 de junho, para arrecadar fundos para os estudantes processados.

Laura chama atenção para ausência de colegas que se comprometeram publicamente no ano passado a participar do CALCS.

O restante dos pontos ficam para as próximas reuniões.

29 de set. de 2008

[CSO] Convite PPCC Ciências Sociais

Data: Mon, 22 Sep 2008 15:34:00 -0300 De: REUNI Ciências Sociais UFSC <reuni.cs.ufsc@gmail.com> Assunto: Convite PPCC Ciências Sociais Para: calcs@calcs.ufsc.br
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Caros colegas do CA,

Nós, Claudio e Suzana, alunos da pós em Sociologia Política da UFSC,
integramos a Comissão
que analisa a implementação do novo Projeto Político Pedagógico do Curso de
Ciências Sociais - UFSC. Estamos conversando com alunos e professores do curso com o intuito
de criar instrumentos de avaliação do novo currículo. Dessa maneira, pretendemos facilitar o diálogo entre alunos e professores, de forma que os graduandos tenham um espaço assegurado de críticas e sugestões ao curso e, ao mesmo tempo, auxiliar os professores nas modificações necessárias para que o curso atenda às necessidades dos alunos.
Gostaríamos de conversar com o CA, pois imaginamos que vocês já tenham uma série de críticas e propostas em relação ao curso.
Aproveitando a ocasião, estamos organizando uma reunião com os representantes das turmas
do novo currículo e, de antemão, os convidamos para uma troca de idéias na próxima quinta-feira 02 de outubro às 18h (o horário e o local ainda estão por definir, dependendo das partes envolvidas).
Por favor, nos retornem esta mensagem.
Desde já agradecemos a atenção,

Claudio e Suzana.

5 de set. de 2008

[CNE] Segue convocatória para reunião no RJ no dia 13/09/08

Como foi pedido na última reunião do CA, envio a convocatória para as entidades estudantis participarem como observadoras da reunião que vai começar a discutir o Congresso Nacional de Estudantes.
Dei o informe no CA na semana passada e a princípio ninguém objetou a participação do calcs nesta reunião, apenas pediram-me que enviasse a convocatória. na próxima reunião espero que seja colocado na pauta e definido, como tirado na semana passada.
Maikel

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A todas as entidades do movimento estudantil brasileiro

A partir do ano de 2007, o movimento estudantil mostrou sua capacidade de se enfrentar com os maiores ataques sobre a Educação Pública. Essa capacidade se expressou nas inúmeras Ocupações de Reitorias realizadas para combater os Decretos de Serra, no estado de São Paulo e o REUNI de Lula, em nível federal.

Em 2008, confirmamos mais ainda essa capacidade com a poderosa ocupação da UnB, que questionou a falta de democracia na Universidade, além das Fundações privadas, que além de avançarem na privatização das universidades públicas, são grandes vias de corrupção.

O governo Lula e as reitorias seguem avançando com a implementação do REUNI, apesar do repúdio dos estudantes. E, além disso, também ataca o ensino médio, através do decreto do IFET.

É necessário que o movimento estudantil siga combatendo esses ataques, através da organização de um calendário nacional de lutas, para potencializar e fortalecer as lutas de cada universidade e escola.

A experiência de 2007 e 2008 mostrou que não mais podemos contar com a União Nacional dos Estudantes para as lutas, afinal esta entidade escolheu o lado do governo e não o lado do movimento estudantil. Essa postura somada ao desenvolvimento das lutas aprofunda o debate sobre a organização do movimento estudantil brasileiro.

Nós do DCE UFRJ, junto com muitas outras universidades seguimos a luta em defesa da Educação, combatendo o Plano Diretor, materialização do REUNI em nossa universidade. Da mesma forma, seguimos atuantes no debate sobre a reorganização do movimento estudantil, através da participação em muitos espaços nacionais que refletem as lutas e a reorganização.

Sabemos que há muitas entidades que seguem nesse ritmo e fruto disso, se dispuseram a construir um Congresso Nacional de Estudantes que nos sirva para:

1) organizar as lutas em nível nacional, ampliando a mobilização que se iniciou no ano passado para derrotar o REUNI, o IFET, as Fundações Privadas, as Fundações Estatais de Direito Privado e que ampliemos a luta por democracia nas universidades e escolas;

2) que nos sirva para debater e refletir sobre os rumos da organização do movimento estudantil brasileiro, de modo que esse Congresso reflita a pluralidade do debate estabelecida nesse rico processo de reorganização em que vivemos.

Gostaríamos de articular e compartilhar o acúmulo de debate feito em cada entidade. Portanto, convidamos todos e todas para estarem presentes em uma reunião a ser realizada no dia 13 de setembro, às 16h, no campus da Praia Vermelha da UFRJ, que visa discutir a aplicação de um plano de lutas e dar os primeiros passos para organização e construção de um Congresso Nacional de Estudantes.

DCE Mário Prata - UFRJ

31 de ago. de 2008

[REUNI] Carta do DACS da UFF contra o curso de graduação de segurança pública.

Carta do D.A. de Ciências Sociais da UFF/Niterói-RJ contra o curso de graduação de segurança pública.‏

Especialíssimos e especializadíssimos senhores e senhoras,
O Diretório Acadêmico de Ciências Sociais Raimundo Soares vem, por meio desta carta, fazer barulho. Mas acalmem-se, os tiros não vem do nosso lado. O barulho vem de muitas bocas, as quais foram ignoradas até então. E por que não dizer caladas, tendo em vista o formato do colegiado deste Instituto.
Assim como nossas bocas não são mudas, nós enxergamos para além da aparência. É possível, sim, que os projetos dos cursos não sejam filhos naturais do REUNI. Contudo, no mínimo, foram adotados. A lógica mercantil da educação é o que impera na proposta, tratando-nos quantitativamente, como novas peças do sistema de produção, assim como manda a cartilha do Banco Mundial e FMI. E é exatamente isto que nós repudiamos.
Neste ano, foi criado o curso de Relações Internacionais na UFF. Não contentes com métodos totalmente autoritários – uma vez que os estudantes sequer foram informados da discussão -, vocês conseguiram mais: como se nosso curso estivesse mui bem, submeteram o novo curso ao nosso departamento de Ciência Política; A falta de disciplinas à noite e na sexta-feira passou a ter a companhia ainda mais presente da incrível carência de disciplinas oferecidas na área de Política, afinal os professores ficaram sobrecarregados.
No atual momento, o cenário tem as luzes dispostas em cima dos cursos de Antropologia e Segurança Pública e Social; o primeiro, além de fragmentar as Ciências Sociais – como se houvesse conhecimento independente entre elas -, forma gestores, profissionais que irão avaliar quem é índio e quem não é. Alguém tem autoridade para isso?É este papel social que estamos tomando para nós?Este é apenas um passo para o desmantelamento das Ciências Sociais, contribuindo para uma maior especialização.
O segundo caso não é menos problemático. Será que “Segurança Pública e Social” é um campo do conhecimento a ponto de ser um curso?E mais: é possível não aliá-la a reificação da luta de classes?Pensemos: se aqueles que se formarem neste curso forem, como bem diz o projeto, administradores institucionais de conflito, o papel deles será qual: a repressão ao povo e a reprodução do sistema capitalista.
De forma alguma, negamos a necessidade de uma reestruturação da Universidade. Tanto no que tange o aspecto físico, quanto organizacional e epistemológico. Porém, como construir novos prédios, enquanto não temos nem ao menos moradia estudantil?A quantidade de bolsas é pífia!O que nós apregoamos é que não são medidas como o REUNI que deve nortear uma suposta expansão. Devemos, sim, nos pautar pelas necessidades.
Explicitamos nossa repulsa por esta possível (de)formação dentro do campo de análise social e as implicações da mesma, pois, por mais que a academia se esforce para isso, ela não tem fim em si mesma. Somos contra o acúmulo de autoridade – no caso, autoridade exclusiva sobre o conhecimento de algo. Isto, pois, autoridade exclusiva remete a autoritarismo, não é mesmo?
Esperamos que seja evidente a disposição para debater, independente de relações burocráticas com essa ação, mas avisamos desde já que há disposição, de igual proporção, para levar às últimas conseqüências se necessário.

Todos ao ato contra o projeto de expansão do ICHF!!!!
Dia: 01/09 (segunda-feira)
Concentração: 17:30 hs
Local: ICHF

23 de dez. de 2007

[REUNI] Orçamento das IFES para 2008 mostra que não há dinheiro para o Reuni

Orçamento das IFES para 2008 mostra que não há dinheiro para o Reuni

Orçamento das IFES para 2008 mostra que não há dinheiro para o Reuni
Elizângela Araújo (MTB 1494-PB)
ANDES-SN

O Art. 212 da Constituição estabelece que a União repassará não menos que 18% da receita proveniente da arrecadação de impostos para a área de educação (Fonte 112). O governo tem divulgado o cumprimento dessa determinação e, mais do que isso, afirma que "nunca na história desse país" a educação teve um investimento tão significativo. A realidade, porém, é outra, e tende a se agravar ainda mais com o Reuni.
A professora Solange Bretas, 1ª vice-presidente da Secretaria Regional Leste e coordenadora do GT Verbas do ANDES-SN , analisou a execução orçamentária das instituições federais de ensino superior (IFES) e concluiu que apesar do discurso inflamado do governo, o investimento na educação superior continua insuficiente. "O governo anuncia um percentual superior aos 18%, mas aplica valores quase sempre inferiores ou, no máximo, iguais, no entanto, acrescenta recursos provenientes de outras fontes, de forma que o valor total seja exatamente o que anuncia ter repassado da fonte constitucional" , explica.
Solange analisou a execução orçamentária dos últimos 11 anos. O estudo comprova o que o ANDES-SN vem alertando: o Reuni agravará o sucateamento das IFES porque determina a ampliação do número de vagas sem aumento de recursos financeiros.
Números
A proposta de Lei Orçamentária para 2008 (PLO/08) prevê um montante de R$ 480 milhões para aplicação por meio do Reuni. Essa receita, no entanto, provém da Fonte 112, ou seja, não representa recursos novos, mas tem sido utilizada pelos reitores como se fossem e tivessem como ser incorporados ao orçamento das IFES ao final do triênio.
Solange explica que, para 2008, o total de recursos para a educação superior é da ordem de R$ 10,7 bilhões, enquanto a previsão para este ano foi de R$ 10,3 bilhões. "Ou seja, uma diferença de apenas R$ 392 milhões, que equivale a 3,78%. Isso não repõe sequer a inflação prevista para este ano, que é de 4%". Além disso, a análise mostra que o montante da Fonte 112 para 2008 (R$ 21,3 bilhões) é 6,62% inferior ao previsto para este ano (R$ 22,6 bilhões).
Para 2008, a previsão de recursos da Fonte 112 para a educação superior é de R$ 9,8 bilhões. Para 2007, foi de R$ 9,6 bilhões. "Uma diferença de R$ 216,2 milhões. Isto é, menos da metade do que está prometido para o Reuni", observa Solange. Ela também cita a o Projeto de Lei do Plano Plurianual 2008-2011 (PLPPA), que prevê, para a implantação do Reuni, um "acréscimo" orçamentário de R$ 1,9 bilhão, destinados ao cumprimento da meta de 150 mil novas vagas em 2011.
Esses recursos serão corroídos pela inflação, cujos índices previstos pelo governo são de 4% para 2007 e 2008, e de 4,5% para 2009, 2010 e 2011. "Se os índices se confirmarem, haverá uma defasagem de R$ 2,1 bilhões, superior em R$ 219 milhões aos recursos prometidos para o Reuni", explica Solange. Para ela, PLPPA é mais uma promessa de recursos novos que, mesmo cumprida, deixará as IFES em situação mais precária do que se encontram hoje.
A professora conclui que, nos próximos quatro anos, as IFES terão o dobro de alunos, os docentes terão o dobro de aulas e o orçamento estará em valores nominais inferiores ao orçamento de 2006. "Ou seja, temos um horizonte de maior estrangulamento do sistema federal de educação superior", afirma.
Precarização do trabalho docente
Para atender ao Reuni, o governo anunciou a contratação de 15 mil docentes. No entanto, o projeto de lei que dispõe sobre esse tema prevê apenas 2,8 mil novos professores e 5 mil novos técnicos administrativos. Solange ressalta que o governo sequer tem reposto as vagas abertas pelas aposentadorias dos últimos três anos. Além disso, ela lembra que tanto Fernando Henrique Cardoso quanto Lula priorizaram as contratações temporárias. "Isso dificulta ainda mais a definição de um projeto acadêmico que garanta a qualidade do ensino e, conseqüentemente, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão".
A situação se torna mais grave com o banco de professores equivalentes, pois os dirigentes das IFES terão que recorrer à contratação de mais docentes substitutos ou em regime de 20 horas. "Confiantes na existência de novos recursos e na possibilidade concreta de nomeação imediata dos docentes concursados, vários reitores já publicaram editais de concursos que priorizam a contratação de docentes em regime de 20 e 40 horas, apenas com graduação, embora digam que contratarão em regime de Dedicação Exclusiva"

Correio da Cidadania - http://www.correiocidadania.com.br/

3 de dez. de 2007

[CALCS] Coquetel de posse da Gestão CALCS 2007-2008

CONVITE: Posse CALCS nesta terça as 20 horas no Hall do CFH

Pessoal!!!
Convidamos a todos os lutadores e lutadoras para a posse da nova gestão do Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais (CALCS), 2007/2008, "Coletivo de Estudantes Críticos em Ciências Sociais (CECCSO), que será nesta terça feira (04/12), às 20 horas no Hall do CFH!!
Haverá coquetel de confraternização depois!!
Mais um CA na luta contra o REUNI!!!
RODRIGO

27 de nov. de 2007

[CALCS] Relatoria Reunião CALCS 27/11/07

Oi!!

Segue a ata da reunião de terça em anexo (aí tá mais bonitinho) e abaixo.
Se eu esqueci de alguma coisa, por favor complementem.

Abraços! Até 5º, às 17h30!

Kelem

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Ata da Reunião do CALCS - Gestão CECCSO 2007/2008
Data: 27/11/07

Pauta:
1) Informes

Rodrigo compareceu à reunião do Conselho de Unidade (26/11), do qual é representante, e informou que os pontos discutidos foram:
Aumento de roubos no CFH: chegaram a cogitar a possibilidade de instalação de câmeras e colocar grades, no final resolveram somente fazer orçamento da instalação de alarmes.
Pedidos de progressão de carreira de alguns professores.
Pintura das paredes: discutiram a carta que um grupo de estudantes do mestrado da Sociologia levou até a Direção do CFH pedindo uma solução para as pinturas das paredes do prédio que, segundo eles, eram uma poluição visual e agredia aos que não compartilhavam das mesmas opiniões. Resolveram pintar novamente as paredes de branco, Rodrigo posicionou-se contrário.
Professora Miriam Hartung (ANT) será a Vice-diretora do CFH enquanto a professora Roselane (HST) estiver de licença médica.

Boni e Paulo participaram da reunião dos CAs para avaliação dos cursos: a idéia da reunião era organizar com o maior número de CAs possível para fazer conjuntamente uma avaliação dos seus cursos. Segundo Boni poucos CAs participaram dessa primeira reunião, por isso vão marcar uma próxima e com maior divulgação, ele também se predispôs a participar dessas reuniões pelo CALCS.

Churrasco do CECCSO!!! Dia 08/12, no Itambé, churrasco e maionese com salada (para os vegetarianos) para comemorar o resultado das eleições do CALCS. Quem estiver interessado entrar em contato com Sabrina ou Jojo ou Fábio e pagar a simbólica quantia de R$7 antecipados ou R$10 no dia.

2) Posse
Importante ser feita ainda esse ano porque é uma boa oportunidade para os Cas esclarecerem com representante da PRAE questões sobre o REUNI e os direitos estudantis. A posse será na próxima terça, no Hall do CFH. Serão convidados todos os Cas da UFSC, o Grêmio Estudantil do Colégio de Aplicação e a PRAE.

3) Representantes para comissão bolsas permanência: essa comissão selecionará os projetos de pesquisa que estão de acordo com o regimento das bolsas-permanência. Na comissão participam 2 professores do curso e 1 estudante. A Sabrina e a Rafaela serão as representantes discentes da comissão.

4) Reunião de planejamento do CALCS
Marcada para o início do próximo semestre (15/03 - sábado) para planejarmos as atividades do CALCS durante o semestre 2008/1. O lugar será definido quando estivermos mais próximos da data.

5) Aprovação REUNI: No Conselho Universitário do dia 27/11 foi aprovado o REUNI. Comentamos sobre a forma antidemocrática como a reitoria e a maioria dos conselheiros levaram o processo. Foi encaminhado fazer cartazes para colocar no CFH para explicitar as posições da professora Carmen Rial (Antropologia) e do servidor Gerson (Dpto Sociologia Política) que eram conselheiros. Depois o Rodrigo (que já vai fazer isso pelo DCE) vai pegar os depoimentos dos conselheiros que foram cúmplices do golpe do REUNI para publicar no Jornal do CALCS.

6) Semana de Ciências Sociais
Data foi definida para o mês de abril (15 a 18) para dar tempo de organizá-la. Como estamos no final do semestre e fica complicado ocupar o tempo das aulas para consultar os estudantes, foi encaminhado fazer o “espaço da Semana”, com cartaz convidando para participar da organização da Semana e uma caixa para que possam dar idéias de tema, palestrantes, oficinas, etc.

7) Limpeza geral e reparos no espaço do CALCS no dia 12/12 às 14hs.

22 de out. de 2007

[Ocupação] Resposta pública da Ocupação da UFPR

Resposta pública da Ocupação da UFPR

 O movimento de ocupação da reitoria da UFPR vem a publico esclarecer o andamento do processo de ocupação e declarações equivocadas a respeito.
 Ocupamos a reitoria no dia 17 de outubro para impedir a aprovação do REUNI no Conselho Universitário (COUN) da UFPR por entendermos que a decisão no COUN não é democrática nem representativa.
 A ocupação é um ato político e, como tal, digno de legitimidade enquanto pautado no aumento da democracia interna desta instituição e na ampliação do debate antes de qualquer deliberação irreversível. Diferente do que disse o reitor, cerca de 100 estudantes permanecem na reitoria enquanto continua o processo de negociação. Há grande rotatividade de estudantes na ocupação, algumas de nossas assembléias
contam com 200 estudantes.
 Não estamos sozinhos. Quatro universidades federais se mantêm ocupadas contra o REUNI. Cerca de 100 entidades apóiam nossa ocupação, dentre elas 10 centros acadêmicos da UFPR, 7 diretórios centrais do Paraná (DCE UEL, UEM, UTFPR de Curitiba e Ponta Grossa, UEPG, Unioeste Marechal Candido Rondon, Fafipar Paranaguá) e a associação dos professores da UFPR (APUFPR), que aprovou unanimemente em assembléia moção de apoio a ocupação. Apenas o DCE da UFPR não legitima ou apóia
a nossa ocupação.
 Na UFPR, inúmeras assembléias estudantis, a assembléia da APUFPR e os colegiados dos setores de Humanas, Letras e Artes, Exatas e Educação votaram contra a adesão da UFPR ao programa. O plebiscito
possibilita que o REUNI não seja imposto às unidades que já se manifestaram, mas que a decisão seja construída democraticamente.
 A ocupação foi conseqüência do movimento gerado por debates e atos realizados isoladamente que culminaram na organização e construção conjunta de estudantes. Nossa legitimidade se dá pela atuação de cada estudante presente e por estes ideais serem partilhados por inúmeros outros estudantes na Universidade em todo o Brasil.O pedido de reapropriação do prédio antes que se encaminhasse a negociação demonstra que quem não está aberto ao diálogo é a reitoria.
 O pedido de reapropriação foi encaminhado pela procuradoria federal, mas isto não retira do reitor a responsabilidade. É, em última instância, o Reitor o responsável por todas as ações praticadas em nome da Universidade.
 Não desocupar a reitoria até que o plebiscito seja garantido não é intransigência do movimento, já que o principio do que defendemos é uma maior democracia. Trata-se de coerência com o modelo de universidade que defendemos e na defesa do qual realizamos a ocupação.

Curitiba, 22 de outubro de 2007

Movimento de Ocupação da Reitoria
da Universidade Federal do Paraná

15 de fev. de 2007

[REUNI] Plano Universidade Nova

Oi pessoal

estou enviando notícia que li no Unaberta sobre o projeto de Universidade Nova. A rapidez com que querem implantar esse projeto é assustadora... é muito importante começarmos a nos preparar para resistir a mais esse ataque do capital às nossas universidades.

Abraços!!

Kelem

educação

Plano Universidade Nova deve ser lançado em março

Ontem, 14 de fevereiro, às 21h22

Uma série de mudanças no ensino superior federal estão entre as propostas do Plano Universidade Nova de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais. O plano, que deve ser lançado em março e terá dez anos de duração, contados a partir deste ano. Se aderido por todas as universidades federais brasileiras, o plano deve aumentar em 30% a taxa de conclusão dos cursos e graduação. Outro aumento será no número de vagas nas instituições federais. Serão 680 mil vagas no ensino superior, um crescimento de 117%.

As novas medidas foram apresentadas através de um decreto presidencial distribuído a reitores. Entre as novas mudanças, está a extinção do vestibular e a utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção e ingresso às instituições federais. Outra mudança diz respeito a relação professores por aluno. A média, que hoje é de 9,8 deve passar para 18 até 2012.

O presidente interino da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e Reitor da UFSC, Lúcio Botelho,acredita que o plano deve ser discutido entre as universidades antes de ser implantado. "Concordamos com as idéias, mas não com a metodologia", afirma.

Eduardo Wolff