11 de ago. de 2010

[UFSC] Resoluções sobre bolsas de pesquisa e de extensão da UFSC permanecem em consulta pública até 20 de agosto

Solicitamos envio à comunidade universitária,
Grata,
Arley Reis
Agecom/UFSC

Resoluções sobre bolsas de pesquisa e de extensão da UFSC permanecem em consulta pública até 20 de agosto


A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UFSC comunica que estão em consulta pública no site www.consultapublica.ufsc.br/atos.php as resoluções sobre bolsas de pesquisa e extensão. O prazo para o envio de sugestões encerra no dia 20 de agosto.

Os documentos abordam formas de implementação e financiamento, como o benefício é concedido e quem pode concorrer, entre outros aspectos.

No caso da pesquisa, a motivação por uma nova resolução leva em conta que a anterior, de 1995, estava desatualizada, contemplava somente alunos de graduação e bolsas de iniciação científica, sem trazer qualquer orientação quanto àquelas financiadas com recursos de projetos de pesquisa.

A nova normativa contempla alunos de graduação e pós-graduação (inclusive pós-doutorado). Regulamenta bolsas de iniciação científica institucionais com recursos orçamentários e também de projetos de pesquisa, além de bolsas de pós-graduação financiadas com recursos de projetos.

A resolução anterior previa somente a distribuição de bolsas de iniciação científica por edital do Programa Pibic, do CNPq. As novas regras permitem esta sistemática e também a escolha de bolsistas por orientadores, levando em conta critérios e demandas específicas dos projetos.

A resolução direcionada às atividades de extensão torna a sistemática para esta área semelhante às das bolsas de pesquisa. Contempla, por exemplo, bolsas de extensão institucionais com recursos orçamentários e financiadas por projetos de extensão.


O novo funcionamento também prevê bolsas de extensão institucionais distribuídas por edital, sendo que a repartição entre as unidades segue critérios de demanda qualificada. Há ainda, como no caso da pesquisa, bolsas de extensão com recursos de projetos, difundidas pelos orientadores e com obrigatoriedade de aprovação junto ao departamento de ensino.
Cfh-alunos - Lista dos Alunos de Graduacao do CFH.

[EIV] Convite para Construção do EIV 2011

Convidamos tod@s a participarem de mais uma etapa de construção do Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV) em áreas de Movimentos Sociais Camponeses de 2011!

A fim de aproximar a realidade das lutas no campo e na cidade, estamos promovendo um encontro para que os movimentos dialoguem um pouco sobre suas experiências. Assim, contaremos com relatos de 5 movimentos sociais rurais:

- Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
- Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
- Movimentos das Mulheres Camponesas (MMC)
- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)
- Via Campesina

Além disso, contaremos com relato sobre a tensa situação dos agricultores da comunidade de Areais da Ribanceira, no município de Imbituba, que foram despejados das terras que ocupam há uma centena de anos para que a multinacional Votorantim construa mais uma fábrica de cimento.

Se tens interesse em aparecer, as indicações são as seguintes:

Dia: 12 de agosto (quinta-feira)
Hora: 18h30
Local: Espaço provisório do Diretório Central dos Estudantes da UFSC, atrás da Ala B do restaurante Universitário (onde fica também o Centro de Capacitação)

10 de ago. de 2010

[Textos] 15 anos sem o mestre Florestan Fernandes

15 anos sem o mestre Florestan Fernandes
9 de agosto de 2010

O sociólogo Florestan Fernandes, um dos maiores pensadores da realidade brasileira, morreu em São Paulo há 15 anos, em 10 de agosto de 1995. Durante o velório, seu caixão foi coberto pela bandeira do MST.
Abaixo, veja vídeo com homenagem do crítico literário Antonio Candido, que fala sobre seu colega Florestan Fernandes durante atividade realizada na Escola Nacional Florestan Fernandes no início de setembro de 2009.


Por causa da sua história de luta, empenho em transformar o pensamento em ação política e social e seu exemplo de vida e coerência, o Movimento fez uma homenagem ao lutador do povo batizando com seu nome a sua escola nacional, em Guararema, interior de São Paulo.
O pensador e ativista político está vinculado à pesquisa sociológica brasileira. Sociólogo e professor universitário com mais de 50 livros publicados, transformou as ciências sociais no país e estabeleceu um novo estilo de pensamento.
“Um grande intelectual revolucionário, como foi Florestan Fernandes, deve ser pensado em conexão com os grandes movimentos radicais, como é o MST. A conjunção de ambos neste evento é natural e anima a nossa esperança”, afirma Antônio Candido, crítico literário e professor emérito da USP.
Nascido na capital paulista em 22 de julho de 1920, Florestan começou a lutar já na infância para conquistar o próprio nome. A patroa de sua mãe o chamava de Vicente, por considerar que seu nome não era nome de pobre. Aos seis anos começou a trabalhar e, por isso, não conseguiu completar o curso primário. Terminou o ensino fundamental por meio do curso de madureza, conhecido hoje por supletivo.
Na adolescência, foi vendedor de produtos farmacêuticos. Aos 18 anos, começou a estudar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em 1947. Formou-se em ciências sociais e fez doutorado em 1951. Trabalhou como assistente catedrático, livre docente e professor titular na cadeira de sociologia. Em 1964 se efetivou na cátedra. Foi mestre de sociólogos renomados.
Defensor da educação pública, gratuita e de qualidade, nos anos 60 participou de uma campanha pelo país a favor da escola pública, expondo uma das falhas mais dramáticas da sociedade brasileira, que é o descaso pela democratização e generalização do ensino.
Cassado com base no AI-5, em 1969, deixou o país e deu aulas nas universidades de Columbia (EUA), Toronto (Canadá) e Yale (EUA). Voltou ao Brasil em 1972 e passou a lecionar na PUC-SP. Não procurou reintegra-se à USP, da qual recebeu o título de professor emérito em dezembro de 1985.
Florestan esteve ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde sua fundação. Em 1986 filiou-se ao partido e exerceu dois mandatos de deputado federal. Foi um admirador e apoiador da luta dos trabalhadores Sem Terra.
"O subdesenvolvimento, em suma, tem alimentado o desenvolvimento. Esse paradoxo só desaparecerá quando os de baixo lutarem organizadamente contra a espoliação, exigindo transformações profundas na política econômica, nas funções do Estado e na estrutura da sociedade de classes", escreveu Florestan, que não via o destino da ex-URSS como o fim do socialismo e do marxismo, nem a globalização como a esperança dos excluídos.

por Sabrina Schultz