18 de out. de 2007

[Ocupação] Estado-policial: A repressão se reinicia na UFSC

A repressão se reinicia.
Trago notícias desagradáveis, porém que devem chegar a todos/as estudantes dessa universidade.

No dia 18/10 esteve na UFSC uma oficial de justiça que, em sala de aula, apresentando-se como tal e criando um tremendo constrangimento para alunos e professores, intimou algumas pessoas que ocuparam a reitoria no início do semestre para deporem na justiça (com j minúsculo). Outras pessoas terão a mesma visita na próxima semana. Tratam-se dos onze nomes de alunos/as que entraram no processo de reintegração de posse pedido pela reitoria para que desocupássemos o prédio da administração da UFSC.
Estamos falando da possibilidade concreta de expulsão da universidade ou mesmo prisão de ativistas do movimento estudantil, numa tentativa clara de nos intimidar e enfraquecer nossa luta. As onze pessoas da lista estão dentro da nova gestão do DCE, ou participando ativamente da construção da chapa, mesmo sem estarem na nominata.
A reitoria quer cortar o mal pela raíz já no início da gestão da chapa "Educação não é mercadoria", pois sabem que viemos para questionar a privatização e o autoritarismo na universidade. Independente se temos no movimento estudantil da UFSC, acordo sobre essa gestão, ou sobre a ocupação da reitoria, esse processo deve ser entendido por todos/as como um processo contra si próprio, pois este é um ataque que fere nosso direito de questionar, que vem para suprimir nossa liberdade e que visa nos calar, para que aceitemos passivamente a política conservadora do governo e da reitoria.

As perguntas são: Vamos nos calar? Vamos deixar nossos/as amigos/as e companheiros/as de luta serem violentados no seu direito de lutarem, sabendo que se forem processados e acusados criminalmente abrir-se-á, na UFSC, um precedente para processos futuros? Ou vamos dar uma resposta a altura? Proponho a última opção.
Vamos reunir todos/as os/as estudantes de luta dessa universidade, independente das diferenças pontuais (pois esse é um ataque a todos nós), mostrar a nossa força e dizer bem alto que ninguém vai ser processado por ser uma pessoa que se indigna e luta por seus direitos e na defesa da Universidade Brasileira.
Comecemos pela assembléia de segunda, 12:30h, na concha acústica, que discutirá o REUNI, o Conselho Universitário da próxima terça e fará a discussão da criminalização do movimento estudantil, além do momento que vive a universidade.

Todos/as na assembléia estudantil. 
                                                                
Se querem nos calar é porque nos temem. Mostremos nossa força.

[Ocupação] Reitorias ocupadas contra o REUNI

Reitorias ocupadas contra o REUNI
As reitorias de quatro universidades federais estão ocupadas contra o REUNI. São elas:



UFF

UFRJ

UFBA : http://www.ocupacaoufba.blogspot.com/

UFPRforareuni.wordpress.com
           email: ufprocupada@gmail.com




Os estudantes da Ocupação da Reitoria da UFSC dão total apoio a essas ocupações e suas pautas.

[OCUPA] Ocupação da Reitoria da UFPR

A comissão de comunicação e imprensa da ocupação da Reitoria criou um
blog onde será reportado tudo o que disser respeito à ocupação:

forareuni.wordpress.com 

Contato pode ser mantido através do e-mail ou dos telefones abaixo listados.

E-mail: ufprocupada@gmail.com

Telefones: 9154-9967 / 9227-3739

Abaixo se segue o manifesto da ocupação. 

Eduardo Perondi


*MANIFESTO DE OCUPAÇÃO DA REITORIA da UFPR *

Nós, estudantes da Universidade Federal do Paraná, declaramos que,
aproximadamente às 14 horas e 40 minutos do dia 17 de outubro de 2007,
ocupamos pacificamente a reitoria de nossa universidade. Nosso ato explicita
nossa posição contrária ao REUNI, decreto presidencial de número 6.096,
publicado a 24 de abril de 2007. Permaneceremos em nossa manifestação até
que:

- o item "REUNI" seja definitivamente retirado das pautas do Conselho
Universitário (COUN);
- que a adesão ou não da universidade ao programa seja decidida
através de um plebiscito deliberativo com toda a comunidade acadêmica, já
que os efeitos afetariam drasticamente todas as categorias – estudantes,
servidores técnico-administrativos e professores.

Os estudantes sempre defenderam a universidade como uma instituição de
direito público, básico e universal. Partindo dessa premissa, reivindicamos
políticas de acesso e permanência à universidade. Entretanto, essas
bandeiras não podem ser confundidas com as metas e índices do governo,
decretados por meio do REUNI, que gera uma falsa democratização da educação
universitária.

Defendemos que o aumento na taxa de diplomação para 90% e o aumento da
relação professor por aluno de graduação para 1 por 18, da maneira como o
decreto institui, implica uma mudança pedagógica que compromete a qualidade
do ensino, bem como inviabiliza a pesquisa e a extensão, que constituem
indissociavelmente a essência da universidade. A submissão das universidades
federais a um programa de metas do governo é inconstitucional, pois fere o
princípio da autonomia universitária, instituído pela Constituição de 1988.

A preocupação com o programa REUNI deve ser compartilhada também pela
sociedade como um todo, já que a universidade pública é a principal figura
na produção e transmissão do conhecimento no Brasil. Ainda que o REUNI
promova o ingresso de mais estudantes, não assegura a qualidade da formação
dos profissionais. Portanto, convidamos a sociedade a se juntar a nossa
luta, especialmente aqueles que pretendem ingressar em uma universidade
pública.

Questionamos a representatividade do Conselho Universitário, que é composto
em 70% por professores e em apenas 30% por servidores e estudantes. Os
estudantes formam a maior parte da comunidade acadêmica. Todavia, a votação
no COUN não é nem mesmo paritária.

Cabe a todo estudante lutar para que o Estado realmente invista na expansão
qualitativa e quantitativa das universidades públicas e na assistência
estudantil. Precisamos fazer com que esse decreto saia da pauta do COUN e
que a decisão seja tomada de forma democrática por toda a comunidade
acadêmica.