23 de set. de 2010

Lançada na Internet a WDL. A Biblioteca Digital Mundial da UNESCO.


LANÇADA NA INTERNET A WDL, A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL, DA UNESCO.
A WDL já está disponível na Internet, através do site  www.wdl.org

Ela reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de  património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar:
Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como se acede ao sítio global?
Embora seja apresentado oficialmente  na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:
www.wdl.org

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.

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Virgínia Pinho
Escola Pública de Audiovisual
Vila das Artes | Prefeitura Municipal de Fortaleza

Candidata mais idosa, 92 anos, pelo PCB diz ser “só susto na direita”



Candidata mais idosa, 92 anos, pelo PCB diz ser “só susto na direita”

Publicado por Pavarini em 21 de setembro de 2010, terça-feira
Dalva do Nascimento mais se aproxima do avesso de uma candidatura. Ela subestima suas capacidades, não faz campanha, passa longe das promessas, nem sonha em eleger-se, identifica-se com o passado e aferra-se à ideologia, fiel ao mesmo partido há quase oito décadas. E, para o cúmulo do inusitado, é, aos 92 anos, a candidata mais idosa das eleições de 2010, conforme estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Vencida pela insistência do PCB, ela aceitou concorrer a segundo suplente de senador no Distrito Federal, repetindo sua estreia eleitoral de 2006. “Em obediência ao meu partido, mas eu nunca quis ser nada, meu senhor. Eles pelejaram”, garante, em conversa com Terra Magazine – “Não é a Globo não, né?”.
Porém, Dalva encontra motivos para a empreitada: “Para mostrar aos brasileiros, para mostrar o nacionalismo, para mostrar a brasilidade”. Vitória, não cogita. “Nããããão, não estou pensando isso não. É só o susto na direita. Está tudo apavorado, com medo. Já pensou se Ivan Pinheiro ganhar, hein?”, pesca o nome pecebista entre os nove atuais presidenciáveis, para, em seguida, admitir que não há possibilidade de sucesso dele: “Nenhuma, brincadeira isso”.
Ainda assim, ela crê que vale a pena: “Não tem (chance), mas, para atrapalhar o Serra, temos, né? E a esquerda tá dando susto na direita. Eles têm que mudar, têm que ver que a esquerda não tem homens incompetentes como eles pensam. Porque eles pensam que comunista é só gentinha”.
Nascida em 2 de julho de 1918, na mineira Prata, Dalva cresceu na vizinha Uberlândia. Encantou-se com leituras socialistas na adolescência, sob ideais de reforma agrária, educação e saúde para todos, influenciada por amigos e pelo irmão Zé do Garça, que a conduziu ao PCB. Para filiar-se, aos 15 anos, precisou cumprir uma missão ditada por médico comunista, ainda mantida em sigilo, cerca de 80 anos depois. “Ah, não conto. Ah, eu não quero dar nome”.
Embora mantenha-se completamente atualizada pelo noticiário, Dalva exala um singelo anacronismo, mas por convicção. “Não nos enganamos porque hoje, amanhã ou depois de amanhã, depois que eu morrer, o socialismo será o vitorioso. Se Deus quiser. Dentro da dialética, né? Porque Deus, pra mim, é a natureza. Quem é que viu Deus a não ser pela criação Dele? Vimos Jesus, o maior comunista da Terra”, prega.
O que ela duvida é da recente declaração atribuída a Fidel Castro de que o modelo econômico cubano já não serve ao próprio país. “Ah, ele não falou nada disso. O jornalista americano foi que não entendeu. Ah, ele não ia falar aquilo não. Ah, que é isso? Um país que não tem analfabeto… Tem gente passando fome porque os coitados não têm direito de comprar, de comerciar com ninguém (devido ao embargo)”, argumenta. E lamenta a decadência do apoio soviético: “Calamidade o que esse (Mikhail) Gorbatchev fez com o regime da Rússia. Foi uma barbaridade”.
Ela, entretanto, entende que a política se modificou. “O tempo muda. Não é aquele partido passado. E eu fui criada no verdadeiro partido”, diz. “O interesse do partido, não resta a menor dúvida, é a melhoria do povo”, resgata a tese aparentemente desprezada. “O PT é imenso. Mas por quê? A troco de cargo. Não quero isso não”.
fonte: Terra Magazine


http://www.pavablog.com/2010/09/21/candidata-mais-idosa-92-anos-diz-ser-so-susto-na-direita/

[Eventos] WALTER BENJAMIN - Uma homenagem nos 70 anos de seu morte




Encontro WALTER BENJAMIN - Uma homenagem nos 70 anos de seu morte

Mesa Redonda
Ana Luiza Andrade (Núcleo de Estudos Benjaminianos - UFSC)
Clelia Mello (TREMA/CINEMA - UFSC)
Massimo Canevacci (Professor convidado UFSC - Universidade La Sapienza - Roma)

No dia: 27 de setembro (segunda-feira)
       às: 19h no Auditório do CFH


Atenciosamente
Rafaela Amaral