25 de jul. de 2006

[Debates] "A guerra no Líbano: A situação dos civis" com o professor Adriano Duarte, Sidney Monhoz e Patricia Santos.

Olá pessoal,

vai ter um debate hoje no aud. do CCJ às 19:00 "A guerra no Líbano: A
situação dos civis" com o professor Adriano Duarte, Sidney Monhoz e Patricia
Santos.

Recebi um texto do Atílio Borón (sociólogo argentino) sobre o mesmo tema,
que segue abaixo:

Abraços...

Kelem


Palestina: Um silêncio repugnante
por Atilio Boron

Por vezes o silêncio é ensurdecedor. Nestes dias o mutismo dos que se dizem
defensores da democracia liberal, do mundo livre e da economia de mercado
ressoa com estrépito. O regime genocida de Israel, herdeiro sinistro do seu
verdugo nazi, está a perpetrar um crime inqualificável contra o povo
palestino. Quando Bush caracterizou o governo do Hamas como "terrorista" a
União Europeia avalizou essa infâmia, Tel Aviv sentiu-se respaldada e abriu
as portas do inferno. O bombardeamento indiscriminado de populações civis
indefesas, os atentados contra autoridades democraticamente eleitas da
Palestina e a destruição de tudo o que encontraram na sua passagem foi a
palavras de ordem do governo israelense. Os gabinetes dos principais
ministérios foram destruídos, ministros, parlamentares e altos funcionários
da Autoridade Palestina encarcerados, o abastecimento de electricidade para
a metade do milhão e meio de habitantes que se apinham em Gaza foi
inutilizado pela aviação israelense, paralisando escolas, hospitais,
oficinas e lojas, deixando os lares sem esse recurso vital. Em mais uns
poucos dias já não haverá água potável porque as estações de bombagem
deixarão de funcionar. Caminhos intransitáveis, campos abandonados, a frágil
infraestrutura de Gaza está a ser metodicamente arrasada perante a
indiferença do mundo. Noite após noite a aviação israelense sobrevoa esse
pequeno território lançando bombas de estrondo, e das outras.

A ordem do valente e honrado primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, foi
terminante: "Que ninguém durma em Gaza". O pretexto desta barbárie: a
captura pela resistência palestina do cabo do exército israelense Gilad
Shalit — captura, não sequestro, uma vez que Shalit era membro de um
exército invasor e foi capturado em combate pelos seus inimigos. Perante
isto, Tel Aviv negou-se a negociar com os seus captores um intercâmbio de
prisioneiros políticos — há umas 900 crianças e adolescentes palestinos
presos em Israel, e mais de 5000 adultos, todos qualificados como
terroristas. Os cárceres de Israel, como os de Guantánamo, não recolhem
seres humanos.

Quando o presidente iraniano exortou a "apagar Israel do mapa" o mundo foi
comovido por uma onda de justificada indignação. Mas quando o governo de
Israel leva à prática essa ameaça e apaga literalmente do mapa a Palestina,
os líderes das "nações democráticas" e os seus apaniguados — os Vargas
Llosa, Montaner, Zoe Valdéz e companhia — guardam um repugnante silêncio.
Sua duplicidade moral é ilimitada. Podem justificar o seu silêncio qualquer
coisa: inclusive um genocídio como que está a praticar Israel na Palestina.
Naturalmente, não duvidarão nem um instante em qualificar de "terroristas"
as imperdoáveis palavras do presidente iraniano. Mas quando o terrorismo de
Estado não é declarado num discurso insensato e sim sistematicamente
praticado por um peão dos Estados Unidos como Israel, sua consciência moral
padece de um súbito adormecimento.

O propósito do governo israelense é bem claro: apoderar-se definitivamente
de Gaza. Sitia-os, deixa-os sem água, pão, luz, trabalho. Priva-os de toda
esperança e extermina-os pouco a pouco, com a cumplicidade dos grandes
defensores da democracia e da liberdade, preocupados como estão pela ameaça
que os foguetes nortecoreanos representam para a civilização.
09/Julho

20 de jul. de 2006

[Textos] Gritos, vaias e bate-boca marcam mesa-redonda sobre Reforma Universitária

Notícia q foi divulgada pela Unaberta:

http://www.unaberta.ufsc.br/noticias/21283

sbpc
Gritos, vaias e bate-boca marcam mesa-redonda
sobre Reforma Universitária
Ontem, 19 de julho, às 11h35

A polêmica do Projeto de Lei da Reforma Universitária (PL 7200/2006), que atualmente espera apreciação no Congresso, levou mais de 200 pessoas ao Auditório da Reitoria na tarde desta terça-feira. Durante a mesa-redonda, um estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se levantou e gritou ofensas a um dos palestrantes. O estudante, que se identificou apenas por Maurício, é representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMT.
Maurício atacou diretamente o palestrante Paulo Speller, reitor da UFMT e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes da Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O palestrante foi acusado de não abrir espaço à discussão com estudantes, de irregularidades com fundações e instituições privadas.
Antes da discussão, Speller fazia sua exposição sobre o projeto de Reforma Universitária. O presidente da Andifes é contra a atual proposta, mas apóia o debate com parlamentares para a reformulação do projeto. Speller ressaltou a forma de eleição dos reitores. No projeto atual, a comunidade acadêmica elege três nomes. O presidente da República escolhe um dos nomes da lista. Mas o professor sugere que a participação da comunidade acadêmica seja decisiva, sem interferência do Estado.
O reitor da UFMT também se manifestou favorável à autonomia financeira das universidades. Speller acredita que a medida evitaria a necessidade constante de viagens dos reitores à Brasília.
Já a professora da Universidade de São Paulo (USP), Eunice Durham, sugere um projeto que contemple somente as universidades federais. Eunice também é contra a proposta mandada ao Congresso.
Diversos líderes estudantis estavam na platéia e manifestaram seu ponto de vista. Apesar de se dizer contra o projeto de Reforma Universitária, a representante da União Nacional dos Estudantes (UNE), que estava presente na mesa-redonda, mostrou apenas pontos positivos. A Associação Nacional de Pós-Graduandos é a favor da Reforma.
A presidente da Confederação dos Trabalhadores em Educação, Raquel Campos, também apóia o projeto. Para ela, a regulamentação do ensino privado é um dos destaques do projeto. Raquel considera necessária a mudança não só do
Ensino Superior, mas também do Ensino Básico.
Os componentes da mesa-redonda e a platéia reivindicaram à SBPC um espaço maior para o debate sobre a o tema.
Fernanda Dutra

[CALCS] Todos ao PLEBISCITO

Todos ao Plebiscito

O Movimento Contra Correntes é a favor de um processo eleitoral por:

tornar o CA atuante e representativo;
tornar a representação legítima;
tornar o CA realmente autônomo e não tomado por um grupo;
propiciar que a discussão política seja permanente;
propiciar a avaliação e construção contínua no processo representativo;
aproximar o CA dos estudantes;
tornar o CA realmente dos estudantes;
tornar o CA comprometido com as lutas dos estudantes;
representação efetiva nos órgãos colegiados (e nas instancias onde o CA pode levar a opinião dos estudantes);
por propiciar representantes responsáveis e comprometidos;

Pelo não engessamento das representações! Pela força estudantil!!