29 de mai. de 2008

[Vídeo e Textos] SYNGENTA, transgênicos e EIV - Estágio Interdisciplinar de Vivência

Esse debate esteve presente no Encontro Regional dos Estudantes de Ciências Sociais em POA!

Repasso um excelente video [ http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5415 http://www.mst.org.br/mst/imagens/video_syngenta.wmv ] e um texto de apresentação com o histórico do Estágio Interdisciplinar de Vivência. Para quem tiver interesse em saber mais e compreender melhor a realidade nacional... 
ou continuem assistindo a rede globo e lendo a revista veja!

Nos últimos anos vários estudantes do curso de ciências sociais, aqui da ufsc, têm participado dessa experiência, tanto na organização quanto na vivência! Neste último ano, 2008, participamos em seis pessoas.
Teve um discussão na Semana de Ciências Sociais - o EIV e os Movimentos Sociais - que tocou em alguns pontos como o papel do cientista social e do estudante e sua formação... Foi um princípio de debate bem interessante com contribuições de colegas estagiários e de vários estudantes de sociais... e da Marisol (Coordenadora do Curso de Ciências Sociais/UFSC)...

E neste ano estamos organizando o próximo em 2009... Já teve um primeiro encontro em Florianópolis e estão organizando o próximo estágio algumas pessoas que já participaram, tanto do curso de sociais quanto de outros cursos, o MUP - Movimento por uma Universidade Popular e outras entidades e organizações.

O Video no final "Nem um minuto de silêncio! Fora Syngenta do Brasil" é o grito que dá nome à produção realizada pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina. O documentário relata o assassinato de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, em 21 de outubro de 2007, por seguranças da empresa NF, contratada pela Syngenta.

Alguns estagiários estiveram neste janeiro último nesta área no PR onde o Camarada Keno foi assassinado por uma milícia armada atacou os companheiros do MST quando estes estavam acampados em área próxima a Syngenta. 

Essas experiências de estágio de vivência acontecem em outros cursos, por exemplo o caso da medicina com um estágio urbano... Interessante pensarmos nisto... Segue abaixo o texto sobre o EIV.


A partir dos anos 70, os Estudantes de Agronomia começaram a sentir a necessidade de desenvolver esforços para entender criticamente o modelo de desenvolvimento agropecuário que se estava implantando no país, buscando analisar suas conseqüências e, a partir daí atuar para melhorar a qualidade do ensino de Agronomia, aproximando-o mais da realidade, demandas e necessidades da maioria dos trabalhadores e produtores rurais, situados em condição marginal no contexto daquele modelo.

Ao longo das discussões travadas, foi reconhecendo-se como ponto central a superar, o distanciamento Universidade/Sociedade e, em especial, o caráter, acadêmico, tecnicista e segmentado do conhecimento produzido na Instituição Universitária. Nesse contexto, surgiram, na Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB, alguns projetos pioneiros que buscavam aproximar o estudante universitário da realidade econômica, social, política e cultural do campo - os Estágios de Vivência.

A primeira experiência de Estágio de Vivência foi realizada em 1989, Dourados (MS), em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), agregando estudantes de agronomia da região Centro-Oeste do país.

Desde então, os Estágios de Vivência se multiplicaram por todo o país. Assumiram caráter local ou regional, e, em sua maioria, interdisciplinar e sendo construídos não só pela FEAB, mas por várias outras Executivas e Federações de Curso, Diretórios Centrais dos Estudantes e Centros e Diretórios Acadêmicos. Teve sua importância reconhecida em várias universidades, chegando a ser institucionalizado em algumas, como é o caso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde o Estágio de Vivência constitui uma disciplina dentro do currículo de Agronomia.

O Estágio de Vivência representa hoje um importante processo de reflexão e elaboração crítica dos objetivos para a Universidade, numa valorização do diálogo com a Sociedade, repensando as condições de intervenção sobre a realidade. Representa também privilegiar um segmento social de produção que, na prática, condensa graves problemas sociais e técnicos na área da agricultura, da questão agrária e da luta pela terra.

A aquisição, a construção do conhecimento e a formação dos futuros profissionais nas Universidades se resumem a transposição de técnicas e teorias baseadas em produções científicas de bases teóricas produtivistas e positivistas. Isto aliado a um processo de desenvolvimento agropecuário mecanicista e capitalista voltado aos interesses de uma burguesia agrária e de grandes multinacionais relacionadas ao desenvolvimento do campo.

Assim, os estudantes tornam-se objetos de um processo educacional, cujo objetivo é reproduzir os conceitos e práticas adquiridos em suas universidades. Limitando-se a visões simplistas de compreensão da realidade e de como se inserir no mercado de trabalho que se escasseiam com o passar do tempo.

Para tanto, houve a necessidade da construção de Estágio de Vivência, o qual se destacou como um instrumento na busca da formação estudantil. Esse modo de formação se insere num contexto amplo de relacionamento entre a Universidade e a sociedade, o qual vem se mostrando historicamente frágil, pontual e fragmentado. A universidade oferece muitas propostas de formação profissional que não prestam a devida atenção as demandas e carências dos grupos sociais, especialmente aqueles que se situam em posição de exclusão. Nesse sentido o estágio passa a ser um mecanismo pedagógico importante para auxiliar formação profissional e a tomada de consciência do estudante sobre a diversidade e complexidade das condições sociais de vida e trabalho vigentes na sociedade, sobretudo, as do meio rural.

A partir da vivência da realidade cotidiana dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e buscando entendê-la, os estagiários e estagiárias são chamados a analisar o contexto da história recente e dos Movimentos Sociais Populares, tendo como moldura o processo de modernização da agricultura brasileira.

O Estágio Interdisciplinar de Vivência - EIV promove um intercâmbio entre as várias áreas do conhecimento acadêmico com os Movimentos Sociais Populares, seus conhecimentos e histórico de lutas. É por isso que o Estágio tem fundamentalmente um caráter Interdisciplinar, não apenas no sentido de abranger vários cursos, mas também de ver a comunidade integralizada nos seus diferentes elementos sociais constituintes, partindo da questão da terra (agricultura, organização e produção) a saúde, transporte, educação, cultura, relações de gênero, enfim todos os aspectos relativos á vida em sociedade

Dentro dessa perspectiva, portanto, a proposta do Estágio de Vivência não se corporifica apenas nos poucos dias em que se dá a presença do estudante em campo, nos Assentamentos e Comunidades Rurais. Vai muito além, constituindo-se em proposta na qual @ estudante é incentivad@ para:

• aprender, observar, conhecer, participar;

• considerar como pano de fundo a complexidade da realidade, e a diversidade de ângulos pelos quais esta realidade pode ser observada, evitando assim proceder a reduções simplificadoras;

• valorizar a troca de informações e experiências, em plano coletivo e interdisciplinar;

• confrontar seus conhecimentos teóricos com aquela realidade, de modo a elaborar uma prática sobre a qual terá oportunidade constante de refletir, à luz da vivência, de modo a construir novos conhecimentos, articulando conhecimentos teóricos e empíricos, numa proposta crítica e transformadora da produção do conhecimento, que deverá ser posta em discussão na universidade, quando de seu retorno.

Durante o processo de construção dos Estágios Interdisciplinares de Vivência muito se discutiu e se acumulou no sentido do caráter deste estágio, construindo assim os princípios do estágio de vivência tendo-se então:

- princípio da não intervenção: a proposta do estágio não é de intervenção técnica, mas sim para que @ estagiári@ vivencie a realidade agrária e camponesa, conhecendo a organização na qual a família camponesa esta inserida, percebendo também as contradições existentes na sociedade, que são de difícil percepção dentro da Universidade.

- princípio da interdisciplinariedade: não apenas no sentido de abranger vários cursos, mas também de ver a comunidade integralizada nos seus diferentes elementos sociais constituintes, partindo da questão da terra (agricultura, organização e produção) a saúde, transporte, educação, cultura, relações de gênero, enfim todos os aspectos relativos á vida em sociedade

- princípio da parceria: o Estágio Interdisciplinar de Vivência de ser em conjunto com os Movimentos Sociais Camponeses, de forma que @s estagiári@s possam conhecer e compreender melhor a organização destes, bem como, vivenciar a mesma. Auxiliando na compreensão de que a transformação da Universidade é um processo que somente ocorrerá concomitantemente à transformação da sociedade.

27 de mai. de 2008

[CALCS] 1968 - Quatro décadas de debate

Abaixo detalhes da programação:

Local é o Centro de Convivência da UFSC.

Programação

Terça-feira (27/05)

9h – “O feminismo e as revoltas de 68” Profa. Joana Maria Pedro – História/UFSC
14h – “Os anos 60 e a onda mundial de revoltas” Profa. Janice Tirelli – Ciências Sociais/UFSC Prof. Luís Antônio Groppo - Ciências Sociais/UNISAL/SP

Quarta-feira (28/05)

9h – “68 e os estudantes do México” Exibição do filme “O massacre de Tlatelolco” Prof. Luís Antônio Groppo - Ciências Sociais/UNISAL/SP Prof. Waldir Rampinelli - História/UFSC
14h – “Cinema novo no Brasil” Exibição do filme “Terra em Transe” de Glauber Rocha Prof. Jair Tadeu Fonseca – Cinema/UFSC

Quinta-feira (29/05)

9h – “Os levantes em Florianópolis e na América Latina” Jornalista Elaine Tavares – UFSC Profa. Elisabeth Farias - Ciências Sociais/UFSC
14h – "O nascimento da Contra-cultura" Carlos André – Mestrando Sociologia Política/UFSC

Mais:
Exposição fotográfica permanente
Exibição de curtas todos os dias às 17hs durante a fila do RU noturno
Na próxima semana: II Fórum dos Direitos Estudantis!

Organização:
NEJUC – Núcleo de Estudos da Juventude Contemporânea
LASTRO – Laboratório de Sociologia do Trabalho
MDH - Memorial dos Direitos Humanos
CALCS - Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais
DCE Luiz Travassos – Gestão “Educação não é mercadoria”

21 de mai. de 2008

[CALCS] Relatoria Reunião CALCS 21/05/08

Oi oi!

Na última reunião do CALCS, além dos encaminhamentos para a viagem ao ERECS, discutimos outras coisas:

1) Depois de denúncias de alguns que bolsistas de seus cursos estão novamente trabalhando como servidores, no CEB foi constituida uma comissão de CAs para conferir se está havendo desvio de função. Foi elaborado um questionário para aplicar com bolsistas e cabe ao CALCS fazer isso com bolsistas do seu curso. Para pôr em prática isso marcamos uma reunião com bolsistas-permanência do curso para a próxima quinta-feira (29/05) às 12:30 no CALCS para discutirmos sobre a bolsa. A Rafa que é da comissão avaliadora dos projetos do nosso curso vai aproveitar para explicar como esses projetos foram selecionados.
Se você que está lendo esse e-mail é bolsista-permanência, apareça! hehe!

2) O DCE vai participar do 1º Congresso da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas - não confundir com Conlute!! hehe!), para eleger os delegados os CAs poderão fazer Assembléias ou reuniões ampliadas. Para que o máximo de estudantes participem da discussão ficou marcada uma Assembléia do curso para a próxima quarta (28/05) às 20hs, inicialmente no CALCS (claro que depois vamos para uma sala). Para mais informações, segue carta do DCE anexada (Alexandre: é aquela que tu tinhas me pedido) explicando processo de seleção de delegados, datas e o que seria Conlutas.
Segue trecho da carta:  
'De 03 a 06 de julho de 2008 se realizará, em Betim, Minas Gerais, o 1º Congresso Nacional da CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas).Ela foi constituída em 2003 num encontro dos trabalhadores, e desde então tem sido um importante instrumento de luta e organização, frente a grande retirada de direitos dos trabalhadores. A CONLUTAS é uma central sindical e popular, portanto, para seu primeiro congresso os estudantes também podem enviar delegados, os quais devem ser eleitos nas suas universidades, cursos ou escolas até dia 30 de maio. Apesar da CONLUTAS estar ainda se inserindo no meio estudantil, aproveitamos os marcos deste seu primeiro congresso para que seja um importante espaço de debate sobre a situação da universidade frente aos recentes projetos de Reforma Universitária, em especial o Reuni, e ainda de discussão dos rumos e desafios do movimento estudantil e como ele está ligado à organização sindical.'



Bom ERECS para todos!!!!

Abraços!

Kelem Ghellere Rosso
Ciências Sociais - UFSC





ANEXO



UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES LUIS TRAVASSOS
GESTÃO 2007/2008 – “EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA” 
CARTA AOS CENTROS ACADÊMICOS 
     De 03 a 06 de julho de 2008 se realizará, em Betim, Minas Gerais, o 1º  Congresso Nacional da CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas). Ela foi constituída em 2003 num encontro dos trabalhadores, e desde então tem sido um importante instrumento de luta e organização, frente a grande retirada de direitos dos trabalhadores. A CONLUTAS é uma central sindical e popular, portanto, para seu primeiro congresso os estudantes também podem enviar delegados, os quais devem ser eleitos nas suas universidades, cursos ou escolas até dia 30 de maio. Apesar da CONLUTAS estar ainda se inserindo no meio estudantil, aproveitamos os marcos deste seu primeiro congresso para que seja um importante espaço de debate sobre a situação da universidade frente aos recentes projetos de Reforma Universitária, em especial o Reuni, e ainda de discussão dos rumos e desafios do movimento estudantil e como ele está ligado à organização sindical.
     O processo de tiragem de delegados deverá ser feito, preferencialmente, por cursos. As entidades estudantis (no caso do curso, Centro Acadêmico) podem eleger 1 delegado a cada 500 estudantes na base, com fração de 250, ou seja, se uma entidade possui entre 750 e 1249 estudantes, ela poderá enviar 2 delegados. Onde a direção do CA negar-se a convocar uma assembléia ou reunião ampliada, a oposição poderá fazê-lo. O número de delegados que a oposição tem direito será estabelecido a partir do percentual de votos obtidos nas últimas eleições em relação ao total de estudantes do curso ou da universidade. Os delegados eleitos nos cursos deverão apresentar o nome do delegado bem como a ata da assembléia ou reunião ampliada, com lista de presença, em que foi eleito para a inscrição até o dia 29/05, antes da Assembléia Geral, no Diretório Central dos Estudantes – DCE, que é a entidade cadastrada, para que sejam homologados. A UFSC tem direito a 40 delegados estudantis, portanto, caso essas vagas não sejam preenchidas por cursos que não realizaram o processo de tiragem de delegados, serão preenchidas pela Assembléia Geral convocada pelo DCE. O critério para a tiragem de delegados, segundo o regimento do congresso, será de, no mínimo, 3 estudantes por delegado; ou seja, na reunião/assembléia convocada pela diretoria do CA/oposição para tiragem do delegado a que tem direito será necessário a presença dele mais dois estudantes.
  
     Contamos com a participação de todos os Centros Acadêmicos, para fazer desse congresso o mais representativo possível e fortalecer nossa organização e o debate nos cursos, levando nossas discussões e socializando com todos os demais 5000 estudantes e trabalhadores que se farão presentes nesse importante evento.
      Para maiores informação busque um membro do DCE, ou acesse o sítio www.conlutas.org.br/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=707 
Florianópolis, 16 de Maio de 2008.
 
Diretório Central dos Estudantes Luiz Travassos
Gestão 2007/2008 – “Educação não é Mercadoria”