20 de out. de 2009

[CSO] Proposta PREG cursos graduaçao multiplos

repassando.
---------- Forwarded message ----------
From: Coordenadoria de Ciencias Sociais <@cfh.ufsc.br>
Date: 2009/10/20
Subject:

Ao colegiado do curso para análise e discussão na próxima reunião, a ser agendada.
Att
Julian
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Sent: Monday, October 19, 2009 4:06 PM
Subject: Fw: Proposta PREG cursos graduaçao multiplos 1009.doc

----- Original Message -----
From: @reitoria.ufsc.br
To:
Sent: Monday, October 19, 2009 11:06 AM
Subject: Proposta PREG cursos graduaçao multiplos 1009.doc


UFSC/PREG/DEN

Senhores Diretores e Coordenadores de
Cursos de Graduação,

Conforme já discutido inicialmente em reunião do dia 22/09/09, solicitamos colocar em discussão no colegiado do curso e retornar com sugestões e manifestações de apoio ou rejeição com os devidos argumentos. Lembramos que essa meta da PREG já foi apresentada e discutida em reunião com os diretores dos Centros em 13/10.

Atenciosamente,

Yara Rauth Muller - PREG

José André Peres Angotti - DEN



“Orientações da PREG para a unificação dos atuais cursos “duplos” para um só curso de graduação com mais de um turno. e um só curso de graduação com duas ou mais habilitações. A meta é a totalização segura correta e única dos cursos junto à UFSC, o MEC (sistema emec) e sociedade, de maneira a superarmos as duplicidades ou multiplicidades na graduação da UFSC.


    I - Cursos Presenciais –
    Curto Prazo
  1. Diversos centros são responsáveis por cursos de graduação oferecidos em dois turnos que, por um equívoco histórico, são tratados como dois cursos: o diurno e o noturno. Trata-se, sem chance de dúvida, de um curso com dois turnos e assim será concebido e acompanhado pela atual administração. Internamente, poderemos manter diferentes códigos de matrícula, mas junto ao MEC e à sociedade vamos unificar todos os cursos. Com o tempo esperamos mudanças de concepção e entendimento que superem essa dicotomia entre cursos e turnos da parte dos coordenadores, docentes e estudantes.
  1. todos os Cursos presenciais vinculados aos Centros da UFSC que oferecem cursos de Licenciatura e Bacharelado (ou mais uma habilitação, como o de Química) são regulados e acompanhados por um único colegiado, presidido por um único coordenador, do Curso e das habilitações. Esta condição foi conferida em agosto p.p. pela DEN-PREG com cada secretaria ou coordenação. Alguns projetos pedagógicos– PPC foram agrupados, outros separados e identificados por habilitação , porque cada um busca alinhamento com a história de cada área ou sub-área, habilidades, competências e perfil do futuro egresso, mas prevalece o “modelo único”. Temos, contudo, o hábito de chamar uma habilitação de curso. Mesmo consideradas inclinações favoráveis à distinção entre bacharelado e licenciatura como cursos pelo próprio MEC/SESU, nossa interpretação unitária continua prevalecendo.
    Médio Prazo
  1. Poderemos oferecer vagas dos cursos de dois turnos sem distinção no vestibular e depois classificar os ingressantes por ordem de classificação nos dois turnos. A seleção será mais justa e meritória, até porque as atividades do trabalho não ocorrem mais com muita concentração no período 8h-17h;
    II - Cursos AD
    Curto Prazo
  1. DAE/PREG, PRPG, PRPE e coordenadorias estão construindo e monitorando a execução das tarefas de cada curso e no conjunto, para evitar conflitos, superposições ou sub-aproveitamento; elaboração e atualização de agenda eletrônica acessível a todos os coordenadores de horários para ocupação de espaços (sedes e pólos) e tempos de todos os cursos nas atividades sincrônicas: vídeo-conferências, provas e atividades presenciais. Outras IES que usam os pólos, como IFSC e UDESC também está sendo consultadas.
    Médio Prazo
  1. Transferências internas deverão privilegiar estudantes de diferentes habilitações ou turnos nos respectivos cursos, como já regulamentado; estudantes dos cursos AD deverão igualmente participar, com viabilidade de transferências recíprocas;
  1. Integração institucional com os cursos presenciais – coordenação, colegiado - depois de um período de instalação, ampliação e consolidação (sempre com a UAB) próximo a um qüinqüênio.”
    Florianópolis, 19 de outubro de 2009.

[CALCS] Carta justificativa boicote ENADE e Reunião extraordinária do CA

Olá pessoal!

Ontem o Mineiro nos avisou de uma solicitação feita na Reunião do Colegiado do nosso curso.
Pediram uma carta elaborada pelos estudantes do curso justificando o boicote ao ENADE.
Como devem saber, a nota 1 que nosso curso tirou tá causando polêmica nos departamentos.
Então, pediram que os estudantes se manifestem oficialmente antes da chegada da comissão do ENADE, que deve visitar o nosso curso ainda esse mês.

Convido a todos os estudantes, em especial aqueles que boicotaram o ENADE, para fazermos uma reunião extraordinária para tratar dessa carta.
E quem tiver uma proposta de carta elaborada também pode levá-la.

Reunião extraordinária para carta justificando boicote ao ENADE:
Terça-feira próxima, dia 27 de outubro, às 13h no CALCS, ou em alguma sala próxima.


Abraço,
GabiAugusta
CALCS

19 de out. de 2009

[Textos] Educação: repetência e aprovação

Educação: repetência e aprovação

Publicado por: Antonio Ozaí da Silva em: 17/10/2009
mafalda-educacaoA repetência nem sempre se explica pelo fato do aluno ser relapso. Ela também ocorre por fatores que não dizem respeito apenas aos estudantes (problemas estruturais internos e externos à universidade, questões concernentes à docência, etc.). Na verdade, o sistema de avaliação não é tão exigente como parece. A rigor, a nota mínima exigida é baixa e se o aluno não consegui-la tem a chance do exame final. O estudante que saiba minimamente “empurrar com a barriga” não reprova. Qual a diferença entre um aluno aprovado nestas circunstâncias e o que foi reprovado?
Eis a questão central: a prova não prova nada. E por que não? Porque o que predomina é o ensino decoreba. Desde a mais tenra idade o aluno é estimulado a memorizar conteúdos que servem unicamente para tirar nota e passar de ano. Ele não aprende, memoriza. Sua motivação restringe-se à necessidade de ir bem na prova. Ele é treinado para passar no vestibular e chega à universidade, quando consegue, com graves deficiências em sua formação.
O sistema escolar não pressupõe a reflexão crítica sobre os conteúdos, as didáticas, a autoridade professoral e, menos ainda, o amor ao saber. O aluno chega à universidade com o pensamento fixo na nota e perde a curiosidade pelo saber; preocupa-se apenas em passar de ano e, para isto, valem todos os artifícios.
O professor também trabalha com este paradigma. Em geral, sua atitude docente restringe-se a passar o conteúdo e cobrá-lo num determinado dia. Então, o aluno deve provar que aprendeu, ou melhor, que memorizou. É justo avaliar o aluno por um momento da sua vida acadêmica? E se naquele fatídico dia, o aluno esforçado, estudioso, teve um problema pessoal que o desestabilizou emocionalmente e comprometeu o seu desempenho? E se simplesmente deu um branco?
O aluno chega à universidade e se depara com um sistema que prioriza a nota e não o aprendizado. Há uma overdose de disciplinas e conteúdos. Ele fica perdido em meio a tantas exigências, textos, livros para ler, etc. Ele descobre estratégias de sobrevivência, que pressupõe até mesmo a cola, os trabalhos encomendados, a reprodução de conteúdos, etc. O que importa é o canudo.
Ninguém pergunta se tal ou qual disciplina lhe interessa, o que é mais importante para a sua formação, etc. Tudo lhe é imposto: disciplinas, conteúdos, formas de avaliação. Não seria melhor acreditar na sua capacidade de discernir, valorizá-lo como agente do aprendizado – e não restringi-lo a objeto cuja função é reproduzir o saber do professor – e motivá-lo a aprender a ser livre e responsável?
O sistema de ensino fortalece o poder do professor. Este, ao confundir autoridade com autoritarismo, desempenha o papel de um pequeno déspota em sala de aula. O aluno estuda pela nota e o professor força-o a tal para impor-se, imaginando discipliná-lo. Há até os que se vangloriam por reprovarem a maioria.
Os alunos, por seu turno, tendem a não levar a sério o professor que não adota tais procedimentos. Esse é baba, imaginam! Eles até gostam do professor, mas como o estudo se restringe a tirar a nota, e se é fácil consegui-la, por que se preocupar com o aprender? É claro que, tanto em relação aos docentes quanto aos discentes, há as exceções. Mas, como se diz, a exceção confirma a regra.
Neste sistema, o prêmio da nota é uma ilusão. Ele pode ter estudado apenas para a prova. E daí? Isto significa que aprendeu? Que influencia terá isto na sua vida ulterior? O aprender exige esforço, dedicação e, sobretudo, interesse. Nenhum professor, por melhor que seja, poderá ensinar se o aluno não desejar aprender. Aliás, para isso é preciso que o ele se despoje do poder de vigiar e punir e adote a atitude do educador que se educa ao educar.
Disponível em: <http://antoniozai.wordpress.com/2009/10/17/educacao-repetencia-e-aprovacao/>. Acesso em: 19 out. 2009.

Vagner Boni
Estudante de Ciências Sociais - UFSC
Memorial dos Direitos Humanos - MDH