13 de jul. de 2010

[Textos] O Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos

O Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos 

07/07/2010  (BRASIL DE FATO)

Após audiências públicas em San José, na Costa Rica, familiares que representam 25 desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia acreditam que a Corte condenará o Estado brasileiro

“A Corte já deu sinais de que ela não aceita a auto-anistia”
Familiares de desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia acreditam que o Brasil possa ser condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da Oraganização dos Estados Americanos (OEA). O Estado brasileiro é réu em um processo de responsabilização por crimes cometidos durante a repressão à Guerrilha do Araguaia, entre os anos de 1972 e 1974.

Em uma sessão pública na Câmara Municipal de São Paulo, realizada em junho, familiares das vítimas e representantes das organizações que moveram a ação contra o Estado Brasileiro se reuniram para fazer um relato de como foram os seus depoimentos nas audiências públicas realizadas pela Corte, em San José, na Costa Rica.

Nestas audiências, que aconteceram entre os dias 20 e 21 de maio, prestaram depoimento representantes das vítimas, testemunhas, peritos e representantes do Estado brasileiro. Com isto, foi iniciado o processo de finalização do julgamento, restando agora a sentença da Corte, que deverá ser emitida no final de agosto.

“A gente tem certeza que o Brasil vai ser condenado, a gente já tinha antes da audiência e com a audiência ficou mais explícito”, afirma Beatriz Stella de Azevedo Affonso, do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil), que representa os familiares das vítimas no processo. Segundo ela, as falas dos juízes e o modo como o julgamento foi conduzido permitem esta certeza.

A ação contra o Estado brasileiro foi movida pelo Cejil, pela organização Tortura Nunca Mais e pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo.


Julgamento
As audiências fazem parte do julgamento em curso contra o Estado brasileiro pelo desaparecimento forçado de 70 pessoas, pela impunidade dos crimes cometidos e pelo não esclarecimento da verdade sobre os fatos ocorridos na Guerrilha do Araguaia - resistência guerrilheira existente na região amazônica brasileira entre o final da década de 60 até meados dos anos 70, ao longo do rio Araguaia -, durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985).

A ação n° 11552, chamada "Caso Gomes Lund e outros", tramitou por 13 anos na Comissão de Direitos Humanos da OEA (CIDH) que, como não obteve uma resposta do governo brasileiro que atendesse à demanda dos familiares dos desaparecidos, o levou ao julgamento da Corte em 2008.

Em seu parecer, a CIDH considerou a responsabilidade internacional do Estado brasileiro pela detenção arbitrária, tortura e desaparecimento forçado de membros do PCdoB e camponeses na Guerrilha do Araguaia.

Os familiares que representam 25 desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia passaram a cobrar na Justiça brasileira a localização e recuperação dos restos mortais a partir de 1982, com o início do processo de redemocratização do país. E, em 1995, sem nenhum resultado no sistema judicial interno, resolveram levar o caso à CIDH.

"Para mim foi muito sofrido ter que buscar justiça para meus companheiros, para meus familiares fora do meu país”, disse Criméia Almeida, sobrevivente do Araguaia e que até hoje busca os corpos do marido André Grabois e do sogro Maurício Grabois, militantes da guerrilha mortos em 1973.

Segundo ela, o mais triste é saber que os familiares dos desaparecidos do Araguaia não são os únicos que não conseguem obter Justiça no Brasil. “Talvez tantos outros brasileiros, não só desaparecidos políticos, mas vítimas de tantos outros desrespeitos aos direitos humanos, não estão conseguindo seus direitos aqui no Brasil e talvez nem tenham condições de buscar os seus direitos fora”.

No mesmo sentido, Suzana Lisboa, ex-integrante Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça (CEMDP), lamentou o fato de se ter “que buscar uma instância no exterior para encaminhar e julgar questões tão básicas”.


Condenação
Laura Petit, irmã da ex-guerrilheira do Araguaia, Mária Lúcia Petit, primeira militante a ter seu corpo identificado – somente dois corpos foram identificados até hoje, o segundo foi Bergson Gurjão Farias -, afirmou ter esperança de que haja uma condenação internacional e que isto represente o fim da impunidade dos torturadores.

"A gente sente a diferença de estar falando para uma Corte que se preocupa com os diretos humanos do que estar falando aqui no Brasil, porque a gente tem repetido essa história da luta dos familiares pela busca dos desaparecidos durante décadas e não se fez nada", relatou Petit.

De acordo com o advogado Belisário dos Santos Júnior, que também participou como testemunha nas audiências realizadas pela Corte, uma condenação do Estado brasileiro pela OEA acarretaria sérias consequências jurídicas.

“Poderia implicar na obrigação de se revogar uma parte da Lei de Anistia. Poderia implicar na atribuição de outras indenizações aos familiares, mais completas. Poderia implicar na obrigação do Estado brasileiro perseguir judicialmente a responsabilidade pelas torturas que foram cometidas naquele período, pelas graves violações dos direitos humanos que foram cometidas”, estima o advogado.

Apesar da importância de uma condenação pela Corte da OEA, Criméia alega que, para que ela seja cumprida, ainda será necessária muita luta por parte dos familiares dos desaparecidos. "Espero que o país seja condenado sim, e sei que ainda vou ter que lutar muito para que essa sentença seja cumprida", disse.
http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp

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Matheus Acosta

12 de jul. de 2010

[EXTENSÃO] Seminário Nacional dos Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo

Repassando o Convite do CALA para os estudantes de CSO..
O SeNEMAU – Seminário Nacional dos Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo é um evento anual e tem o objetivo de trocar experiências e refletir sobre as praticas de extensão universitária dos EMAU’s.  EMAU – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo é uma forma de extensão universitária que busca a construção do conhecimento a partir da integração entre estudantes, professores e comunidades organizadas, no desenvolvimento de trabalhos ligados aos espaços de vida da cidade: habitação, espaços públicos e coletivos, etc. Nestes trabalhos, a multidisciplinaridade é constante e necessária, e dessa forma o seminário se torna também multidisciplinar, sendo um evento não só de arquitetura e urbanismo, mas também de engenharia civil, de engenharia sanitária e ambiental, de geografia, de biologia, de ciências sociais, de serviço social, de pedagogia, entre outros.
Estamos (CALA) tentando conseguir um ônibus junto à UFSC para esse encontro...tem vagas sobrando...a princípio sairia perto de 50 reais por cabeça pelo transporte...as inscrições no senemau estão 85 reais até dia 19.

Se alguém estiver interessado, entre em contato comigo até terça...

Abrações!!!


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Matheus Acosta 
"Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas."
Florestan Fernandes

11 de jul. de 2010

[UFSC] Convite O REUNI (Programa de Expansão e Reestruturação da Universidades Federais) vem sendo implantado na UFSC desde 2007 e vem causando profundas transformações na universidade. Estamos sentindo muito a falta de concursos públicos, com a precarização das condições de trabalho na universidade, com a queda da qualidade de muitos de seus serviço e com a privatização silenciosa de sua pesquisa e extensão através da reprodução e fortalecimento de parques tecnológicos, fundações privadas e incubadoras de empresas privadas. Junto disso muitas lutas aconteceram para resistir a esse projeto e construir uma universidade pública que pauta sua expansão na qualidade, na gratuidade de seus serviços e no comprometimento com as demandas sociais de nosso país. Foi assim nas ocupações de reitoria de 2007 de várias universidades federais, em lutas específicas como as duas semanas de mobilização pelo restaurante universitário em 2009, em dias de mobilização de professores e servidores da UFSC em defesa de serviços públicos de qualidade e na recente mobilização das estudantes de pedagogia em 2010. Todas têm como cenário as conseqüências desastrosas do REUNI e a procura de alternativas. Nós, estudantes e trabalhadores da universidade, ainda não tivemos a oportunidade de ter um fórum comum de discussão e organização da luta. No último dia 24 de junho, nós, da frente de luta por uma expansão de qualidade, realizamos uma primeira reunião para organizar um seminário que procurasse começar a ocupar o vácuo que existe hoje, conforme encaminhamento da última assembléia geral universitária do dia 8 de abril que indicava a realização de um seminário com tal caráter. Convidamos a todos e todas para a segunda reunião de preparação desse seminário que está previsto para acontecer no início do semestre que vem. O QUE? Segunda Reunião de Preparação do Seminário de Debates dos Estudantes e Trabalhadores da UFSC QUANDO? Nesta Segunda-Feira, Dia 12/07, às 13h LOCAL? Hall do Bloco de Salas de Aula do CFH Frente de Luta Por Uma Expansão de Qualidade -- Matheus Acosta "Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas." Florestan Fernandes


Convite
O REUNI (Programa de Expansão e Reestruturação da Universidades Federais) vem sendo implantado na UFSC desde 2007 e vem causando profundas transformações na universidade. Estamos sentindo muito a falta de concursos públicos, com a precarização das condições de trabalho na universidade, com a queda da qualidade de muitos de seus serviço e com a privatização silenciosa de sua pesquisa e extensão através da reprodução e fortalecimento de parques tecnológicos, fundações privadas e incubadoras de empresas privadas.
Junto disso muitas lutas aconteceram para resistir a esse projeto e construir uma universidade pública que pauta sua expansão na qualidade, na gratuidade de seus serviços e no comprometimento com as demandas sociais de nosso país. Foi assim nas ocupações de reitoria de 2007 de várias universidades federais, em lutas específicas como as duas semanas de mobilização pelo restaurante universitário em 2009, em dias de mobilização de professores e servidores da UFSC em defesa de serviços públicos de qualidade e na recente mobilização das estudantes de pedagogia em 2010. Todas têm como cenário as conseqüências desastrosas do REUNI e a procura de alternativas.
Nós, estudantes e trabalhadores da universidade, ainda não tivemos a oportunidade de ter um fórum comum de discussão e organização da luta. No último dia 24 de junho, nós, da frente de luta por uma expansão de qualidade, realizamos uma primeira reunião para organizar um seminário que procurasse começar a ocupar o vácuo que existe hoje, conforme encaminhamento da última assembléia geral universitária do dia 8 de abril que indicava a realização de um seminário com tal caráter.
Convidamos a todos e todas para a segunda reunião de preparação desse seminário que está previsto para acontecer no início do semestre que vem.
  O QUE?
Segunda Reunião de Preparação do Seminário de Debates dos Estudantes e Trabalhadores da UFSC
 
QUANDO?
Nesta Segunda-Feira, Dia 12/07, às 13h  
 
LOCAL?
Hall do Bloco de Salas de Aula do CFH

 
 
Frente de Luta Por Uma Expansão de Qualidade


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Matheus Acosta

"Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas."
Florestan Fernandes