24 de ago. de 2008

[Textos] Tortura é coisa do passado?

Tortura é coisa do passado?

A sociedade brasileira convive com a tortura desde suas origens. Até um século atrás, eram permitidos seqüestros, maus-tratos, tortura e assassinatos. Havia homens considerados donos absolutos de outros homens. E, desde o início século passado, o Estado brasileiro passou a ser signatário de numerosas convenções internacionais relacionadas à tortura e à tipificação dos crimes contra a humanidade, considerados imprescritíveis. Mesmo assim, as práticas de tortura e execuções sumárias são sistemáticas e generalizadas em nosso país.

É consenso no direito internacional que os atos cometidos pelos agentes do Estado durante as ditaduras latino-americanas foram crimes contra a humanidade. A Corte Interamericana de Direitos Humanos, nesse sentido, consolidou o entendimento de que os crimes de lesa-humanidade não podem ser anistiados por legislação interna, em especial pelas leis que surgiram após o fim de ditaduras militares.

Durante a ditadura militar, a tortura e desaparecimento foram práticas institucionalizadas e dirigidas prioritariamente aos seus opositores. Os processos de transição dos regimes militares na América Latina foram marcados por leis de anistia, pactos feitos entre as forças políticas da ocasião e que serviram para encobrir a participação de agentes do Estado nos crimes de lesa-humanidade. No Brasil, prevaleceu a interpretação de que os torturadores haviam sido 'anistiados' de seus crimes. Interpretação sem sustentação, na medida em que os torturadores jamais foram processados. Este 'acordo', realizado em 1979, em plena vigência da ditadura, tem funcionado para fazer crer, de forma falaciosa, que 'as feridas estão fechadas' e que não há caminho possível senão o do esquecimento.

Ainda que os movimentos de direitos humanos tenham, durante anos, lutado para divulgar o que ocorreu, levar a julgamento os responsáveis por tortura e desaparecimentos, potencializar a defesa dos direitos humanos reformando as bases fundadoras das instituições de segurança, reparar os atingidos pela violência do Estado, pouco ou nada aconteceu. Levantar estas bandeiras significa estabelecer a VERDADE, reavivar a MEMÓRIA e ativar a JUSTIÇA, com o fim de garantir que não mais aconteçam os horrores do terrorismo de Estado; significa o reconhecimento de que a sociedade brasileira não escolheu o caminho do Estado de exceção − ele lhe foi imposto pela força e pela violência das armas; significa reconhecer que as práticas autoritárias e de arbítrio implantadas durante o período marcaram profundamente a sociedade brasileira. Estas marcas se desdobraram nos dias de hoje na intensificação da violência policial, na criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Algumas sociedades da América Latina que viveram períodos ditatoriais estão construindo ativamente seus processos de transição: levantamentos testemunhais, julgamento de responsáveis, abertura de arquivos, exposições sobre o funcionamento dos centros de tortura, declarações oficiais de representantes das Forças Armadas − reconhecendo seu erro histórico e se comprometendo a não mais praticar crimes −, posicionamentos indispensáveis para que o conjunto da sociedade saiba o que aconteceu para que nunca mais se repitam aqueles fatos.

Aqui no Brasil, pela primeira vez, os Ministros de Direitos Humanos e de Justiça se pronunciaram favoravelmente à responsabilização de agentes públicos envolvidos com as torturas. Logo após o governo demonstrou recuo, reafirmando a política do esquecimento. Mas está aberto o debate na sociedade brasileira.

É bom lembrar que muitos agentes desse sistema de terror já confessaram publicamente seus crimes e continuaram impunes. Muitos não negam seus atos, sequer se arrependem. A impunidade do passado se desdobra no presente. Os crimes cometidos na atualidade por agentes públicos têm o selo da impunidade sustentado pela conivência e pelo esquecimento.

Nós, atingidos diretamente pela violência do Estado, afirmamos que:
· A tortura não pode ser admissível em nenhuma circunstância;
· É urgente e necessária a abertura de todos os arquivos da ditadura para que a sociedade brasileira conheça o que ocorreu e não mais seja conivente com a tortura nas ruas, nas delegacias ou em repartição pública civil ou militar;
· Os torturadores, convocados oficialmente pelas instâncias governamentais, devem vir a público dizer o que fizeram com as centenas de presos políticos desaparecidos até os dias de hoje.
· As feridas só poderão cicatrizar se houver REPARAÇÃO:V ERDADE, MEMÓRIA E JUSTIÇA!

Rede de Reparação aos Ex-Presos Políticos no Estado do Rio de Janeiro:
Fórum de Reparação e Memória do Estado RJ
Unidade Nacional de Mobilização pela Anistia – UNMA
Associação Nacional de Anistiados Políticos Aposentados e Pensionistas – Anapap
Frente Internacionalista dos Sem-Teto – Fist

22 de ago. de 2008

[MACS] MACS-SUL Movimento de Area das Ciencias Sociais Sul

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[CALCS] Relatoria Reunião CALCS 22/08/08 (de planejamento)

Relatoria da Reunião do CALCS 22.08.08 (de planejamento)
presentes: Paulo André, Paulo, Cris, Alexandre, Rodrigo, Camila, Boni, Rafael.

Não conseguimos debater todos os pontos pela exíguio tempo, começou às 19:00.
Continuamos no acúmulo da reunião de planejamento do semestre passado e da reunião de pré-retorno as aulas...

Pauta debatida: Comissões [1]; Processo Eleitoral [2]; Questões formais do CA [3]; Projetos [4]; Mobilização estudantil [5]; e Congresso Estudantil [6] MACS [7];

[1] COMISSÕESS:
Partindo do acúmulo das duas últimas reuniões que se dedicaram a avaliar e propor formas efetivas de organização, o que no conteúdo já, de certa forma na maioria das vezes, acontece.

O CA vem funcionando organicamente da seguinte forma:

Com um processo anual de eleições de chapas. Cada chapa com princípios e propostas. Vota-se nos príncipios norteadores das ações do CA para o próximo ano.

Havendo reuniões, no mínimo um por semana, em data e local previamente definido e divulgado, onde reune-se a coordenação geral composta por estudantes, independente de terem participado ou não do processo eleitoral, mas que se orientam pelos príncipios eleitos pela maioria dos estudantes. Tendo todos os presentes nestas reuniões ordinárias direito a voz e voto desde a construção da pauta à proposição encaminhamentos.
Atualmente, nos dois ultimos anos, as reuniões acontecem todas as terças-feiras as 12:30 no CALCS.
(foram raras as reuniões que não aconteceram neste horário. Houvem inúmeras outras reuniões de diversos outros horários, matutino ao noturno.)

As Comissões de Ação são formas de organização a executação de tarefas necessárias como projetos, grupos de trabalho, grupo de estudo etc. As comissões são composta por no mínimo dois estudantes e tem autonomia de ação, respeitando os encaminhamentos do espaço de deliberação principal que é reunião geral ordinária semanal do CALCS; ou a Assembléia dos Estudantes de Ciências Sociais.

As três comissões no momento são ARTE [CAA] (Eventos, festas, viagens, mostras...) com CRIS e BONI; COMUNICAÇÃO [CAC] (responsável pelos meios de comunicação, informação e documentação: sítio, email, escaninho, murais, relatorias, etc.; bem como a articulação do CA com outras entidades e foruns) com ALEXANDRE, KELEM, RODRIGO, RAFAEL e BONI; e INFRA e FINANÇAS [CAF] (responsável pela grana, pela organização do espaço físico etc.) com CAMILA e PAULO.
Lembrando que estes nomes foram tirados na última reunião, podendo a qualquer momento ser incluidos novos nomes, retirados estes e vice-versa. Qualquer nova comissão pode ser proposta em próximas reuniões.

[2] PROCESSO ELEITORAL
Sendo que última gestão tomou posse no dia 04.12.07, sua gestão vai até este dia, podendo encerrar a qualquer momento antes desta desta data. Com o relato das inúmeras atividades que estaram sendo tocadas até esta data decidimos tirara um indicativo de assembléia para final de outubro até meados de novembro para decir qual a melhor data do término da gestão e ínicio do processo eleitoral.

[3] QUESTÕES FORMAIS DO CALCS
Ficou encaminhado a construção de um DOSSIÊ Jurídico-histórico referente ao Centro Acadêmico com o intuito de regularizar algumas situações que por ventura possam estar em desacordo com a regulamentação e no resgate histórico-sociológico deste instrumento de luta do estudantado brasileiro na busca por uma universidade mais democrática que busque cumprir sua função social presente na constituição federal e que é tantas, historicamente, vezes negada pelos nossos governantes e responsáveis, sejam estes no âmbito do governo federal ou mesmo de nossa instituição, UFSC. [BONI, RODRIGO, CAMILA e PAULO)

[4] PROJETOS
Festa dos calouros tudo OK.

4ª Semana de Integração CED-CFH em processo de organização, objetivo geral é construir o debate sobre o papel do movimento estudantil e a democracia universitária. [pela sociais é BONI] é urgente que mais pessoas se agregem!!!

CAMISETA DAS SOCIAIS trazer para próxima reunião proposta de tipos, frases para serem passadas em sala, informando e possibilitando todos escolherem o melhor tipo.

JORNAL organizar um informativo para os estudantes contendo noticiais sobre o Movimento de Área da Ciencias Sociais sul que vai ter um encontro aqui em floripa em setembro; CONECS - conselho de entidades de base que vai rolar em dezembro; BOICOTE AO ENADE informando e debatendo com os estudantes; SI chamando e divulgando a programação; Moção de apoio e um balanço das finanças.

[5] MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL PARA ELEIÇÕES PARA DIREÇÃO DE CENTRO
Dia 27 tem a próxima reunião com os estudantes do CFH para finalizar ação comum.

[6] CONGRESSO ESTUDANTIL
Debatemos um pouco sobre o que foi apresentado no CEB e encaminhamos mais debate pra a próxima reunião de terça.

[7] MACS - Movimento de Área de Ciências Sociais sul - debatemos alguns pontos e ficou de encaminharmos mais elementos na próxima reunião. Reunião com as demais escolas de Ciências Sociais da região sul em setembro. CONECS e campanha para o boicote ao ENADE temos que organizar por aqui.