4 de mai. de 2007

[UFSC] Almoço do RU terceirizado, de baixa qualidade e racionado.

Para quem foi hoje no RU, percebeu o racionamento, a má qualidade e as filas enormes. Como no Privatella, que é a empresa que oferece jantar com passe do RU e mais subsídio da reitoria a diferença é gritante.
Ao menos os trabalhadores conseguiram, após uma paralisação como forma de manifestação, que a reitoria se mexesse um pouco. Agora, até quando essa situação vai se estender? Pela boa vontade da reitoria, acredito que irá ser por um bom tempo....
A seguir, reportagem da AGECON (Reitoria), sobre esse assunto...
04-05-2007 09:30:19 - Ru volta a servir refeições hoje
O Restaurante Universitário (RU) volta a servir refeições no dia de hoje. Depois da paralisação dos servidores ocorrida ontem, reivindicando melhores condições de trabalho, o atendimento à comunidade universitária está garantido pela Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos (PRAE). Em caráter de emergência, foi feita a contratação de uma empresa terceirizada, que irá preparar os alimentos até que seja feita e concluída a inspeção das reais condições da cozinha e o RU esteja habilitado a funcionar normalmente.

A paralisação ocorreu depois que um acidente com uma das panelas quase feriu gravemente um dos funcionários. Eugênio Luis Gonçalves, Diretor do Departamento de Assuntos Estudantis, afirma que a elaboração das refeições nas instalações do RU está suspensa e que, além da inspeção para verificação da cozinha, também será feita a manutenção emergencial das panelas, que têm capacidade média de 500 litros e funcionam à pressão.

“A médio e a longo prazo também queremos viabilizar o projeto para nova cozinha do RU. Esse projeto já existe, mas ainda não foi implantado por falta de recursos e também tempo hábil, já que necessitamos de 90 a 120 dias para realizar a reforma e não queremos prejudicar a comunidade no período das aulas”, explica Eugênio.
A empresa terceirizada irá preparar os alimentos com a supervisão de nutricionista própria e também de nutricionista do próprio RU, e os servidores do Restaurante farão a distribuição das cerca de quatro mil refeições diárias.

[MAB] 120 mil assinaturas pedem redução do preço da luz em MG

Movimentos sociais entregam Projeto de Iniciativa Popular Dom Luciano Mendes à Assembléia Legislativa


O Projeto de Iniciativa Popular Dom Luciano Mendes de Almeida que pede isenção de energia elétrica de até 100 Kwh/mês à população de baixa renda do Estado de Minas Gerais, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil do Regional Leste II (Minas Gerais e Espírito Santo) juntamente com entidades do Fórum Mineiro de Articulações, foi entregue pelos Movimentos Sociais Mineiros ao presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Alberto Pinto Coelho, e aos parlamentares líderes de bancadas e partidos, ontem, 2 de maio, às 15 horas, no Salão Nobre do Legislativo Mineiro.
O documento que necessitava de 10 mil assinaturas para tramitar na Assembléia Legislativa, recolheu mais de 120 mil em todo o Estado, fazendo parte das discussões e encaminhamentos do I Encontro dos Movimentos Sociais que aconteceu em abril de 2006 e da Campanha Nacional pela Redução do Preço da Energia Elétrica lançada em julho do ano passado Minas Gerais é o estado com a tarifa de energia elétrica mais cara do Brasil. Enquanto uma família paga, em média, 30% de imposto sobre a energia, as empresas pagam apenas 18%.
A Campanha de recolhimento das assinaturas foi lançada oficialmente no dia 19 de outubro, na Assembléia Legislativa, tendo o Deputado Padre João como um dos grandes apoiadores e incentivadores da iniciativa. Para Padre João a adesão da sociedade civil é de fundamental importância na aprovação do Projeto no Legislativo, garantindo que os direitos essenciais à vida sejam cumpridos. "Ter acesso à energia elétrica não é um luxo e sim um direito de todo cidadão (a). O que estamos presenciando são milhares de famílias de baixa renda tendo de deixar de cumprir com seus compromissos financeiros, para quitar a dívida com a CEMIG. A proposta de isenção de energia elétrica vai beneficiar não só as famílias como a CEMIG, com a diminuição inclusive das ligações clandestinas de energia, comuns nas áreas mais pobres", enfatizou.
A intenção é contemplar mais de 2,5 milhões de famílias carentes do Estado, que ganham até 1 salário mínimo, e que sofrem com as altas tarifas de energia residencial e de imposto (ICMS) cobrados na conta de luz.
A entrega oficial do documento faz parte do encerramento das atividades do II Encontro dos Movimentos Sociais Mineiros, realizado dos dias 30 de abril a 2 de maio, na capital mineira.
Movimento dos Atingidos por Barragens
Setor de Comunicação
fone/fax (61) 3386-1938
www.mabnacional.org.br


--
"Os trabalhadores não tem nada a perder, ah não ser suas correntes" (Marx)

[Ocupação] Estudantes Ocupam a Reitoria da USP

*ESTUDANTES OCUPAM A REITORIA DA USP!*
Divulguem para todos os estudantes, entidades, sindicais que puderem!
Seguem as pautas de reivindicação estudantil (as prioritárias e a completa), bem como os contatos com os estudantes ocupados.
HOJE haverá uma reunião de NEGOCIAÇÃO com o Vice Reitor, Franco Lajolo, marcada para às 10h da manhã. Depois os estudantes decidirão em Assembléia a continuidade da Ocupação.
______________________________ ___________

*Blog da Ocupação:*
*http://ocupacaousp.blog.terra.com.br/*
______________________________
______
REIVINDICAÇÕES POLÍTICAS *PRIORITÁRIAS* dos estudantes da USP:
1. A Reitoria deverá se posicionar publicamente perante os decretos do governador José Serra.
2. As necessidades de moradia estudantil devem ser atendidas de acordo com a pauta de reivindicação (especificada adiante)
3. A Universidade deverá retomar os processos de contratação de professores, vedados pelo Decreto do Governador.
4. Deverá ser iniciada a reforma da infra-estrutura da FFLCH, IME e Fofito.
5. Realização de um Conselho Universitário aberto tendo os decretos como pauta.
_________________________________________
*350 estudantes da USP ocupam reitoria por melhoria da Universidade* *Reitoria não compareceu à audiência pública e alunos querem apresentar pauta de reivindicações *

Cerca de 350 estudantes da USP ocuparam às 17h do dia 3 de maio o gabinete da reitoria da universidade, reivindicando a revogação dos decretos 51.460, 51.461, 51.471, 51.636 e 51.660 do governador José Serra, que interferem na autonomia das universidades públicas. Entre as reivindicações estão: contratação de professores, melhoria da infra-estrutura da universidade e ampliação das vagas na moradia estudantil (este documento traz a íntegra das reivindicações).
Os estudantes haviam convidado a reitora Suely Vilela para discutir os decretos e a autonomia em audiência pública, abertamente. No entanto, ela avisou que não compareceria e a reitoria confirmou presença de um representante. Na data marcada (16h do dia 3) ele não compareceu. Os estudantes decidiram caminhar à reitoria para apresentar ao vice-reitor sua pauta de reivindicações. A segurança do prédio tentou impedir a entrada
dos estudantes, que decidiram ocupar o prédio para se fazer ouvir após meses de tentativa.
Os estudantes apresentarm ao vice-reitor, Franco Lajolo, a seguinte pauta de reivindicações:
*Nós estudantes da USP, reunidos em plenária no dia 03 de maio de 2007 na Reitoria da Universidade de São Paulo, explicitamos nossas reivindicações:
*

1. Nos posicionamos contra os seguidos vetos do Governo de São Paulo (gestão Alckmin/Lembo e mantida pelo governo Serra) referentes ao aumento de verbas para a Educação Pública, os quais foram aprovados pela Assembléia Legislativa. Que a LDO de 2007 reponha os aumentos vetados pelo Executivo.

1. Lutamos pela revogação de todos os decretos impostos neste ano pelo Governador José Serra acerca da Educação no Estado (como os de n.º 51.460, 51.461, 51.471, 51.636, 51.660), os quais representam um forte retrocesso para a universidade pública, na medida em que atacam explicitamente sua autonomia, não só de gestão financeira, mas naquilo que é sua função máxima: o ensino e a pesquisa autônomos, livres de interesses mercadológicos e meramente instrumentais. Tais decretos institucionalizam a
separação do tripé ensino, pesquisa e extensão, e dividem ainda mais a articulação no interior da educação pública, priorizando cursos e pesquisas de cunho operacional, ou seja, orientadas explicitamente por uma lógica mercantil. Separam a Fapesp e o Centro Paula Souza (Fatecs e Etes) das Universidades - antes submetidas à Secretaria de Ciência e Tecnologia, agora seccionadas em Secretaria do Ensino Superior e Secretaria do Desenvolvimento. E suspendem a contratação de funcionários e professores, abrindo espaço para o acirramento do processo de terceirização e precarização do trabalho.

1. Exigimos também a democratização da Universidade: o Conselho Universitário aberto à participação de estudantes, funcionários e professores, com direito à voz e voto. Além da discussão de eleições diretas para reitor.

1. Uma audiência pública com a reitoria onde sejam discutidos os decretos acima citados e seja expressa publicamente sua posição frente a eles. Tal posição deve ser expressa em jornais e mídias de grande alcance, posto que dizem respeito diretamente à sociedade brasileira.

1. Contratação imediata de professores e funcionários, de acordo com as demandas a serem levantadas pela própria comunidade USP, através de comissões mistas locais (de professores, funcionários e estudantes), de acordo com cada situação específica. E efetivação imediata daqueles contratados em regimes de trabalho precários e/ou terceirizados.

1. Liberação automática das vagas dos professores que se aposentam ou se desligam da Universidade.

1. Arquivamento do processo de modificação das regras de cancelamento de matrícula dos estudantes da USP, encaminhado pelo Conselho de Graduação para o Conselho Universitário.

1. Contratação de professores para atender às novas demandas advindas do processo de implementação de disciplinas de licenciatura, regulamentadas pelo MEC em 2001, nos cursos da Universidade, em especial na Faculdade de Letras.

1. Reconstrução e manutenção dos prédios da FFLCH, IME, FOFITO e demais faculdades que apresentem tais necessidades.

1. Formulação, em conjunto com os estudantes, de um projeto de longo prazo para a moradia estudantil em todos os *campi* da USP, os quais devem definir desde a estrutura física das moradias até a autonomia dos moradores sobre os espaços que utilizam. Nos casos de Ribeirão Preto e São Carlos: solução imediata referente à falta de vagas, através da construção de novas moradias, e não apenas em formas paliativas, como o Auxílio Moradia. Especificamente para o campus Butantã exigimos: a construção imediata de três novos blocos de moradia, totalizando 594 vagas, bem como a reforma dos blocos já existentes. Além disso, que seja garantida moradia decente para todos os estudantes alojados no CEPEUSP e no CRUSP.

1. Que os estudantes e funcionários tenham acesso assegurado aos Planos de Meta de todos os cursos e departamentos da USP.

1. Que nenhuma punição – sindicâncias ou demais processos administrativos e repressivos – seja tomada contra os alunos com relação à ocupação da Reitoria, a qual se deu devido à ausência do representante legal da Reitoria na audiência pública convocada pelos estudantes no Anfiteatro de Geografia e pelo impedimento da entrada dos estudantes na Reitoria para a entrega de sua pauta de reivindicação, neste presente dia. E que todas as sindicâncias e demais processos administrativos levantados contra estudantes sejam retirados.

1. Nós estudantes nos posicionamos pela luta contra as medidas repressivas no interior das universidades, em particular a USP: portanto, exigimos a autonomia total dos espaços ocupados e geridos pelos estudantes, a total liberdade de manifestação política (panfletagem, colagem de cartazes etc) e cultural (festas, festivais etc), e pela retirada da polícia do interior do campus.