Olá pessoal!
Ontem o Mineiro nos avisou de uma solicitação feita na Reunião do Colegiado do nosso curso.
Pediram uma carta elaborada pelos estudantes do curso justificando o boicote ao ENADE.
Como devem saber, a nota 1 que nosso curso tirou tá causando polêmica nos departamentos.
Então, pediram que os estudantes se manifestem oficialmente antes da chegada da comissão do ENADE, que deve visitar o nosso curso ainda esse mês.
Convido a todos os estudantes, em especial aqueles que boicotaram o ENADE, para fazermos uma reunião extraordinária para tratar dessa carta.
E quem tiver uma proposta de carta elaborada também pode levá-la.
Reunião extraordinária para carta justificando boicote ao ENADE:
Terça-feira próxima, dia 27 de outubro, às 13h no CALCS, ou em alguma sala próxima.
Abraço,
GabiAugusta
CALCS
20 de out. de 2009
19 de out. de 2009
[Textos] Educação: repetência e aprovação
Educação: repetência e aprovação
Publicado por: Antonio Ozaí da Silva em: 17/10/2009
A repetência nem sempre se explica pelo fato do aluno ser relapso. Ela também ocorre por fatores que não dizem respeito apenas aos estudantes (problemas estruturais internos e externos à universidade, questões concernentes à docência, etc.). Na verdade, o sistema de avaliação não é tão exigente como parece. A rigor, a nota mínima exigida é baixa e se o aluno não consegui-la tem a chance do exame final. O estudante que saiba minimamente “empurrar com a barriga” não reprova. Qual a diferença entre um aluno aprovado nestas circunstâncias e o que foi reprovado?Eis a questão central: a prova não prova nada. E por que não? Porque o que predomina é o ensino decoreba. Desde a mais tenra idade o aluno é estimulado a memorizar conteúdos que servem unicamente para tirar nota e passar de ano. Ele não aprende, memoriza. Sua motivação restringe-se à necessidade de ir bem na prova. Ele é treinado para passar no vestibular e chega à universidade, quando consegue, com graves deficiências em sua formação.
O sistema escolar não pressupõe a reflexão crítica sobre os conteúdos, as didáticas, a autoridade professoral e, menos ainda, o amor ao saber. O aluno chega à universidade com o pensamento fixo na nota e perde a curiosidade pelo saber; preocupa-se apenas em passar de ano e, para isto, valem todos os artifícios.
O professor também trabalha com este paradigma. Em geral, sua atitude docente restringe-se a passar o conteúdo e cobrá-lo num determinado dia. Então, o aluno deve provar que aprendeu, ou melhor, que memorizou. É justo avaliar o aluno por um momento da sua vida acadêmica? E se naquele fatídico dia, o aluno esforçado, estudioso, teve um problema pessoal que o desestabilizou emocionalmente e comprometeu o seu desempenho? E se simplesmente deu um branco?
O aluno chega à universidade e se depara com um sistema que prioriza a nota e não o aprendizado. Há uma overdose de disciplinas e conteúdos. Ele fica perdido em meio a tantas exigências, textos, livros para ler, etc. Ele descobre estratégias de sobrevivência, que pressupõe até mesmo a cola, os trabalhos encomendados, a reprodução de conteúdos, etc. O que importa é o canudo.
Ninguém pergunta se tal ou qual disciplina lhe interessa, o que é mais importante para a sua formação, etc. Tudo lhe é imposto: disciplinas, conteúdos, formas de avaliação. Não seria melhor acreditar na sua capacidade de discernir, valorizá-lo como agente do aprendizado – e não restringi-lo a objeto cuja função é reproduzir o saber do professor – e motivá-lo a aprender a ser livre e responsável?
O sistema de ensino fortalece o poder do professor. Este, ao confundir autoridade com autoritarismo, desempenha o papel de um pequeno déspota em sala de aula. O aluno estuda pela nota e o professor força-o a tal para impor-se, imaginando discipliná-lo. Há até os que se vangloriam por reprovarem a maioria.
Os alunos, por seu turno, tendem a não levar a sério o professor que não adota tais procedimentos. Esse é baba, imaginam! Eles até gostam do professor, mas como o estudo se restringe a tirar a nota, e se é fácil consegui-la, por que se preocupar com o aprender? É claro que, tanto em relação aos docentes quanto aos discentes, há as exceções. Mas, como se diz, a exceção confirma a regra.
Neste sistema, o prêmio da nota é uma ilusão. Ele pode ter estudado apenas para a prova. E daí? Isto significa que aprendeu? Que influencia terá isto na sua vida ulterior? O aprender exige esforço, dedicação e, sobretudo, interesse. Nenhum professor, por melhor que seja, poderá ensinar se o aluno não desejar aprender. Aliás, para isso é preciso que o ele se despoje do poder de vigiar e punir e adote a atitude do educador que se educa ao educar.
Tags: educação
Vagner Boni
Estudante de Ciências Sociais - UFSC
Memorial dos Direitos Humanos - MDH
16 de out. de 2009
[CALCS] Carta da reunião realizada na ANEL
Gente,
estou encaminhando a carta q comentei foi tirada da reuniao da anel dos estudantes presentes do curso de ciencias socias..
besos!
Laurita
--------------
--
Carolina Bonomi
C.A Ciências Sociais - PUC Campinas - SP
Gestão Brava Gente - 2009/2010
---------------------
estou encaminhando a carta q comentei foi tirada da reuniao da anel dos estudantes presentes do curso de ciencias socias..
besos!
Laurita
--------------
Pessoal,
Segue em anexo, a carta que eu, a Paula e a Renata (UNICAMP) ficamos de reformular para passar para o CONECS, referente a reunião que fizemos na primeira assembléia da ANEL.
Seria interessante todos lerem e se possível todas as escolas que participarem assinarem para enviar a lista do CONECS.
Qualquer dúvida estou à disposição.
saudações!
--
Carolina Bonomi
C.A Ciências Sociais - PUC Campinas - SP
Gestão Brava Gente - 2009/2010
---------------------
No dia 13 de setembro de 2009, durante a primeira assembléia da ANEL, os estudantes de Ciências Sociais ali presentes, se reuniram a fim de retomar as discussões referentes ao nosso movimento de área. Como nosso movimento de área se encontra fragmentado e desorganizado, nos reunimos para iniciar e conhecer a realidade do curso em cada universidade. Consideramos que existem várias demandas em comum, as quais só poderemos dar uma resposta em conjunto se retornarmos a organização da nossa executiva. A partir desse primeiro constato, constatamos as seguintes demandas a serem discutidas:
Currículos:
a) relação bacharelado e licenciatura;
b) sociologia no ensino médio e formação de professores;
c) precarização dos currículo, no sentido de adaptá-los à precarização de ensino em conjunto ( falta de professores e funcionários, sucateamento da estrutura, poucas bolsas de pesquisa e permanência estudantil);
d) discussão crítica do conteúdo ideológico dos currículos de Ciências Sociais e como colocar o conhecimento produzido na Universidade a serviço da classe trabalhadora.
Universidades Privadas
a) Campanha em apoio a favor dos inadimplentes,de forma que na rematricula os alunos tenham direito a continuar estudando sem passar pelo constrangimento de não ter seu nome na lista;
b) aumento abusivo das mensalidades: como nos encontramos em plena crise econômica, discutimos que é necessário o congelamento das mensalidades, já que vários estudantes ficaram desempregados, sem ter como pagar a universidade.
Democratização na Universidade
a) democratização do acesso e permanência na universidade;
b) Ensino à Distância;
c) Democratização das instâncias de poder.
Para que possamos acumular os debates desses eixos, propomos que seja organizado reuniões e/ou plenárias estaduais e/ ou regionais, periodicamente até a realização do ERECS e ENECS.
Também, discutimos que seria interessante que, pelo menos um estudante de cada escola seja responsável pela discussão do curso para facilitar o contato entre as escolas para a realização dessas reuniões e/ ou plenárias.
Dessa forma, conseguiremos levar aos encontros debates mais sólidos e propositivos, a fim de reestruturar e fortalecer nosso movimento.
Saudações.
Assinar:
Postagens (Atom)