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16 de out. de 2009

[CALCS] Carta da reunião realizada na ANEL

Gente,
estou encaminhando a carta q comentei foi tirada da reuniao da anel dos estudantes presentes do curso de ciencias socias..
besos!
Laurita
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Pessoal,
Segue em anexo, a carta que eu, a Paula e a Renata (UNICAMP) ficamos de reformular para passar para o CONECS, referente a reunião que fizemos na primeira assembléia da ANEL.
Seria interessante todos lerem e se possível todas as escolas que participarem assinarem para enviar a lista do CONECS.
Qualquer dúvida estou à disposição.
saudações!

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Carolina Bonomi
C.A Ciências Sociais - PUC Campinas - SP
Gestão Brava Gente - 2009/2010


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No dia 13 de setembro de 2009, durante a primeira assembléia da ANEL, os estudantes de Ciências Sociais ali presentes, se reuniram a fim de retomar as discussões referentes ao nosso movimento de área. Como nosso movimento de área se encontra fragmentado e desorganizado, nos reunimos para iniciar e conhecer a realidade do curso em cada universidade. Consideramos que existem várias demandas em comum, as quais só poderemos dar uma resposta em conjunto se retornarmos a organização da nossa executiva. A partir desse primeiro constato, constatamos as seguintes demandas a serem discutidas:


  1. Currículos:
a) relação bacharelado e licenciatura;
b) sociologia no ensino médio e formação de professores;
c) precarização dos currículo, no sentido de adaptá-los à precarização de ensino em conjunto ( falta de professores e funcionários, sucateamento da estrutura, poucas bolsas de pesquisa e permanência estudantil);
d) discussão crítica do conteúdo ideológico dos currículos de Ciências Sociais e como colocar o conhecimento produzido na Universidade a serviço da classe trabalhadora.

  1. Universidades Privadas
a) Campanha em apoio a favor dos inadimplentes,de forma que na rematricula os alunos tenham direito a continuar estudando sem passar pelo constrangimento de não ter seu nome na lista;
b) aumento abusivo das mensalidades: como nos encontramos em plena crise econômica, discutimos que é necessário o congelamento das mensalidades, já que vários estudantes ficaram desempregados, sem ter como pagar a universidade.


  1. Democratização na Universidade
a) democratização do acesso e permanência na universidade;
b) Ensino à Distância;
c) Democratização das instâncias de poder.

Para que possamos acumular os debates desses eixos, propomos que seja organizado reuniões e/ou plenárias estaduais e/ ou regionais, periodicamente até a realização do ERECS e ENECS.
Também, discutimos que seria interessante que, pelo menos um estudante de cada escola seja responsável pela discussão do curso para facilitar o contato entre as escolas para a realização dessas reuniões e/ ou plenárias.
Dessa forma, conseguiremos levar aos encontros debates mais sólidos e propositivos, a fim de reestruturar e fortalecer nosso movimento.

Saudações.

26 de jun. de 2009

[UFSC] Perdendo os dedos, mas não a ANEL

Olá Pessoal!!

A carta abaixo é o relato e o posicionamento de alguns dos delegados que foram ao Congresso Nacional dos Estudantes no Rio de Janeiro, inclusive o meu e do Heron.
Espero que contribua para a discussão do posicionemto do Calcs!

Abraços,
Carol

Perdendo os dedos, mas não a ANEL

No período do dia 11 a 14 de junho de 2009 houve um encontro de estudantes Universitários e secundaristas de vários estados do país na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Campus Fundão, que constituiu no que foi chamado de Congresso
Nacional dos Estudantes (CNE). O evento tinha por finalidade, a princípio, lançar
diretrizes para a mobilização do Movimento Estudantil de caráter nacional.
O CNE recebeu, para a sua construção, a inscrição de 16 teses, todas com o intuito de apontar propostas e resoluções para uma reorganização do Movimento Estudantil, partindo de uma análise conjuntural.
Uma das principais pautas dizia respeito à tomada de posição quanto a uma entidade já existente: a UNE (União Nacional dos Estudantes). De certo modo, havia um consenso de todos e todas os/as participantes em realizar uma crítica à UNE, principalmente pelo fato da mesma não ser mais representativa para o Movimento Estudantil, uma vez que se vincula ao governo e se posiciona ao lado do conjunto de projetos da Reforma da Educação, criticado pela grande maioria dos estudantes em todo
o país. Além disso, se coloca contra a atuação de parte significativa do Movimento
Estudantil – principalmente sua desarticulação, sem uma direção organizativa Nacional, durante as ocupações de reitoria em todo o país nos anos de 2007 e 2008. As posturas que destoam sobre a UNE vão no sentido de romper ou atuar por dentro da mesma.
Assim, paradoxalmente, a tentativa de uma organização nacional poderia se coordenar
paralelamente à outra organização já existente (embora largamente questionada).
Nesse sentido, o CNE viria abarcar esse conjunto de estudantes que não se vêem mais representados pela UNE, que ocuparam reitorias (e vem ocupando) desde 2007, lutando contra o REUNI e por melhores condições de ensino, que percebem que essa entidade está extremamente aparelhada pelo PC do B (Partido Comunista do Brasil), que defende as políticas neoliberais para o ensino e vai contra a luta d@s estudantes, estando do “outro lado da trincheira”! Esse seria o público do CNE, “o movimento estudantil combativo”!
Entretanto, o espaço do CNE não foi democrático! Não se priorizaram os momentos de discussão e debate, várias atividades foram suprimidas da programação original (tendas de teses, painéis, murais, etc.) com o argumento de que o tempo era
escasso em virtude de atrasos. Porém, priorizaram-se espaços para apresentar o PSTU
(Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) aos militantes estudantis presentes no congresso.
A tese defendida pelos companheiros do PSTU, “Outros maios virão”, foi nitidamente majoritária nos debates; camisetas e acessórios desse mesmo partido circulavam em grande número na UFRJ, transparecendo que tal congresso se tratava de um grande encontro nacional do PSTU. Os debates durante todo o CNE não foram entorno das lutas nacionais e regionais como foi proposto em sua construção e divulgado. O eixo central do congresso foi a criação de uma nova entidade, a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes Livre), proposta pela tese majoritária.
A partir disso, o que se observou foi que as decisões já estavam tomadas e que
a plenária final era apenas um “espaço consultivo” e de barganha com outras vertentes
políticas minoritárias presentes no CNE.
Voltamos do CNE com uma nova entidade estudantil, a ANEL. Uma entidade sem programa e idealizada por um partido político, o PSTU. Nós, delegados, nos abstivemos na votação para construção de uma nova entidade, não exatamente por não concordar com sua criação, mas por entender que estávamos representando nossas bases e cientes que as mesmas não tiveram a oportunidade de discutir sobre a necessidade do surgimento de uma nova entidade para representar o Movimento Estudantil, bem como em que moldes se dará essa construção. Portanto, nós, delegados e participantes, constatamos que nem UNE, nem ANEL representam a base do Movimento Estudantil brasileiro.

ASSINAM:
Carolina Cavalcanti do Nascimento (Ciências Sociais)
Fabiano Garcia (História)
Heron Gabriel Duarte (Ciências Sociais)
Isabel Brustolin (História)
Mateus Pinho Bernardes (História)
Michelly Christine Vieira (História)
Sergio Luis Schlatter Junior (História)

Rio de Janeiro, 14 de junho de 2009