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7 de jul. de 2009

[Textos] Relatoria Reunião Frente de Luta pelo Transporte 07/07/09

Ata da Reunião da Frente de Luta pelo Transporte – 07/07/09

Avaliação e conjuntura: o caos que a cidade está se transformando está cada vez mais evidente. Enquanto for mantida a lógica que prioriza o indivíduo ao invés do coletivo, dos carros, ao invés do transporte coletivo, a tendência é piorar com a construção da quarta ponte, viadutos, e rodovias que mantém a mesma lógica, é mais do mesmo. Por isso, precisamos aprofundar a discussão para além do debate da tarifa.

Nós somos contra o aumento da tarifa por entender que o povo não pode pagar pelo uso do transporte, ele deve ser um direito. E somos contra a licitação/concessão/privatização do transporte coletivo, por compreender que é um serviço público fundamental para o funcionamento da cidade e para garantir o acesso de todos à ela e não pode ficar à merce da lógica capitalista. Além disso, temos que aprofundar e ampliar a discussão com todos os setores da cidade: escolas, universidades, câmara, mídia (alternativa e burguesa), comunidades e a população em geral. Nesse contexto, é fundamental que todos que queiram mudar essa situação, ajudem a construir uma ampla frente de luta pelo transporte público.

Projeto: o projeto deve estar bem claro para ampla camada dos movimentos sociais e comunidade, por isso ele será debatido e construído ao longo da luta. Ele irá se basear no acumulo de debates que o Movimento Passe Livre tem sobre os transportes, e na Agenda da Frente de Luta pelo Transporte, que trás algumas exigências para a
situação dos transportes. Ele passa fundamentalmente por três níveis de intervenção: a mobilização, a articulação política e institucional e a disputa pelo projeto. A mobilização deve garantir a resistência e a conscientização da população. Deve ser feito um calendário de intervenções em frente ao terminal, produção de material (jornais, panfletos, etc.), e a preparação para uma manifestação. A articulação
política deve mobilizar as forças institucionais (partidos, sindicatos, parlamentares, mídia) para uma disputa pelo projeto, que é o debate ideológico, o convencimento da população e dos setores estratégicos de que é necessário uma mudança radical na mobilidade urbana.

Encaminhamentos: Foram formadas comissões (que já existiam, mas que estavam desarticuladas) e tirado um calendário imediato de atividades:
Comissão de mobilização: Rudnei, Carol, Renan, Antonio, Gustavo, Ícaro, Luiz, Bruno.
Comissão de Comunicação e materiais: Khaled, Maicon, Guilherme, Dani, Farofa, Yuri, Luci, Flora, William.
Comissão de Articulação Política: Marcelo, Simara, Bruno, Luiz, Cássio, Farofa.
Calendário: Quinta-feira: Panfletagem 18h TICEN (jornal da Frente, panfleto contra
o aumento e intervenções com som). Sexta-feira: Manifestação 12h no TICEN.
Sábado: Debate sobre transporte no Fórum da Cidade, às 9h30, na FECESC (Federação dos Trabalhadores do Comércio de Santa Catarina) que fica na Avenida Mauro Ramos, em frente ao banco redondo. Segunda-feira: Reunião de avaliação da Frente, às 18h30 no SEEB (precisa ser confirmada).

26 de ago. de 2008

[Debates] Repressão e fascismo em SC

Dia 26/08 (terça feira), às 17:30h:
"Repressão e fascismo em SC"
Convidados: MST, MPL, Prof. Fernando Ponte de Sousa (LASTRO/Memorial dos Direitos Humanos/SPO/UFSC.

Local: Tenda na frente da Reitoria

10 de mai. de 2007

[CALCS] Ato em Defesa da Cidade de Florianópolis

Pessoal,
Seria muito importante que nós participassemos desse ato que segue abaixo. Iremos nos reunir as 16;30 na frente do Colégio de Aplicação para seguir ao Centro.
Ato em Defesa da Cidade de Florianópolis
A cidade de Florianópolis vive um momento especial. Está na ordem do dia a escolha entre dois projetos distintos para a cidade. O projeto que vinha sendo desenvolvido pelas gestões anteriores, continuados e intensificados por Dário Berger – o prefeito-empresário –, e um projeto popular, voltado aos interesses da maioria dos trabalhadores/as que ajudam verdadeiramente a construir as riquezas dessa cidade.
O primeiro projeto é o das negociatas, os quais visam enriquecer funcionários públicos corruptos, políticos quadrilheiros, e empresários gananciosos, em detrimento do meio-ambiente, das riquezas naturais e da qualidade de vida do povo trabalhador de Florianópolis. Em nome da criação de empregos precários, vendem-se licenças ambientais para a construção irregular e destruição de ecossistemas como os manguezais.
O segundo projeto está por ser construído pelas forças populares. É hora de tomar as ruas para demonstrar toda indignação da população de Florianópolis contra a quadrilha desnudada pela operação Moeda Verde da Polícia Federal.
Por isso lutamos:
- Pela investigação de todos os crimes ambientais e os respectivos implicados;
- Punição para os envolvidos, garantir prisões preventivas;
- Lutar pela suspensão de concessão de licenças ambientais;
- Ampliar a participação popular no Plano Diretor de Florianópolis;
- Por um projeto popular para a cidade.
Convidamos todos os cidadãos a participar do Ato na Escadaria da Catedral de Florianópolis - Dia 10 de maio, quinta-feira, a partir das 17 horas
MPL – SEEB – UFECO – JA – CCLCP – Sintraturb – Sinergia – PCdoB – PT - PSTU – DCE-UFSC – UCE – UNE – UJS – UNMP – MUP – CCI - Fórum do Maciço – Sintae – Sintrajusc – UBM – UNEGRO – Teatro Mágico – Sinergia – Gab. Ver. Angela Albino – Gab. Dep. Amauri Soares.

7 de mai. de 2007

[Textos] Nota pública do Movimento Passe Livre – Florianópolis

Nota pública do Movimento Passe Livre – Florianópolis
Diante dos recentes acontecimentos deflagrados pela operação moeda verde da Polícia Federal em Santa Catarina, o MPL vem a público se manifestar nos seguintes termos:
  1. Apoiamos a operação deflagrada pela PF, que culminou na prisão de 19 empresários, políticos e funcionários públicos da cidade, conhecidos há tempos pelos movimentos sociais de Florianópolis, não por seu poderio econômico, mas precisamente por sua política de degradação ambiental através de negociatas para a construção de mega- empreendimentos que destroem os bens mais preciosos da cidade.
  1. Portanto, afirmamos que as acusações que agora vêm à baila pela investigação da PF nada têm de novo para a maioria dos movimentos sociais e comunitários, que há muito denunciam a gravidade ambiental e social de empreendimentos como o "Costão Golf", o "Shopping Iguatemi" e outros, além da promiscuidade na relação dos poderes públicos com a força do capital financeiro apresentado por esses empresários.
  1. Afirmamos ainda que essa operação, para que tenha conseqüência concreta, deve desnudar essa quadrilha como um todo, sem ficar nos bodes expiatórios, permitindo que o prefeito Dário Berger se esconda atrás de sua própria covardia. Todos/as sabem e denunciam há tempos o prefeito-empresário "Tapete Preto", e sua responsabilidade política nesse caso é evidente, assim como a de seu irmão Djalma, que era secretário de obras do município até outubro de 2006.
  1. Reiteramos ainda que o caso dos transportes coletivos necessita de outra investigação, que há muito denunciamos, sobre o favorecimento de determinadas empresas e a concessão de maneira ilegal, com anuência da Câmara de Vereadores, para a exploração dos transportes urbanos da capital por mais de duas décadas. Aguardamos e lutamos ansiosos pelo dia do desmantelamento da quadrilha dos transportes coletivos de Florianópolis.
  1. Por fim, afirmamos que esse governo não tem mais legitimidade nenhuma, está fragilizado politicamente por uma série de denuncias que compravam o quão corrupta é a sua estrutura. Para esse governo não há nada além do impeachment!
  1. Não aceitaremos qualquer novo aumento tarifário. Caso ele venha, que o governo saiba que ele pode ser o estopim de sua própria queda!
Movimento Passe Livre, Florianópolis, maio de 2007.