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18 de out. de 2010

Manifestaçao sobre o aborto na UDESC. Segunda, 18/10, as 18h30min.


Caras companheiras feministas:

 

Amanhã, dia 18 de outubro, às 18 e 30 horas, faremos uma pequena - porém, forte-   manifestação  na UDESC sobre o aborto. 

  Queremos obter mais adesões ao abaixo assinado que nso chegou através do NIGS e IEG na semana passada e que subscrevemos.

Seria muito  importante para nós  que viessem forças da  UFSC, da Casa  da Mulher e da cidade como um todo nos auxiliar  nesta manifestação. 

A idéia surgiu porque estaremos todo dia em trabalhos  de pesquisa referente ao assunto (Pesquisa Práticas contraceptivas e aborto em grupos populares urbanos), levada pelo laboratório  gênero e familia- Labgef - UDESC e  que compartilha dos argumentos levantados pelo Manifesto bem como da indignação com os usos eleitoreiros feitos de tema tão grave, complexo  e delicado, envolvendo as mulheres.  

Dia 18/10 ( segunda)  18 e 30 horas

Local: em frente a FAED /UDESC, Madre benvenuta, 2007.

  
Contamos com teu apoio na difusão deste convite



 
 
MANIFESTO
 
Nós, cidadãs e cidadãos, defensores dos direitos humanos e conscientes das desigualdades de gênero que afetam negativamente o cotidiano das mulheres brasileiras, vimos a público expressar indignação pela forma como a questão do aborto está sendo instrumentalizada no atual período eleitoral. O aborto é uma grave questão de saúde pública. Esse entendimento e o respeito à dignidade das mulheres levaram os dois últimos governantes que ocuparam a presidência da República a garantir avanços significativos nesse campo, com a aprovação de duas normas técnicas, pelo Ministério da Saúde. A Norma Técnica Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes de Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes, de 1998, assegura assistência imediata a mulheres vítimas de violência que queiram interromper uma gravidez não apenas indesejada, mas imposta pela desonra de um estupro. O Código Penal de 1940 assim o permite. A Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, de 2004, orienta sobre o acolhimento e tratamento digno que toda mulher em processo de abortamento, espontâneo ou inseguro, tem direito ao ser atendida no Sistema Único de Saúde. O processo brasileiro de democratização já se revelou maduro e plural o suficiente para não sucumbir a pressões eleitoreiras e conservadoras que pretendem tão-somente ocultar e desprezar o sofrimento de milhões de mulheres para quem o aborto é o último recurso. Por isso mesmo, o aborto não deve ser pago ao custo de sofrimento, solidão, enfermidade ou mesmo a morte. Deste modo, a consolidação e o aprofundamento democrático no Brasil requerem, de modo premente, a preservação do princípio constitucional do Estado laico, e da liberdade religiosa como direito importante para que as pessoas possam professar sua fé e agir de acordo com suas consciências. É amplamente reconhecido que são mais prejudicadas nesse contexto as mulheres pobres, que recorrem ao SUS com complicações decorrentes de um aborto feito em condições precárias, com risco elevado de comprometimento de seu bem-estar futuro. Da mesma forma que a realização de um aborto em condições dignas e seguras não deve ser o divisor de águas entre as mulheres brasileiras, em função de sua classe social, não é aceitável que essa questão seja usada nos processos eleitorais com o objetivo de que prevaleça um Brasil arcaico, hipócrita e conservador sobre interesses republicanos e de promoção da igualdade entre os sexos. É dever do Estado garantir o acesso amplo e irrestrito aos métodos contraceptivos para regulação da fecundidade para homens e mulheres no âmbito do Sistema Único de Saúde. A Constituição Brasileira e a Lei 9.253/1996 estabelecem que o planejamento familiar é um direito das pessoas e que cabe ao Estado fornecer as informações e os meios para o controle voluntário da fecundidade. Não é hora de retrocessos. Não podemos caminhar na contramão da maior parte dos países democráticos, que vêm considerando este um sério problema de saúde pública e garantindo legislações que preservam a dignidade das mulheres que se vêem diante de tais circunstâncias. Ser contra a criminalização do aborto é reconhecer o direito à justiça e evitar o sofrimento de milhões de mulheres neste país. Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2010

Vinicius Kauê Ferreira

19 de mai. de 2010

[Textos] Manifestação indígena termina em conflito na Câmara dos Deputados

Manifestação indígena termina em conflito na Câmara
Índios e seguranças da Casa trocaram agressões. Manifestantes desejavam invadir o plenário, diz segurança.
  Do G1, em Brasília
Uma manifestação de dezenas de indígenas acabou em conflito na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (19). Segundo a segurança da Casa, os índios tentaram invadir o plenário após entrar na Casa por um anexo. Um líder dos indígenas afirmou que o movimento é pacífico e deseja apenas fazer reivindicações relativas à causa.O coordenador do departamento de polícia judiciária da Polícia Legislativa da Câmara, Antonio Carlos de Abreu, afirma que os indígenas tentaram invadir o corredor que dá acesso ao plenário e, por isso, a segurança da Casa interveio. "O objetivo deles é invadir o plenário. Eles queriam mostrar força".

O líder indígena Antoê afirma que o movimento é "pacífico" e que as armas que portavam, como arco e flecha, foram retidos pela segurança da Casa já na entrada em acordo com o movimento. Ele disse ter sido agredido pela segurança no meio do tumulto e que um dos indígenas, de 80 anos, também foi agredido. "Levei uma pancada na costela e muita gente apanhou", disse o líder.

Abreu confirma que teve tumulto. Ele estava com a camisa social rasgada e disse ter perdido sua carteira e seus óculos no meio da confusão. Ele não negou a possibilidade de agressão a um idoso no meio do tumulto. "Eu estava na linha de frente para tentar impedir a entrada. Foi furtada minha carteira e meu óculos. Mas foi só 'soquinho'. No meio do empurra-empurra ninguém pergunta a idade. No meio da confusão é impossível saber quem bateu e quem apanhou".

O coordenador da Polícia afirma que algumas armas realmente foram retidas nas entradas, mas, segundo ele, alguns indígenas conseguiram entrar armados com porretes e pedaços de pau. A Polícia Legislativa conseguiu, no fim, impedir a invasão.

Segundo Antoê, a intenção dos índios é pedir que a Câmara revogue um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dezembro do ano passado que reestruturou a Fundação Nacional do Índio. De acordo com o líder, o decreto tem permitido a invasão de terras indígenas. Ele fez críticas também ao Programa de Aceleração do Crescimento e à construção da usina hidrelétrica Belo Monte, no Pará.

23 de nov. de 2006

[CALCS] www.calcs.ufsc.br e outras coisas...

Levantando alguns pontos neste email
É importante a nossa participação ERESUL, pelo tema e pela movimentação. Fico feliz de o Eduardo ter se manifestado.
Sobre sábado e a atividade junto ao colégio... Talvez o filme sobre a Novembrada (idéia que surgiu quando eu e Rodrigo conversamos) pudesse entrar na pauta amanhã.
O jornal foi para a gráfica... Ficou muito bom, Parabéns ao Eduardo e para todos nós. As fotos do Jojo ficaram dez. O que mais... WWW.CALCS.UFSC.BR está no ar (em construção ainda).... Agora só falta concluirmos a página e publica-la. Eu me manifestei em construí-la e estou com algumas idéias (testei algumas coisas)... Combinamos, eu e eduardo, a montagem. Se alguém mais estiver interessado em ajudar na construção...
Outro ponto, talvez o Yan, ou alguém mais pudesse relatar o que ocorreu na última quarta-feira na Manifestação em Prol do Pereira.
Um abraço para todos.