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7 de out. de 2009

[DEBATE] A Universidade na Crise: Qual o seu Papel? A Necessidade de Reorganização da Luta Coletiva pela Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade

Olá Pessoal,
envio a convocatória para o Seminário: A Universidade na Crise: Qual o seu Papel?
Que reunirá as três categorias da universidade (Técnicos Administrativos, Estudantes e Professores) com a presença do Presidente do ANDES, Ciro Correa.

Dia 15/10 (quinta-feira) às 14:00 no auditório do CED.

É importante que consigamos somar cada vez mais lutadores nesse processo de construção e de retomada de debate político dentro da Universidade, nesse sentido, a participação de todos os lutadores e lutadoras que defendem a Universidade de qualidade, pública e gratuita é fundamental.
A Convocatória está aberta para que mais entidades, movimentos e individuos se integrem.


Convocamos todos os lutadores e lutadoras da UFSC para o Seminário:
 
A UNIVERSIDADE NA CRISE: QUAL O SEU PAPEL?
 A Necessidade de Reorganização da Luta Coletiva pela Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade
 
            A UFSC, assim como as demais universidades federais brasileiras, desde que fundada, em 1960, foi pólo de resistência contra a privatização dos patrimônios do povo brasileiro, entres eles, a educação, compreendendo que a forma pública e gratuita é a única capaz de garantir que todos tenham acesso àquilo que é de direito popular.
            Contudo, a educação superior no Brasil não apenas nunca foi universalizada, como nos últimos anos vem sofrendo um profundo processo de privatização que destina o ensino, a pesquisa, a extensão e as estruturas pelas quais se desenvolvem aos interesses particulares que usam a educação como produção de mercadorias com objetivo de lucrar, acumular e expandir capital.
            Enquanto isso, o povo brasileiro permanece carente de condições dignas sofrendo com falta de assistência a saúde, comida, casa, salário e a própria educação, cujas soluções, dificilmente têm feito parte da pauta científica e tecnológica da universidade brasileira.
            Infelizmente, para a contrariedade da maioria do movimento universitário, a contra-reforma universitária dos governos anteriores, principalmente de FHC, foi levada adiante e aprofundada pelo governo Lula. Dessa maneira, os movimentos de resistência a essas políticas ficaram órfãos, desarticulados desorganizados e fragmentados, enfim, sem rumo, já que pareciam ter sido em vão as lutas anteriores, dando lugar nas entidades sindicais e estudantis às políticas conservadoras e espaço à contra reforma. Para as entidades e movimentos sociais que não se submeteram, o governo preparou uma ofensiva muito grande. Um dos exemplos é o que está acontecendo com o ANDES: no ano passado o MEC fundou uma entidade paralela ao sindicato nacional e logo após o ministério do trabalho cassou o registro sindical. Os estudantes têm visto a União Nacional dos Estudantes cumprindo um papel vergonhoso ao legitimar a política de privatização das universidades e da educação no país.
A realidade das IFES é hostil, estão privatizadas na sua essência: na sua composição ideológica e nos seus objetivos. A administração da reitoria é cúmplice e defensora da relação promíscua que as Fundações “ditas” de apoio têm com a Universidade. A cobrança de mensalidades é apenas mais uma característica da privatização e, por certo, a última etapa, com o objetivo de não haver protestos estudantis.
            As administrações da reitoria da UFSC foram todas coniventes com este processo, e o atual reitor, Álvaro Prata, tem colocado em prática todas as políticas da contra-reforma universitária do governo Lula e os efeitos podem ser notados no dia a dia: não há professores e nem vagas em número suficiente nas disciplinas; os professores estão sobrecarregados e muitas vezes precisam colocar seus bolsistas, até mesmo da graduação, para dar aula à própria graduação; não há técnicos administrativos suficientes; os serviços da UFSC, a exemplo da segurança, estão cada vez mais terceirizados por empresas que, além de não prestarem um bom serviço, super-exploram os trabalhadores; não há livros suficientes, nem na BU, nem nas bibliotecas setoriais, deixando os estudantes reféns da “indústria do xerox”; as vagas da moradia estudantil totalizam apenas 153 para mais de 29 mil graduandos; as filas do RU estão insuportáveis, impedindo muitos estudantes que trabalham ou estudam a tarde de almoçar; muitas extensões e pós-graduações já são pagas; as reformas curriculares tornaram os cursos tecnicistas, preocupados em apenas formar mão-de-obra um pouco mais qualificada, invés de cientistas e pesquisadores capazes de criar; a pesquisa e a extensão pouco se preocupam em resolver os problemas do povo brasileiro; muitos cursos novos que foram aprovados não têm estrutura para funcionar, ou seja, não têm salas de aula nem centros onde possam ser encaixados.
            Quando o REUNI foi aprovado, em 2007, com a polícia na porta do conselho universitário, a discussão com a comunidade foi negada. Ainda assim, houve ocupações de reitorias em mais de 10 Universidades, greves, paralisações em defesa da educação pública e de qualidade. Os administradores da universidade não nos permitiram intervir na decisão dos rumos da universidade e isso continua acontecendo. Foi sempre através dessas e de outras lutas que conseguimos direitos. Devemos retomar nosso espírito de luta, pois permanecendo fragmentados e desorganizados damos mais força aos reitores e ao governo federal para que façam o que bem entendem e para que acreditem que mandam na universidade.
            Diante deste quadro, convocamos todos os estudantes, técnicos e professores da UFSC, bem como outros movimentos sociais, que estejam descontentes com esta situação da universidade, a construir um espaço que dê mais um passo no sentido de reorganizar o movimento popular e estudantil no país, em geral, e na UFSC, em particular. Entendemos que essa reorganização deve ter como base uma plataforma de propostas que unifique os lutadores e lutadoras e fortaleça realmente a luta contra a privatização da universidade, como tática para uma luta de longo prazo para que a universidade seja de acesso a todos, crítica ao atual sistema de exploração e desigualdade, criadora de conhecimento para a transformação social, enfim, voltada aos interesses populares e não para o lucro de alguns poucos.
            Para debater tudo isto e as possíveis alternativas de organização do movimento, convocamos a todos e a todas para o Seminário A UNIVERSIDADE NA CRISE: QUAL O SEU PAPEL?
 
Data: 15/10 (quinta-feira) às 14h00 min. no auditório do CED.
 
 
Assinam essa convocatória:
Técnicos Administrativos em Luta
Movimento em Defesa da Seção Sindical do ANDES na UFSC
Movimento por Uma Universidade Popular (MUP)
Coletivo Estudantil Construindo a ANE-L
Centro Acadêmico Livre de Arquitetura (CALA)

12 de jul. de 2009

[Debates] Estudante, seu lugar é na luta por uma Universidade Popular

"Estudante, seu lugar é na luta por uma Universidade Popular!"
Nesse 51° CONUNE todos estudantes comprometidos com as causas do povo brasileiro devem se esforçar por construir a unidade de todos aqueles que lutam contra essa reforma universitária do grande monopólio e do latifúndio, para construir uma plataforma de luta por uma Universidade Popular, crítica ao sistema capitalista e criadora de ciência e tecnológia para a emancipação humana.

É por isso que a Juventude Comunista Avançando convida a todos para a mesa "Estudante, seu lugar é na luta por uma Universidade Popular" que se realizará durante o CONUNE, no dia 17 de Julho, às 19 horas. Entendemos que é necessário toda a dedicação para fazer com que a UNE volte para luta, mas para isso precisamos ter a clareza de que a reorganização do movimento estudantil somente será possível se ela vier junto a uma profunda discussão e luta, para construir sobre as ruínas dessa universidade, um outro projeto de universidade.

Nossos esforços devem vir no sentido de reorganizar o movimento a partir da base, retomando o debate político e a disputa da universidade. Não será possível superar a condição capitalista e dependente de nosso país se a universidade não servir aos interesses dos explorados e oprimidos, especialmente em um momento onde uma crise mundial anuncia a inviabilidade desse projeto societário baseado na exploração do homem pelo homem.

"ESTUDANTE, SEU LUGAR É NA LUTA POR UMA UNIVERSIDADE POPULAR"!


Obs: em breve daremos mais detalhes sobre a mesa e faremos um amplo chamado durante o Congresso.
http://www.cclcp.org/portalja/Portalja.aspx


Vagner Boni
Estudante de Ciências Sociais - UFSC
Representante Discente no Colegiado do Curso de Ciências Sociais

23 de jun. de 2009

[Debates] Critica a extensão à Extensão Critica

Gostaria de convidar o povo para participar desse debate sobre extensão.
Temos debatido este tema na sociais, como fizemos na 8ª Semana de CS com uma oficina sobre extensão popular; e na 9ª SemaCS com a oficina sobre o Estágio de Vivência e neste ano no debate de construção da OFICINA de CS!

Na continuidade deste debate...
O pessoal da Geo está organizando um seminário sobre extensão, e para começar farão esse debate com professores e estudantes que tem um debate e uma prática critica em extensão.

PARA quem já foi naquela reunião do AMA (Ateliê Modelo de Arquitetura), esse é um bom espaço para continuar aquele debate sobre a prática de uma extensão com preocupação emancipatória. É importante para o pessoal que está construindo a OFICINA de CS! Seria importante colocarmos o que temos debatido na sociais! E para quem foi no ERECS, este é um bom espaço para refletirmos sobre propostas ao Movimento de Área de CS.

"Critica a extensão à Extensão Critica"
O QUE: DEBATE SOBRE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
ONDE: SALA 335
QUANTO: TERÇA-FEIRA (HOJE)
HORÁRIO: 16:30

Colo abaixo o trecho de um texto sobre a extensão da DENEM (executiva de medicina), mas que vale para nossa reflexão na Ciências Sociais!


A Extensão Universitária na transformação do ensino médico

"Desde o seu surgimento em meados do século XIX, onde era vista como forma de disseminar conhecimentos técnicos através das universidades populares européias, o caráter da extensão tem sofrido uma mudança gradual, que acompanhou a evolução do pensamento acadêmico. Hoje a extensão universitária se configura como papel importante na formação, não apenas por concretizar uma interação com a sociedade, mas por permitir que as necessidades extra-muros sejam incorporadas à vida universitária numa relação direta de construção de conhecimento.

O vínculo estabelecido, não somente pelo discente, mas também pela instituição e o docente, com a comunidade permite uma troca de saberes fundamental à formação acadêmica, uma vez que estabelece o conhecimento popular e o científico como complementares e necessários à estruturação do ensino e da pesquisa socialmente referenciados. Este fluxo sistematizado terá como conseqüência a produção de conhecimento resultante do confronto com a realidade local e nacional, a democratização do conhecimento e a participação efetiva da comunidade na atuação da universidade.

O processo de aprendizagem passa a basear-se e a depender de observações próprias, de atitudes reflexivas, questionadoras, que decorrem do diálogo e da interação com a realidade, para compreendê-la e transformá-la. Criam-se, dessa forma, condições pra que a formação do estudante não fique restrita aos aspectos técnicos, formais e passe a contemplar seus aspectos sociais e políticos, promovendo a conscientização crítica. Talvez pela volubilidade do caráter, ela tem sido isolada do tripé universitário, onde predomina, respectivamente, pesquisa, ensino e extensão, ou descaracterizada à medida que aceita como sua, atividades que em nada lembram o perfil extensionista mencionado.

“A extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a universidade e a sociedade”. (FORPROEX, 2000).

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Vagner Boni
Estudante de Ciências Sociais - UFSC
Representante Discente no Colegiado do Curso de Ciências Sociais

20 de ago. de 2008

[Debates] Revolução Cubana e a Universidade Popular

Debate: "Revolução Cubana e a Universidade Popular"
Com estudantes da Escuela Latino Americana de Medicina ELAM / CUBA, e integrantes da Associação Cultural José Marti/SC.

Nesta quarta feira (20/08), às 19 horas
No Auditório do Centro de Convivência - UFSC.

Organização: Movimento Universidade Popular (MUP)

20 de jun. de 2008

[Textos] Pesquisa pra quem?

*NOTA DA VIA CAMPESINA PERNAMBUCO À SOCIEDADE BRASILEIRA - PESQUISA PRA QUEM?*

Dia 10 de junho a Via Campesina Brasil deu inicio a sua Jornada Nacional de Luta Contra o agronegócio e em defesa da agricultura camponesa.

Em Pernambuco, entre várias ações que estão se realizando durante a semana, foi realizada uma ação em protesto contra a produção em larga escala de agro-combustíveis, em específico o avanço da monocultura da cana-de-açúcar. O ato foi realizado na Estação Experimental de Cana-de-Açúcar (EECAC), no município de Carpina, Zona da Mata Norte de Pernambuco. A Estação Experimental é uma Parceria Público-Privada entre o Sindaçúcar - Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco, que reúne as 20 maiores usinas do Estado - e a Universidade Federal Rural de Pernambuco, e há 38 anos desenvolve pesquisas para o desenvolvimento genético de cana, inclusive, de cana transgênica.

O objetivo da ação política não foi um ataque à universidade ou às pesquisas acadêmicas em geral. O objetivo principal foi demonstrar à sociedade que os camponeses e camponesas do Brasil são contra este modelo que privilegia a monocultura exportadora, utilizando nossas riquezas naturais, nossas terras e mão-de-obra barata, destruindo o meio ambiente e produzindo trabalho escravo. Entendemos que o papel da universidade não é usar recursos públicos para pesquisas que beneficiam usineiros, mas sim, para pesquisas que construam uma alternativa de desenvolvimento para região que possa servir à grande maioria.

A Estação Experimental de Cana-de-Açúcar recebe cerca de 6 milhões de reais por ano para investir em pesquisa de "melhoramento genético" de cana-de-açúcar. Metade desse recurso - R$ 3 milhões - são provenientes de usinas ligadas ao Sindaçúcar, o que prova a estreita relação entre
a Estação, a UFRPE e os usineiros. Os outros R$ 3 milhões são captados por projetos de pesquisa vinculados à UFRPE - ou seja, é dinheiro público.

Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o custo médio para o assentamento de uma família na região nordeste é de R$ 25 mil por família. Isso quer dizer R$ 6 milhões poderiam assentar pelo menos 240 famílias por ano no nordeste, que estaria produzindo alimentos saudáveis para elas e para a população local. Ao invés disso, esse dinheiro é utilizado para beneficiar 28 usinas e destilarias nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, e para promover ainda mais o avança do monocultivo de cana-de-açúcar, causando a elevação dos preços dos alimentos e a concentração da propriedade da terra por empresas estrangeiras.

A diminuição sucessiva da área plantada de alimento terá, em breve, conseqüências gravíssimas para toda população mundial. Hoje a população urbana já está sofrendo em função do aumento dos preços dos alimentos, conseqüência principalmente da utilização da soja brasileira para produção de biodiesel e do milho dos Estados Unidos para produção de etanol.

Nós, da Via Campesina, somos aqueles que foram despojados de toda e qualquer sorte e possibilidade em conseqüência da ação devastadora da monocultura da cana-de-açúcar, concentradora de terra e riqueza. Somos pobres, fomos durante toda história escravos do setor
sulcroalcooleiro, que sempre dominou a Zona da Mata Pernambucana, que chega até a ser chamada por alguns pesquisadores de "região canavieira". Somos filhos desta terra e ao longo da história fomos onstruindo a consciência de que nesta região podemos construir um outro modelo de agrícola e de desenvolvimento econômico.

Queremos fazer entender que a responsabilidade da universidade publica é para com o povo e não para com o agronegócio e o capital financeiro,que querem transformar os alimentos, as sementes e todos os recursos naturais em mercadoria para atender os interesses, o lucro e a ganância das grandes empresas transnacionais. Os recursos financeiros e humanos de uma instituição pública como a Universidade Federal Rural de Pernambuco devem ser usados para ajudar a resolver os problemas do povo brasileiro. E a fome é um deles. Portanto que pesquisem desenvolvimento de milho, de feijão, de macaxeira. Se os usineiros querem fazer pesquisa para aumentar seus lucros, que façam em suas terras e contratem seus técnicos.

Certamente quando a universidade pública entender seu papel social ela poderá contribuir muito utilizando o conhecimento acumulado e os técnicos servidores públicos que se apropriaram destes conhecimentos, com recursos públicos do povo brasileiro, para a melhoria das condições de vida da maioria e a produção de alimentos audáveis e baratos. Esse é certamente o anseio da maioria do povo brasileiro e de inúmeros professores e alunos da UFRPE e da UFPE que nos parabenizaram pela ação e continuam nos prestando sua solidariedade.

*Via Campesina - Pernambuco*

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NOTÍCIAS E TEXTOS:

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http://www.radioagencianp.com.br
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