5 de jun. de 2009

[Greve] Professores da USP iniciam greve hoje 3

Chega a ser engraçado ver uma reportagem associando os maus resultados da educação brasileira mais à atuação dos sindicatos do que à atuação do Estado. Que bom se os sindicatos tivessem força para estipular qual seria a qualidade do ensino brasileiro.
O Estado é que não oferece condições mínimas para o desempenho da profissão, e não constrói uma política educacional de longo prazo (que seja maior do que o período entre uma eleição e outra). Por exemplo: o governo do Estado de São Paulo queria fazer uma prova para "certificar a qualificação" dos docentes, mas se recusava a oferecer capacitação para os mesmos descontando esse tempo das horas-aula dos docentes.
Em Santa Catarina acontece algo parecido. A secretaria estadual de educação tem um convênio com o LEFIS (Lab. Interdisciplinar de Ensino de Filosofia e Sociologia) para oferecer cursos de capacitação aos professores da rede pública. Existe inclusive uma lei estadual que obrigado o Estado a oferecer capacitação e liberar os professores pra isso. Mas quando o LEFIS divulga seus cursos, os folders enviados às escolas nunca chegam ao conhecimento dos professores. Para esses burocratas de cabide eleitoral, não é interessante que o professor se qualifique, é importante que ele esteja dentro de sala de aula o máximo de tempo possível, ou então teria-se que contratar mais professores.
E sobre a Coréia do Sul, exemplo a ser seguido segundo a reportagem, vale lembrar que o "grande salto educacional" se deu ás custas da proibição do direito de greve e de percentuais de investimento muito maiores do que vemos por aqui.
lamentável...

abç


Eduardo

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